domingo, 16 de novembro de 2008

30) Eleição Social Blogueira dos Melhores Games de 2008 - O GAMERETRÔ paticipando!!!!

Vamos tirando as teias de aranha daqui, pois temos mais um post por aqui (depois de um mês jogado as traças)!!

Desta vez, um post especial: Final de ano chegando, é hora de fazermos as nossas listas, abordando tudo de bom e de ruim que aconteceu esse ano. E com o mundo maravilhoso dos games não é diferente. Só que, ao invés desse mísero e insiginificante blog escolher sozinho, teremos um combo com inúmeros blogs de games existentes no Brasil, grandes ou pequenos. Toda essa reunião de blogs é capitaneada pelo Continue, um blog pouco conhecido por aí, que até já saiu em revista. E claro, uma oportunidade dessa de aparecer em um blog de tamanho calibre eu não poderia perder. Sendo assim, vamos a...



Bom, sem mais delongas, vamos aos meus votos:

1) Jogo do Ano:

Nesse ano temos inúmeros candidatos a esse título, vários lançamentos mega-ultra-super-jupiter-master-combo fodões durante todo o ano, vários blockbusters movidos a milhões de dólares gastos na produção, milhares de pessoas trabalhando para desenvolvê-lo, além de anos e anos de marketing e hype em cima deles. Mas o meu voto vai para um jogo que, apesar de ter merecido a atenção de várias pessoas, não teve tanto hype quanto os blockbusters desse ano. Com vocês:




Isso mesmo! O meu jogo eleito para ser o "melhor do ano" é Chrono Trigger DS!!!!

Já estou prevendo as bravatas, reclamações e xingamentos que receberei por aqui. Para eles, sugiro algumas coisas:

1º) Leiam a minha resenha sobre o jogo supracitado feito para SNES aqui!!

2º) Depois, caso ainda não o tenham jogado (hereges!!), façam isso o mais rápido possível. Mas prestem atenção na história do jogo, em como ela é muito bem amarrada, no design de personagens (Chrono é o personagem mudo de RPG mais carismatico dos videogames), em como a união do chamado "Dream Team" do mundo dos games é tão comentada até hoje.

3º) Agora imagina você poder reviver toda essa aventura fantástica, com todos os vídeos que tinham na versão para Playstation (sem loadings), com um final a mais (além dos 13 já existentes) e uma nova dungeon, com a nova jogabilidade através da stylus (apesar de ainda preferir o convencional), com conteúdo wi-fi, e, o melhor de tudo, em qualquer lugar que você estiver.

Pois é essa sensação que Chrono Trigger DS me provocou. Podem chiar que é apenas um port, que os gráficos estão iguaizinhos ao de SNES (aliás, não me importo nem um pouco com isso, os gráficos continuam ótimos para mim), que temos jogos muito mais sofisticados que esse... Para mim, esse foi o jogo do ano (e será sempre que for relançado, a não ser que resolvam relançar Super Metroid XD ).


2) Decepção do Ano:



Ah, a SEGA! Se nos anos 90 esse nome era sinônimo de diversão garantida, na década atual (e principalmente depois da era Dreamcast), esse nome se tornou sinônimo de desastre ambulante, maculando gravemente o nome de suas franquias (especialmente a do famoso ouriço). Mas ainda tinha esperança de que ela resucitasse do limbo, e isso foi causado na época por "Golden Axe: Beast Rider". Sim, eu acreditava nesse jogo. Afinal de contas, se não fosse inovador, pelo menos seria o cenário perfeito para espadadas sanguinárias em épocas medievais com demÔnios, dinossauros cuspidores de fogo, duendes, esqueletos e outras criaturas. Quase que um "God of War" medieval!

Mas, infelizmente, ao jogar cinco minutos disso (sim, foi a minha única experiência esse ano em um next-gen) em um PS3, a decepção foi total. Totalmente genérico, defeitos gráficos IMPERDOÁVEIS para um jogo da nova geração (inimigos “dentro um do outro”, câmera posicionada em lugares que não deixam você ver nada), sem graça, e, o pior de tudo, sem os outros dois personagens masculinos (principalmente o anão, provávelmente o preferido de muitos). Parece que eles resolveram apostar apenas em "colocar um personagem feminino em trajes sumários para atiçar a libido masculina".

Nesse caso, fico com o Pablo: Deve ter algum funcionario da SEGA que está maltratando os jogos da empresa pelo fato de não ter tido um Megadrive quando criança!

3) Notícia do Ano para o Mercado Brasileiro de Games

Não poderia ser outra senão...




...o anúncio do primeiro videogame produzido no Brasil, o Zeebo. Já comentei horrores sobre o console aqui e aqui, então nao vou repetir tudo que falei lá. mas, para mim, essa foi a maior inclusão do Brasil no mercado de games nos últimos anos, e que pode ser o ponto de partida para uma ervitalização da época de ouro dos games por aqui, com um console quase que 100% Nacional! E ninguém melhor do que a Tectoy (apesar de alguns deslizes) para capitanear esse projeto. [slogan mode on] Eu acredito no Zeebo!!!! [slogan mode off]

E assim, encerro a minha participação nessa eleição aqui. espero que ela faça um grande sucesso, que seja uma constante nos próximos, e, mais do que isso, que ela seja o ponto de partida para que todos percebam o potencial desse blog (claro que para isso não posso ficar mais de um mês sem postar nada, mas uma coisa de cada vez... XD).

Até a próxima e bons games a todos!!!

sábado, 8 de novembro de 2008

29) Especial (muito atrasado) de Halloween - Os 10 jogos feitos para ser jogados no dia 31 de Outubro.

30º Post!!!!! U-hu!!!!!! 

Bom, esse post será especial. Como todos devem saber, a última sexta-feira se comemorou o Dia das Bruxas, o tradicional "Halloween". E, assim como outras formas de arte (o cinema principalmente), o terror já era explorado nos games desde o seu início. Sendo assim, teremos hoje mais um top 10, desta vez com os jogos recomendados por esse que vos escreve para se jogar nessa data festiva!! Sem mais delongas, vamos a lista:

10) Maniac Mansion (NES) - Esse jogo foi lançado primeiramente em 1987 pela Lucas Films e foi o primeiro a se utilizar da famosa engine SCUMM. O jogo descreve as aventuras de Dave Miller e seus dois amigos (escolhidos a partir de um grupo de seis) para salvar a sua namorada das garras do Dr. Fred Edison, numa paródia dos filmes B de horror, com todos os seus elementos (um laboratório secreto, monstros, um cientista maluco, e a mansão do título). O mais legal desse jogo (assim como a maioria dos adventures da Lucas Arts) era o seu humor negro, representado pelas várias formar de matar os inimigos, na subversão dos clichês típicos dos filmes B, e até mesmo na escolha dos personagens, que incluem uma enfermeira monstrusa (com tendências ninfomaníacas), um militar com um hamster de estimação (responsável pelo momento mais divertido e lembrado do jogo, onde você pode colocar o hamster no microondas e entregar os restos mortais a ele), e unm corpo mumificado que têm uma sala de ginástica, uma coleção de pornografias e um sarcófago com televisão. Três anos depois, com muitas (eu disse MUITAS) mutilações, esse jogo foi lançado para o Nintendinho. Mas a parte do hamster foi mantida, e quando a Nintendo percebeu, já tinham sido distribuidas 25000 cópias do jogo, o que as tornou uma raridade no mundo dos games.

Momento Halloween - Sem dúvida, a morte do Hamster, causador de toda a controvérsia descrita acima. Não por ser assustador, mas pela prova do grande senso de humor da Lucas Arts.



9) Ghouls n' Ghosts - Já falei um pouco sobre ele aqui, mas ele é presença obrigatória num especial Halloween. Afinal de contas, um jogo com tantas referências a esse dia (um cavaleiro medieval deve enfrentar fantasmas, demônios e monstros para salvar a princesa, que está aprisionada no castelo de Lúcifer) é bem apropriado para o Halloween, não acham?

Momento Halloween - Na verdade o jogo inteiro poderia entrar nesse momento, pois o que não falta são referências e monstros, caveiras possuídas, cães demoníacos, fantasmas, aparições, demônios, feticeiros malignos, armadilhas traiçoeiras e outras coisas características da tema. Sendo assim, nada melhor do que colocar a batalha final contra Sardius, afinal de contas, depois de dias e dias se aventurando nesse jogo complicadíssimo, nada melhor do que apreciar o final do jogo...



8) Zombies Ate My Neighbours - Outro jogo com o tema apropriado que já foi comentado por aqui. Não só por ser extremamente divertido, mas por ter um clima totalmente de filmão B de terror, essa maravilha têm que estar na lista.

Momento Halloween - Todos os chefes de fases desse jogo merecem figurar no momento Halloween. Sendo assim, ao invés de apenas um vídeo, fiquem com essa lsta do youtube com todas as fases do jogo. Divirtam-se!!!

Zombies Ate My Neighbors - All Levels

7) Darkstalkers - A Capcom é conhecida por seus vários jogos de luta, capitaneado pela série Street Fighter. Dentre esses jogos, Darkstalkers, apesar de não ser tão conhecido, é um dos melhores. Principalmente pelo seu gameplay bastante balanceado, e também pelos lutadores em questão, que envolvem um vampiro, um lobisomem, uma succubus, uma múmima, e outros seres que figurariam tranquilamente tranquilamente um filme de horror. Por esas e outras, esse jogo merece o sétimo lugar na lista.

Momento Halloween - Um dos maiores atrativos desse jogo são os combos que poderiam ser feitos no jogo. Sendo asim, temos aqui uma compilação de combos fresquinha para vocês treinarem e (quem sabe) executarem quando estiverem no fliperama. Aproveitem!!!




6) Série Castlevania - Essa série já é clássica!!! Cria do genial Kori Igarashi, essa série nasceu no MSX (sob o título "Vampire Killer") e, em seguida, aportou no NES, no SNES, no mega Drive e em mais 367129563663425326528 consoles diferentes. A série teve uma guinda em "Symphony of the Night", lançado para PSOne em 1997, onde ela incorporou vários elementos oriundos de Super Metroid, especialmente o mundo (no caso, o castelo) aberto, o que gerou a alcunha de "Metroidvania" aos jogos com esse aspecto. E nada como ter um caçador de vampiros para celebrar essa data.

Momento Halloween - Não pdoeria ser outro senão a batalha final em SotN, contra o Drácula em pessoa. Um dos capítulos mais lembrados por muitos fãs da série.



5) Série Splatterhouse - Outro jogo já citado por aqui, mas que merece ser lembrado num Dia das Bruxas. Na minha humilde opinião, uma das melhores séries de jogos de ação/beat'em up já feitas na história dos games, e que, ao que parece, vai ter o seu quarto capítulo lançado. Iupi!!!!!!!!!!

Momento Halloween - Se você já leu a minha resenha sobre esse jogo já deve imaginar qual é o Momento Halloween que será citado. Exatamente: o SPOILER que citei no texto. Não vou redigi-lo aqui (se quiser leia o texto, rapaz!!), por hora, veja os vídeos e tirem as suas conclusões:





4) Série Silent Hill - Simplesmente um dos jogos mais bizarros já feitos!! Esse pode ser considerado, a primeira vista, a resposta da Konami a série Resident Evil. Entretanto, essa série aposta muito mais na variedade de criaturas sinistras (humanoides ou não) e no clima constante de tensão do que o seu semelhante supracitado. Tendo o seu capítulo inicial lançado em 1999, essa sérei merece o quarto lugar da lista.

Momento Halloween - Não poderia ser outro. A aparição de um dos personagens mais assustadores no mundo dos games: Pyramid Head (Silent Hill II).



3) Altered Beast - RISE FROM YOUR GRAVE!!! Esse foi o jogo que introduziu o nome "Mega Drive" no mundo dos games. No papel de um centurião morto em combate que volta a vida para salvar Athena, esse jogo impressionou muita gente pela perfeição (na medida do possível) na emulação do Arcade, e também pela reprodução da voz que profere a frase dita anteriormente. Os gráficos podem não parecer grande coisa no momento, mas acreditem, foi um espanto em 1988!!

Momento Halloween - Fiquem agora com a introdução e a primeira fase do jogo, onde temos essas características ditas anteriormente.



2) Alone in the Dark - esqueçam o filme pavoroso feito pelo diretor mais pavoroso ainda (e especialista em estragar as boas lembranças que temos dos games que ele adapta) Uwe Boll. Fique com o primeiro jogo da série, no qual você encarna Edward Carnby, um detetive de casos sobrenaturais. A série é outra que investe mais no clima de tensão absoluto do que em sustos fáceis, tando também o mérito de ser a primeiro Survival Horror feito (quatro anos antes de Resident Evil). Por isso, ela leva a medalha de prata (ainda bem que o personagem principal não é um lobisomem!! XD).

Momento Halloween - A introdução do jogo! Na minha opinião, de extremo bom gosto artístico e que mostra muito bem o clima do jogo.



E o primeiro lugar vai para:

1) Resident Evil - Tudo bem que Resident Evil, ao contrário do que muitos pensam, não foi o primeiro a explorar a temática, mas esse jogo de 1996 foi o que catapultou o termo "survival horror" para os games, consolidando cada vez mais a narrativa de terror nos jogos. Por isso, ele leva o primeiro lugar da lista!!!

Momento Halloween - Aqui eu não vou falar nada. Apenas vejam o vídeo e me digam se não se assustaram (especialmente se você estiver vendo esse vídeo á noite, com todas as luzes apagadas XD!!!). Desconsidere as atuações canastras dos atores e se imagine vendo isso em um videogame em 1996!!



Bom, pessoal, é isso! Desculpem pelo atraso de mais de uma semana (acreditem, muita coisa aconteceu para causar o atraso desse post), mas o Halloween não passou em branco por aqui! E, caso eu não tenha citado algum jogo que mereça entrar nessa lista, é só citá-lo nos comentários aqui embaixo!!

Até a próxima e bons games a todos!!!!


domingo, 19 de outubro de 2008

28) Os personagens que demoraram a chegar (ou nunca viram) ao Ocidente

E chegamos a 10 meses de blog!!!

O assunto desse post diz respeito a uma coisa que ainda se conserva (ainda com uma intensidade menor) até hoje: Os jogos que demoraram vários anos para que o Ocidente conhecesse (ou, pior, qwue nunca chegaram ao Ocidente). Sim, por quê muitos gamers (eu incluído) têm a certeza de que o Japão é a grande Meca dos Games. É lá onde as coisas realmente acontecem (em se tratando de games)!!! E já é assim (apesar do Ocidente estar recuperando essa vantagem) desde que a Nintendo entrou no mercado (sim, sou Nintendista mesmo, porquê, algum problema???). Sendo assim, por conta das diferentas significativas de mercado entre os Japoneses e os norte-americanos (e é aí que nós, brasileiros, nos incluímos, em se tratando de mercado consumidor), vários jogos estupendos não foram lançados por aqui. No entanto, graças as maravilhas da tecnologia (leia-se: internet + emuladores + patchs de tradução), temos a oportunidade de conhecer essas maravilhas. 

  • Mas por quê essas maravilhas não foram lançadas anteriormente para nós, pobres Ocidentais?

Como foi dito anteriromente, há inúmeras particulariedades e características intrínsecas aos gamers orientais e ocidentais. Para observar isso, veja jogos como The Elder Scrools e Final Fantasy. Ambos pertencem a um mesmo gênero (RPG), mas possuem características totalmente diferentes, que são essencialmente aliadas as características do mercado de games Ocidental (o primeiro) e Oriental (o segundo). Tudo bem que, nesse caso, o mercado Ocidental já absorveu muito bem o estilo Japonês de se fazer um RPG (chamado de JRPG), mas há 20 anos atrás, a coisa não era bem assim. Especialmente na era SNES, inúmeros RPG's Orientais sequer foram lançados por aqui.

Outra característica bastante intrínseca aos jogos Orientais e Ocidentais diz respeito a temática dos seus jogos. Os jogos Ocidentais, em sua maioria, lidam com a morte de forma muito mais realista (especialmente nos jogos de tiro em primeira pessoa, com zilhões de polígonos extremamente realistas reproduzindo snague, braços, e outrosmenbros sendo desmenbrados de um corpo. Entretanto, há um aspecto que os Ocidentais (e aqui me refiro especialmente aos norte-americanos) ainda não conseguiram se adaptar: o modo como a religião, o politeísmo e as entidades superiores é abordada nos games. Nesse quesito, os Orientais são muito mais habilidosos e não vêem restrições, ao contrário dos norte-americanos (basta lembrar que vários nomes de magias na série Final Fantasy como Death, ou ainda inimigos como Deathgaze, tiveram os seus nomes alterados, em virtude as suas referências a morte). 

Há ainda a questão da recepção diferente aos gamers ocidentais e orientais em relação a jogos mais "realistas" ou "fantasiosos". Os gamers orientais aceitam com muito mais naturalidade jogos com temática gráfica e artística mais coloridos, como por exemplo Zelda: The Wind Maker ou Okami, ao passo que, para o mercado Ocidental, jogos com essa direção de arte são vistos por muitos como jogos mais "infantis".

Todos esses (e mais inúmeros) aspectos determinaram a não-localização de vários jogos Orientais para o mercado Ocidental.

  • Quer dizer que só poderei jogar essas maravilhas Orientais através de étodos "alternativos", via internet + emuladores?

Calma! Não é bem assim! Essa diferenças de preferências de mercado ainda existem, mas exatamente por conta da famigerada Globalização, juntamente com o crescimento exponencial da indústria de games, isso vêm diminuindo ao longo dos anos. Com isso, as produtoras de games, sabendo dos tesouros contidos no seu passado, vem, aos poucos (principamente nessa década), relançando alguns clássicos outrora restritos aos carinhas de olhinhos puxados para o mercado Ocidental, inclusive alguns com um tratamento gráfico adequado aos novos consoles, além de extras bastante convidativos. Isso, aparentemente, é uma tendência, haja vista que muitos gamers mais novos desconhecem essas maravilhas da época dos 8 e 16 bits. Com isso, através de uma franquia já estabelecida, com investimentos menores (já que, apesar do tapa gráfico que alguns jogos possam ter, a sua essência, jogabilidade, sistema de jogo, entre outros aspectos, já estão estabelecidos), as empresas podem lançar "novos produtos", estabelecendo novos fãs e ávidos consumidores de franquias até certo ponto "esquecidas pelo passado".

Entretanto, alguns jogos ainda permanecem apenas no imaginário dos jogadores desse lado do globo (a não ser que você seja um exímio entendedor dos kanjis e ideogramas japoneses). Mas até mesmo esses vêm recebendo um apoio e tratamento de criativos e dedicados fãs, que se dispõem a produzir patches de tradução para a língua de Shakespeare, permitindo que mais jogadores conheçam essas obras.

Bom, mas chega de papo furado. Vamos a alguns jogos restritos ainda ao mercado japonês que tive a felicidade de conhecer.

OBS.: Caso vocês, leitores desse humilde blog, repararem na predominância absoluta de jogos para consoles da Big N nesse post, não se irrite. O meu conhecimento gamístico (assim como o meu interesse por essa maravilhosa mídia e suas nuances) se deve aos video-games dessa empresa, que acompanho desde a era 8-bits. Sendo assim, se você sabe de algum jogo lançado para outro console que mereça ser lembrado nesse post, pode citá-lo nos comentários. Eu terei o prazer de postá-lo aqui.

Vamos a eles:


1) Famicom Wars - Muitos começaram a se tornar estrategistas de guerra e comandantes de numerosos exércitos contemporâneos a partir do jogo lançado para GBA em 2001 (curiosamente, no mesmo dia do tentado de 11 de setembro) . Entretanto, a série (que depois dessa reestréia, teve mais um episódio para GBA e dois para DS) da grande Inteligent Systems começou ainda na década de 80 , com Famicom Wars Estão lá todos os atrativos que fizeram essa série ser conhecida: gerenciamento de unidades, estratégia militar, dificuldade bastante pronunciada, dominação de bases inimigas, etc. E tudo isso foi propriedade apenas dos japoneses durante mais de 10 anos. Ainda bem, pois, se não fosse pelo jogos de GBA, não teria mais de 50 horas no capítulo "Days of Ruin", do DS.


2) Final Fantasy V - Acho que já é conhecido por boa parte dos gamers a pequena confusão feita para Squarenorte-americana ao lançar o FF IV como FF II e o FF VI como FF III (se você não entendeu nada, pesquise na internet!!!). Com essa confusão, os FF II, III e V ficaram perdidos no tempo, até a Square assumir a cagada e retomar a numeração romana certa com o lançamento do FF VII para Playstation. Esse erro foi corrigido anos depois, com o relançamento dos FF restantes para GBA (FF I & II - Dawn of Souls e FF V Advance) e DS (FF III). Sendo assim, para representar essa série até esse milênio "perdida" para os Ocidentais, coloquei aqui o quinto capítulo da série, considerado por muitos o mais difícil, além de ter o inovador (para a época) sistema de jobs (utilizado posteriormente em Final Fantasy Tactics).


3) Tales of Phantasia - Outro RPG (será que os Japas achavam que os gringos nao gostavam de RPG's??). E dos bons. Produzido pela Namco, a série "Tales of..." tem como características principais os gráficos acachapantes e o sistema de batalha bastante dinâmico (quase como um jogo de beat'em up). O primeiro da série (cujos Ocidentais só vieram a conhecer a partir do remake feito para GBA) tinha o enorme atrativo de ser o primeiro cartucho de SNES com 48 megabit de memória. Sem falar nas vozes digitalizadas para os personagens principais, o que era inédito na época. muitos chegam a achar a série Tales melhor que FF.


4) Fire Emblem - Outra jóia rara da maravilhosa Inteligent Systems (acabei me tornando fã deles). Apesar de, a princípio, ser também um jogo de estratégia (assim como a série Famicom Wars), há vários aspectos que a diferem da série de guerra. Para começar, aqui o foco é a era medieval, com guerrreiros, arqueiros, magos, monges e outros personagens da Idade Média. Além disso, há uam míriade de personagens jogáveis em Fire Emblem, que, tal qual os RPG's, avançam de nível (e que, uma vez derrotados, não voltam mais). Como manda a tradição da Inteligent Systems, é um jogo difícil, mas extremamente viciante (mais de 12 horas na versão de GBA e contando...)


5) Radiant Silvergun - Quem disse que só vou falar de jogos para consoles da Nintendo??? Temos também esse outro tesouro (trocadilho infame...) da Treasure, o predecessor do, também lançado apenas no Japão, Ikaruga. Aqui o lance é exatamente o opsto do seu irmão mais novo: o que vale são os milhares de tiros na tela, e a enorme variedade de armas disponíveis para a sua nave (sete, cada uma podendo ganhar vários níveis). Jogos da Treasure sempre tiveram um atestado de qualidade, e esse não e diferente.

Bom, isso é tudo, pessoal. Claro que temos inúmeros outros jogos para citar por aqui, só que o post ficaria extenso demais. E caso você saiba de algum jogo que seja imprescindível de ser lembrado, descreva-o aqui nos comentários. Aqui a sua opinião também é importante (frase feita rules!!!)

Até a próxima e bons games a todos!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

27) Os 10 momentos mais catárticos da minha vida gamística - Parte 2

Voltamos, e desta vez com menos de duas semanas de prazo! :D

No último post, vocês acompanhar a primeira parte dos meus 10 momentos mais catárticos, mais PQP, mais WTF, mais OMFG (quantas siglas...) da minha vida gamística. Tivemos desde as primeiras memórias desse que vos fala em relação aos videogames, passando por finais de jogos, e até mesmo o dia em que eu fui mais rápido e eficiente que uma revista especializada em games. Mas esses foram "apenas" alguns aperitivos. O prato principal será servido agora...

OBS.: Alguns comentários podem conter SPOILERS gigantes sobre s jogos (assim como os vídeos presentes). Portanto, se você ainda não jogou algum desses jogos, e não gosta que te contem o final dos jogos, não entre. Depois não diga que eu não avisei...

5) Axelay ( o jogo inteiro)

Pensaram que esse top só teria jogos de ação e de RPG??? Nada disso!!!!

Apesar de já ter jogado outros jogos do estilo (e falei sobre algus deles aqui e aqui), o primeiro que me realmente me pegou de jeito foi Axelay. Seja pelos gráficos fntásticos, pela mecânica de jogo bem feita, pelo scroling variável, pela trilha sonora maravilhosa ou mesmo pela dificuldade crescente, essa obra-prima da Konami com certeza figuraria entre os três melhores jogos do SNES (sim, superando Super Mario World!!!). E chegar ao final desse jogo fantástico foi um dos ápices da minha carreira gamística.

Ainda duvida?? Então veja os videozinhos aí embaixo e diga se o jogo não é foda!!!













4) Killer Instinct + Ultra 64 = OMFG!!!!!


Deixa eu contar uma coisa a vocês: eu até gosto de jogos de luta, mas são apenas dois que me fazem perder as estribeiras (e nenhum deles é Street Fighter ou mesmo Mortal Kombat): a série Soul Calibur, a.k.a. o jogo de luta mais tecnico feito pela Namco (chupa essa, Tekken!!!!! :D) e Killer Instinct. Entretanto, não conheci o referido jogo através do maravilhoso port feito para o SNES, mas através do próprio jogo original, de fliperama, feito com a saudosa placa Ultra 64 (a mesma de Cruisin USA)!!! E a minha sensação ao experimentar aquele jogo foi simplesmente indescritível!! Foi a partir daí que comecei a dar uma atenção maior aos jogos de luta.

Como sempre, dêem uma olhada nos vídeos abaixo para ver do que o bicho era capaz! Tudo bem que o cara que está jogando é muito ruim (ganharia fácil ele...:D), mas apreciem o visual e não a habilidade do jogador. :)










Aviso: Grandes Spoilers aparecerão a partir de agora!!!! Cuidado!!!!!!!!! Se você ainda não jogou os jogos citados abaixo (Meu Deus, em que mundo você vive????), e deseja saber dos acontecimentos por conta própria, não ultrapasse essa linha!!!!!!!!

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3) A Morte de Chrono

Caso vocês já tenham jogado lguns RPG's da era dos 8 e 16 bits, perceberam uma qualidade que até hoje é inexpugnável: Os persoangens principais desses jogos, salvo algumas exceções, conseguem ser carismáticos e transmitir todas as emoções necessárias sem ao menos falar uma palavra. E, desses personagens, o meu preferido era Chrono, o garoto que, junto com os seus amigos de várias eras viajam no tempo para derrotar Lavos e impedir a destruição do Mundo. Já falei em edições anteriores o quanto esse jogo é maravilhoso, sobre o Dream Team reunido para fazê-lo, e não nego para ninguém que fiquei mais feliz que pinto no lixo com o anuncio do remake para o Nintendo DS.

Diante disso, faço uma pergunta a vocês: "Qual seria a sua reação quando, jogando com aquele seu RPG preferido, acontecesse isso com o seu personagem que você tanto ama?






Esse foi um dos momentos em que eu chorei como uma criança. E depois ainda dizem que os videogames não podem emocionar, que não são uma forma de arte!!

2) A Morte de Aeris

O meu segundo personagem prefeiro em RPG's era a Aeris, de FF VII. Curiosamente, não ia muito com a cara do Cloud, achava ele indigno de ser um personagem principal, tanto é que ele não fazia parte do meu grupo principal (Barrte, Yuffie e Cid). Mas a Aeris, ah, a Aeris...Desde a sua primeira aparição aquela vendedora de flores me cativou. Na primeira vez que joguei FF VII, passei o primeiro cd inteiro com ela no grupo, desenvolvendo as suas habilidades, encontrando as melhores armas, desenvolvendo os seus Limit Breaks (até o Limit 4-1 eu consegui para ela), enfim, estava cuidando muito bem dela.

Até que, no final do primeiro cd, acontece isso...




Sério, poucas vezes (talvez apenas com o Kefka em FF VI) eu senti tanta raiva de um vilão dos games como nesse momento. Vocês imaginam um adolescente de 16 anos vociferando palavrões para a TV, com o dedo em riste, dizendo: "Tu vai morrer!!! Tu vai morrer!!!"!?? Pois é, essa foi a minha reação. Mais do que isso, foi a minha verdadeira motivação para chegar ao final do jogo: poder ter o prazer de chutar os bagos daquele magricela branquelo de meia-tigela!


E, sem mais delongas ( O Quê? Pensaram que iria ter suspense, recapitulação, coisas assim??Nada disso!!!), temos o momento mais catártico da minha história gamística:

1) Super Metroid (Final)





Vocês já devem estar cansados de ler sobre o quanto eu acho "Super Metroid" maravilhoso, do quanto Samus Aran é fodona (além de ser uma femme fatale de respeito), do quanto esse jogo mudou a minha vida, e yada yada yada...Mas, como estmaos falando dos melhores momentos da minha vida gamística, nada mais justo eu colocar o melhor final do melhor jogo existente como o primeiro lugar. Vejam o vídeo aí em cima e me digam se não é foda!!! Agra imaginam a minha reação quando eu terminei esse jogo?? Foi por essas coisas ( e outras já ditas) que "Super Metroid" estará para sempre como o número 1 em matéria de games para mim!!

Bom, pessoal, é isso. Provávelemente muits acharão essa lista um disparate, dirão que ficaram faltnado vários momentos, que "Super Metroid" é um jogo apenas mediano, entre outras coisas. Pois então, comentem sobre ela aqui em baixo. Melhor ainda, façam um top 10 nos mesmos moldes e publiquem aqui para a gente. Quem sabe você não lembre de algum momento que eu tenha me esquecido de citar...

Até a próxima e bons games a todos!!

sábado, 13 de setembro de 2008

26) Os 10 momentos mais catárticos da minha vida gamística - Parte 1

Depois de um pequeno recesso, eis que o bom filho a casa (re)torna.

Bom, a indústria dos games é relativamente nova, mas só a partir da década de 80 que ela começou a se estabeleceu no mercado. Sendo que só a partir de meados da década de 90 que ela começou a ser considerada um setor tão importante quanto, por exemplo, ao cinema. Isso em virtude, principalmente, aos  avanços tecnológicos aliados as mentes criativas dos designers de gamers, que fizeram essa indústria ser o que ela é atualmente. E, nessas duas décadas de jogatina, muitos momentos catárticos foram proporcionados por essas máquinas maravilhosas. Momentos em que você simplesmente fala: "UHU!!!! Consegui!!!! (juntamente com palavrões, gritos inteligíveis e outras onomatopéias difíceis de descrever", ou ainda momentos tão emocionantes que você só consegue dizer:"Ca..ra...lho...". Bom, esse post será especial, com a primeira parte dos meus 10 momentos de catarse da minha história gamística.

Bom, vamos a eles:

10) O início da minha vida gamística

Claro que nesse top 10 não poderia deixar de citar o meu início da vida gamística.  Meados da década de 80 (1987 ou 1988, não lembro tão bem do ano), eis que os meus pais me comprar um Super Charger (um dos "clones legalizados" da Nintendo que circulavam no Brasil na época), com o jogo Top Gun.  A alegria foi tão grande que fiquei esperando ansiosamente o meu irmão instalar o videogame só para jogar incessantemente durante anos (ouvindo reclamações do meus pais quando eles queriam assistir o telejornal ou a novela). 

Pena que não tenho esse momento gravado, mas, muito provávelmente, minha reação foi semelhante a essa:



9) Enfrentar Ruby Weapon em FFVII

Não podemos falar de momentos mais WTF da história gamística sem mencionar FFVII (e esse jogo ainda será mencionado mais  adiante). Um dos chefes mais casca-grossa em jogos de RPG's que já enfrentei. Claro que agora, com a internet mostrando 2376892690568903659 maneiras de se enfrentar o Ruby Weapopn, e 148070923406948795 combinações de matérias que trucidam qualquer adversário em 2 segundos, parece muito fácil. Mas naquela época, em que eu jogava FF num PSOne do meu amigo (e sem detonados), era simplesmente FODA!!!



Só para você ter uma idéia da dificuldade de se enfrentá-lo, a melhor tática para você derrotá-lo era começar com dois dos seus personagens princiapis MORTOS. Ou seja, somente o Cloud (e com o seu Limit Breaker 4.1 ativado) deveria estar vivo no início da batalha. De resto, veja s 19 minutos de vídeo aí em cima e tire as suas conclusões...

8) Samus Aran era uma MULHER!!!

Outro momento clássico dos games. Qualquer um atualmente com mais de ...2 semanas no mundo dos games sabe dessa história, mas quando joguei Super Metroid no meu SNES (sim, conheci a pirata interplanetária no seu terceiro jogo) eu não sabia. E qual não foi a supresa ao presenciar na minha primeira morte no jogo que por trás daquela armadura amarela tinha uma MULHER! Mesmo naquela época não era tão comum termos como personagens principais de games mulheres (ainda mais se retirarmos da lista os RPG's e os games de luta). E pensar que esse foi o início da minha paixão platônica por essa obra-prima do mundo dos games.




7) Momento "Eu sou mais foda que o pessoal da revista"!!

Esse momento é engraçado. Estamos no ano de 199X, e vou a locadora onde costumava alugar os games de SNES (bons tempos...). Eis que me deparo com o mais novo jogo baseado nos personagens de HQ, Marvel Super Heroes. Pois bem, me interessei por ele e resolvi levar para a tradicional jogatina de final de semana. Gostei bastante do jogo, tanto que acabei zerando-o já naquele final de semana. Entreguei a fita a locadora no dia marcado e retomei a rotina da semana (aguardando ansiosamente mais um Final de semana para mais jogatina...).

Pois bem, chega o final do mês e, como sempre, as revistas de games lannçam as suas publicações do mês. Dou uma olhada na Ação Games da época e eis que me deparo com a seguinte reportagem: Extra! Detonado de "Marvel Super Heroes"!!! Em primeira mão temos o primeiro detonado desse jogo que acabou de ser lançado por aqui!".

Fiquei simplesmente estático por alguns segundos, não acreditando no que estava acontecendo. Depois, num rompante súbito de extrema alegria, falei com um dos meus amigos que estava do meu lado: "Olha isso!! Eu virei o jogo antes deles!!!! Eu poderia ter feito esse detonado!!!". Eu joguei o jogo exatamente na semana do lançamento (talvez até antes mesmo do pessoal especializado da Ação Games) e nem tinha me dado conta na época.

6) Chegar ao final de FF VI

Sim, eu sou um FF fanboy, e não tenho vergonha de admitir isso. Joguei todos os FF até o IX em seus videogames de origem, joguei também boa parte dos seus spin-off's, especialmente os Tactics (as mais de 50 horas de FFTA 2 comprovam a minha adoração) , e estou adquirindo todos os remakes que forma produzidos para o GBA e o Nintendo DS (no momento tenho o V e do GBA, mas comprarei em breve o III e o IV do NDS e o VI e o Dawn of Souls do GBA - ebay rules!!! :D). E, dentre os FF, o meu preferido com certeza é o VI. Os primeiros cenários; o encontro entre Edgar, Terra e Locke; Kefka, o melhor vilão de toda a história dos RPG's; as quests paralelas de cada personagem; a inesquecível "Opera House - Darkness and Starlight". Porém, o momento que escolhi para ilustrar o meu amor por esse jogo é a batalha final contra Kefka, ilustrado pela inigualável "Dancing Mad", que ilustra perfeitamente a mentalidade insana do vilão...

Caso tenham alguma dúvida, vejam o vídeo abaixo e disfrutem. Clro que no vídeo abaixo o chefe arece ser bem mais fácil do que vocês imaginariam, mas pensem nessa mesma batalha há 13, 14 anos atrás, sem internet e muito menos revista de dicas. Apenas a sua perspicácia.



O curioso é que eu terminei esse jogo não na minha casa, mas na casa de um outro amigo meu (é, vários momentos catárticos foram na companhia de meus amigos gamers :D), e foi simplesmente indescritível a sensação de ter completado o jogo. Dois adolescentes pulando insandecidamente e gritando: "Caralho!!! Viramos!!! Que Foda!!!!". E os pais desse meu amigo sem entender nada do que estava acontecendo.

Bom, por hoje é só. Semana que vem eu publico a segunda parte desse especial, com os cinco maiores momentos catárticos da minha vida gamística. Muita coisa boa virá!! Aguardem!!!

Até a próxima e bons games a todos!!!

domingo, 31 de agosto de 2008

25) Os culpados da falta de posts (e, possívelmente, os culpados pelos excessos de posts futuramente)

Estou sumido, mas isso não significa que desisti do blog!!

Mas esse chá de sumiço têm um bom motivo: além da vida com várias atribuições (doutorado, alunos de Iniciação científica para acompanhar, Organização de um Pré Comunitário, outro blog - esse bem maior do que esse, sobre cinema, etc.), temos mais sete bons motivos. Nesse caso, as imagens dizem muito mais do que palavras:






Caso ainda não consigam identificar os "culpados", se baseando na última foto, de cima para baixo:
  • Castelvania Double Pack (Harmony of Dissonance e Aria of Sorrow);
  • Metroid Zero Mission;
  • F-Zero Maximum Velocity;
  • Tales of Phantasia;
  • Iridion II;
  • Contra 4 (Nintendo DS);
  • Final Fantasy V Advance;
E ainda está para chegar Fire Emblem, Final Fantasy VI Advance (ambos para GBA) e Advance Wars: Days of Ruin (NDS).

Agora, pdoem falar: esses são ou não são ótimos motivos, hein? E podem esperar: depois de desfrutados até a última jogatina, com certeza esses jogos (exceto o COntra, porquê ele é mais recente) merecerão um post por aqui.

Portanto, aguardem!!!

Até a próxima e bons games a todos!!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

24) Post no Continue + Promoção Lost Planet

Estava meio sumido, mas estou de volta!!

Mas desta vez não é para publicar uma resenha, mas sim um post rápido por dois motivos:


1) Um dos meus posts (o de Super Metroid), foi publicado na seção Retroatividade no Continue, um dos blogs mais visitados de games!!! Tá vendo? Estamos começando a ficar chiques!! :)

Não acredita: então clica aqui e veja com os seus próprios olhos (e morram de inveja!!! heheheh...).

2) Um outro blog supimpa de games, o Meio Bit Games, está com uma promoção igualmente supimpa. Basta você comentar nesse post
aqui e você pode ganhar o jogo Lost Planet para PC!!! Mesmo que você não tenha uma máquima que rode esse jogo, ele pode ser um ótimo incentivo para você turbiná-la. :)

Bom, aposto que você leitor deve estar se perguntando: tudo bem, o post no Continue é perfeitamente compreensível, mas o que a promoção do Meio Bit Games têm a ver com o blog? Simples: nada. A questão é que quem divulga a promoção no seu blog têm o dobro de chances de ganhar.

Eu sei que não têm nada a ver o post da promoção, mas vocês compreendem que é por uma boa causa, não é? :)

Enfim, os links estão aí, é só clicar!

domingo, 3 de agosto de 2008

23) Mother do you think they'll drop the bomb...


Earthbound. O que se pode falar desse jogo maravilhoso? Acho que o meu humilde vocabulário é incapaz de mostrar a vocês o que eu acho desse jogo. Mas vou tentar:

Lembra quando você era um garotinho que brincava na rua (ou uma garotinha que brincava de casinha)? Então, Earthbound é um jogo que me faz recordar isso. E eu salvaria esse mundo feliz (que foi destruido pela maior vilã: a Dona Realidade) com todas as minhas forças. (Sei que esse comentário é meio viajado, mas o jogo também é. E é deliciosamente viajado.)

Bom, após decidir o nome dos personagens, do seu cachorro, da sua comida predileta e da coisa mais legal do mundo, no surbúrbio da cidade de Onett do país de Eagleland, você toma o controle de um corajoso garoto com o nome Ness (ou Paul, José, Tonho, Sérgio ou até Yuri, como queira), que, numa madrugada, tem a família surpreendida com um barulhão - CATAPLUUUUM!- e, como todo grande e corajoso protagonista, depois de colocar aquela roupa listrada e o boné de vermelho (que é clássica por causa dos Smash Bros.) e de deixar o pijama de lado, vai checar o que houve e por que há essas sirenes tocando.

(Antes de mais nada aqui vai a dica, o botão L, no jogo, é o botão mais legal do universo todinho, porque ele executa o "Check" ou o "Talk to" rapidamente. Como eu sei, leitor, que você, como todo bom jogador, adora futricar nas coisas, vou admitir que você já sabe tudo sobre o menuzinho que aparece quando você aperta A, inclusive o "Check" e o "Talk to" (nem é muito difícil descobrir o que cada coisa é, é fácil! Juro!). Seja feliz e aperte L em tudo que ver, eu disse TUDO. Ah, sim, se você não sabe inglês, Earthbound é o melhor motivo que eu posso te dar para aprendê-lo, pois você está prestes a jogar um dos jogos mais engraçados já feitos e o com o humor mais interessante, sem sombra de dúvidas. )

Bom, você explorou tudinho, riu das falas dos policiais, conheceu Pokey, seu amigo vizinho (que me lembra o Cartman), e descobriu que não foi nada demais, foi só um meteorito que caiu ali na colina. Então, cansado, você voltou para casa onde sua carinhosa mãe o colocou pra dormir novamente. Se o jogo terminasse aqui, ele seria o maior fiasco dá história do cinema, então, como é óbvio, alguém faz uma "Annonying" batida na porta da sua casa. Você vai lá ver quem é que está te enchendo o saco a essa hora da madrugada e descobre que não é ninguém mais, ninguém menos do que Cart... digo, Pokey, seu amigo vizinho. Ele diz que o irmãozinho dele, Picky, foi passear no bosque mas se perdeu, em outras palavras, quando ele foi levá-lo para ver o meteorito. Você fica muito surpreso, terrivelmente preocupado, mas nem um pouco com medo, e vai, feliz da vida, procurar o Picky, logo após ter terminado de falar com seu pai no telefone. Ok, caminhadas no campo na madrugada costumam ser relaxantes, mas não quando cachorros loucos, cobras loucas e corvos loucos (esses corvos sorriem loucamente e bicam o seu olho, tome cuidado!) ficam querendo te matar (preste atenção nas ações do Pokey, pois elas são hilariantes).

Você deve ter enfrentado os bichos e pensou "Caramba! Esse cara tá tentando me fazer jogar esse RPG com esse ridículo sistema de batalha?".


Sim, estou. Admito que na primeira vez que você dá de cara com uma tela de batalha onde não aparecem os seus personagens, só o inimigo, é chocante, frustrante e até desanimador. Porém, conforme se vai tomando gosto pela coisa, percebe-se que Earthbound não é Earthbound sem esse jeito louco de se lutar, do mesmo jeito que o Mario não é o Mario sem o bigode ridículo dele, que aprendemos a amar devido aos longos anos de convívio. Não sei se esse será o seu caso, mas eu, devido a esse sistema, fico imaginando tudo o que é descrito. E me divirto pacas com isso.

Voltando: Você achou o Picky depois de procurar bastante e está o levando para casa, quando Pokey tem alucinações sobre um zumbido de abelha. Ele lhe pergunta se escuta alguma coisa. Pokey não estava ficando louco: de fato, havia uma abelha dentro do meteorito, ou algo parecido com uma abelha, que veio 10 anos do futuro. Buzz Buzz (esse é o nome da criatura, que, lembrando, não é uma abelha) explica que no futuro "all is devastation". Gyigas, o destruidor cósmico universal, mandou todos para o horror da escuridão eterna[sic]. Porém, reza a lenda do futuro que três garotos e uma garota irão derrotar Gyigas, mas ele te conta o resto depois. Amh... onde estávamos? Ah é! Você achou o Picky. Leve-o pra casa, oras. E lá, após ter escortado os irmãos Pokey e Picky, Buzz Buzz explica que você tem unir o seu poder com o da...Terra! MOTHER Earth! EarthBOUND!(sacou??) E que há oito locais que você deve visitar, chamados "Your Sanctuary", para você ter seu poder multiplicado e poder salvar o mundo do terrível, malvado e demoníaco Gyigas! E assim começa essa maravilhosa historinha.

Agora, coisinhas técnicas. O gráfico do jogo é fofinho, bonitinho e adorável. Você, quando pequeno, iria adorá-lo. Não há nada errado com a jogabilidade, pelo menos não pra mim. E com uma das melhores trilhas sonoras que já ouvi. As músicas de batalha seriam um grande sucessos nas maiores baladas, é impossível não ficar batendo o pé ou mexer a cabeça com elas. Outras são simplesmente inesquecíveis (existe uma que quase me faz chorar). Engraçados, carismáticos e inesquecíveis personagens. Vale a pena lembrar das cômicas falas do jogo (por exemplo: "A Beatles' Song: ---terday [YES] [NO]" hahaha). A história não é nem um pouco complexa, como devem ter percebido, mas desde Super Mario World eu já havia notado que uma história complexa não é um requisito para um jogo bom. Além disso, a trama de Earthbound é dotada de vários, repito: vááários Deus Ex-Machina, que são perfeitamente usados, deixando a história muito mais engraçada.

Eu sei, leitor, eu sei que essa minha indicação não te encheu de curiosidade, mas sou muito fresco a respeito de spoilers, e, infelizmente, considero quase tudo um spoiler. Não falo muita coisa, então (apesar de ter ficado meio grande... meio). Earthbound não se resume a esse textinho, e é bem mais engraçado que ele. Aos fanzóides, digo que o mestre Myiamoto supervisionou esse jogo. Aos mais decentes, digo que Earthbound se torna mais épico a cada passo de Ness, Paula, Jeff e Poo, personagens que você amará pelo resto da vida. Esse jogo tem algo mágico dentro dele que poucos, ou nenhum outro conseguiu me transmitir. Então afirmo, sem titubear, que esse é o meu RPG predileto, e um dos dez melhores jogos já feitos para SNES (e quem sabe para o mundo). Em suma...



...inesquecível.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

22) O princípio da polaridade aplicado aos Shooters

E vamos seguindo nesse barco furado!!!

Um dos gêneros mais amados por mim (e, acredito eu, por vários outros gamers) são os shooters. Acreditem, poucas coisas são mais prazerosas do que pilotar uma navezinha por várias fases atirando em tudo que vê pela frente e desviando de saraivadas e saraivadas de tiros. Além disso, poucos gêneros incentivam tanto o highest score quanto esse. Por mais que você já tenha chegado até o final do jogo (e, acreditem, uma das coisas bastante características dos shooters são a sua dificuldade), não dá para negar: o grande barato é o fato de você ter superado aquele recorde que estava registrado anteriormente (seja ele da própria "máquina", de um outro jogador totalmente desconhecido, do seu melhor amigo ou ainda o seu próprio). Já fiz vários comentários sobre os shooters aqui e aqui. Volto a esse assunto por que o jogo a ser comentado têm um diferencial. Então, vamos a ele:


1) Nome do jogo - Ikaruga

2) Plataforma - Dreamcast

3) Datas de Lançamento - Japão - 5 de setembro de 2002

4) Produtora - Treasure

5) Distribuidora - ESP

6) Gênero - Shooter

7) História - Como na maioria dos jogos do gênero, você e a sua nave (advinhem o nome dela??) são a única esperança da humanidade contra hordas e hordas de inimigos aéreos e zilhoes de tiros inimigos.

8) Impressões Pessoais - Ontem o Meio Bit Games (caso você não conheça, é só olhar para os meus blogs recomendados, tem um link lá) postou uma enquete perguntando "Qual é a sua empresa favorita?", e, nas opções várias gigantes da indústria dos games. Por enquanto, a Blizzard/Activision (seria o efeito Diablo??) está vencendo. Claro que isso não é a verdade absoluta, até porquê enquetes não possuem esse objetivo. Ela provavelmente está ali apenas para incentivar a discussão. Curiosamente, ao participar da enquete, me senti impelido a não votar em nenhuma delas. Simplesmente porquê estaria sendo injusto com tantas outras desconhecidas. E uma delas que eu fiz questão de citar no comentário por lá foi a Treasure.

A Treasure foi formada em 1992, quando Masato Maegawa (um dos programadores de Castlevania Adventure), junto com vários outros funcionários, se afastou da Konami, fundando a produtora dois meses depois. E, passados 16 anos, a Treasure é uma das pouquíssimas empresas que andam (com sucesso) na contramão de toda a indústria do videogame. Não acreditam? Então vamos aos fatos: Seus jogos são produzidos em sua maioria em 2D (ou, quando são 3D possuem jogabilidade em 2D); a empresa possui cerca de 30 funcionários (pode falar, a sua sala de aula possui mais gente do que a Treasure...); a empresa foi fundada com a intenção de "fazer jogos sem compromisso", segundo Maegawa; e a empresa não segue tendências de mercado (isso significa jogos com dificuldade elevada, gráficos de cores vivas, ação ininterrupta, jogabilidade fenomenal e chefes de fases gigantescos e bastante criativos). Por tudo isso, numa época onde os jogos estão virando super produções cada vez mais grandiosas, foto-realistas e caras, uma empresa que ainda se mantém old-schoool e com o espírito hardcore é uma coisa de se louvar.

Bom, mas chega de comentar sobre a empresa (qualquer coisa eu faço um post sobre ela :D). Vamos ao jogo. Projetado inicialmente para ser uma continuação de Radiant Silvergun (outro excelente shooter para Sega Saturn), Ikaruga, ao contrário do seu antecessor, possui uma postura um tanto minimalista. Explica-se: ao invés de sete power-ups diferentes para a sua nave logo no início do jogo, cada um dotado de um sistema de level-up, o jogo não possuía nenhum do início ao fim (o que era extremamente raro em jogos do gênero). Entretanto, o jogo possui um sistema de tiros baseado na polaridade que é tão simples e, ao mesmo tempo, genial.

Ikaruga tem um sistema de polaridades, podendo entrar em polaridade branca ou preta. Com a polaridade branca, qualquer tiro branco que o inimigo atire vai ser absorvido pela sua nave e o seu tiro em inimigos pretos vai arrancar muito mais energia dele. Quando a sua polaridade é negra, os tiros negros inimigos são absorvidos pela Ikaruga e os inimigos brancos morrem muito mais fácil. A absorção de tiros, além de te dar pontos no score, enchem uma barra de especial que soltam misseis de energia (acumulando 12 quando a barra está totalmente cheia) com poder muito maior que os tiros normais e perseguem o inimigo. Toda a jogabilidade de Ikaruga se concentra em vc dominar a mudança de polaridade na hora certa para não só sobreviver, mas como para obter a maior pontuação possível.

Como se não bastasse a complexidade da fórmula, o jogador ainda pode realizar combos, eliminando três oponentes de mesma cor em seqüência. Quanto mais trios de oponentes você destruir, mais pontos em cadeia (chain) você fará, resultando em pontuações gigantescas. Entretanto, se você destruir em sequência dois inimigos brancos e um preto, a sequência se quebrará e a contagem volta para o início.

Caso tenha sido muita informação para a cabeça de vocês, vejam esse vídeo (e é só a primeira fase). E antes que perguntem, quem está jogando nesse vídeo não sou eu:

video



Essa combinação de mudança de polaridade, sequência de inimigos da mesma cor, frenesi de tiros, obstáculos e inimigos (seja da cor branca ou preta), e uma velocidade alucinante fazem de Ikaruga um dos jogos mais difíceis do gênero. Ao contrário dos outros do gênero, entender e, principalmente, se acostumar com a mecânica do jogo é uma tarefa para poucos (eu diria para doidos, viciados no gênero, sádicos, amantes da dificuldade extrema, enfim, vocês já entenderam). Mas acaba gerando um jogo extremamente viciante e, mesmo com apenas cinco fases, extremamente duradouro e recompensador. Você acaba gostando tanto que nem se importa mais com a ausência de power-ups. Aliás, não só a sua nave, a estratégia para sobreviver no jogo, os inimigos, os chefes de fase e até mesmo o design (fabuloso) das fases giram em torno do "conceito de polaridade". E é curioso notar que "Ikaruga" exige tanto ou mais reflexos rápidos, habilidade e concentração que um jogo de corrida ou quebra-cabeça.

Não bastasse essa mecânica de jogo impressionante, o jogo conta com um esmero gráfico impressionante. Passados seis anos do seu lançamento, o visual ainda surpreende, desde os efeitos visuais, a modelagem das naves inimigas, as telas de apresentação de cada fase (mostrados sob forma de capítulos), tudo com a assinatura de qualidade da Treasure. Além disso, a parte sonora do jogo merece destaque, demosntrando estilo (com uma voz robótica anunciando o número de combos) e uma trilha sonora das melhoresdo gênero, acompanhando com maestria a ação desenfreada do jogo (na minha humilde opinião, uma das 10 melhores trilhas sonoras de games).

Apesar de ter passado desapercebido na época do seu lançamento para Dreamcast (foi lançado apenas no Japão), graças a sua reedição para Gamecube o jogo caiu nas graças dos jogadores, alçando o status de um dos melhores jogos do console. Além disso, recentemente a Microsoft relançou o jogo na sua rede de games on-line (a XBOX Live) praticamente como em 2002, apenas com uma pequena polida gráfica (como se o jogo precisasse..:p) e com umas funções adicionais (tabelas de pontuações online, opção para gravar replays, e modo cooperativo para dois jogadores via Xbox Live ou em mesmo local). Ikaruga continua sendo um jogo para poucos (como boa parte dos jogos da Treasure), mas acaba gerando uma satisfação incomensurável para aqueles que são insistentes e se apaixonam por sua mecânica de jogo única. E, com tantos jogos super-produzidos e caríssimos que não valem nem a metade do que você gastou, caso você tenha um XBOX 360 você pode adquirir essa obra-prima por 800 Microsoft Points (ou U$$10). Mas, como foi avisado, esse jogo é para poucos. Ou, melhor dizendo: esse é um dos jogos que separam os meninos dos homens.

9) Fotos do Jogo -