Mostrando postagens com marcador MegaDrive. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MegaDrive. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de agosto de 2009

40) A União entre dois expoentes do mundo NERD: os video-games e as HQ's

[Momento Galvão Bueno on] Bem amigos do GAMERETRÔ!!! Estamos aqui reunidos para mais um post desse blog da família retrogamer Brasileira!![Momento Galvão Bueno off]

Acredito que, se você têm a ousadia de acessar esse blog, você já é um gamer há algum tempo! E, se você é um gamer, provávelmente você também gosta de outras mídias intimamente ligadas ao universo "nerd" (sim, vocês todos são NERDS em maior ou menor grau e não adiantam negar!!!). Dentre elas, temos as revistas em quadrinhos, ou, melhor dizendo, as HQ's. E, nos últimos anos, as HQ's vem sendo bastante utilizadas como base de roteiros para inúmeros filmes. E, com isso, são lançados também os jogos licenciados (que eu já falei um pouco a respeito em um post anterior). Entretanto, apenas um jogo feito a 14 anos atrás para o Mega Drive utilizou da estética dos quadrinhos de maneira literal para criar não apenas um jogo, mas um dos mais criativos e sensacionais de todos os tempos! Sim, estou falando do...



1) Nome do jogo - Comix Zone

2) Plataforma - Mega Drive

3) Ano de lançamento - 1995

4) Produtora - SEGA

5) Distribuidora - SEGA

6) Gênero -
Beat'em Up


7) História - Sketch Turner, um desenhista e um músico de rock, está trabalhando no seu mais nova revista, surgida a partir dos seus recorrentes pesadelos, "Comix Zone", sobre uma invasão alienígena na Terra e a posterior criação de uma força de resistência. Um dia, Sketch estava trabalhando durante uma tempestade e um relâmpago atinge o seu apartamento, fazendo com que o vilão de sua revista - um poderoso mutante chamado Mortus - troca de lugar com Sketch, fazendo com que ele fique preso em sua própria criação. Mortus, agora com o controle da revista, cria todos os desafios inimagináveis para evitar que Sketch consiga voltar ao mundo real.

8) Impressões pessoais - Nesses quase dois anos, já falei de inúmeros jogos e temas! Inclusive já dediquei um post inteiro aos beat' em ups (relembre-o aqui)! E, nesse post, cometi a pachorra de esquecer esse clássico!!

Como eu mencionei no início do post, "Comix Zone" não foi o primeiro jogo envolvendo HQ's, mas foi o único (pelo menos é o que a minha mente danificada pelos anos de games!!) que coletou toda a mitologia envolvendo as revistas em quadrinhos e, em cima disso, criou uma história e uma estética totalmente original e única! Sem falar na cena de abertura, qque contava de maneira sensacional toda a história do jogo em 30 segundos. Vejam com os seus próprios olhos:



Mas um jogo não se torna um clássico com apenas 30 segundos! Após vermos a cena de abertura e iniciarmos o jogo, estamos diante de um excelente beat'em up!

Começamos pela parte gráfica: o jogo possuía o poder de fazer o jogador pensar que estava em uma revista em quadrinhos!! E isso não é uma hipérbole. Os gráficos do jogo eram simplesmente ótimos e, na minha modesta opinião, surpreendem até hoje. Como o jogo se passava dentro de uma HQ, cada fase era representada por um capítulo da revista, e cada tela era representada pelos tiras que temos em uma página de uma HQ's. Sem falar que os inimigos e os obstáculos que surgiam eram mostrados como se fossem desenhados pelo Mortus. Até mesmo os detalhes, como, por exemplo, as falas dos personagens, eram concebidas para que transmitisse a sensação de uma HQ.

Em todo um beat'em up, um dos itens mais importantes (se não o mais importante) é a jogabilidade. E "Comix Zone" não fazia feio nesse quesito. Além dos botões padrõs de soco e pulo (que já permitem alguns golpes especiais através das combinações desses botões com o direcional), como é bastante usual nos beat'em ups, o herói do jogo pode carregar até três itens. Um destes itens (o mais importante, aliás) é o seu rato de estimação Roadkill, que pode acionar locais e alavancas que o seu dono não alcança. Outra coisa muito legal da jogabilidade é que, segurando o botão de ataque por alguns segundos, Sketch rasga um pedaço da página e faz um aviãozinho de papel, atirando contra inimigos ou obstáculos. Esse movimento, porém, consome um pouco de energia. Ou seja, a interatividade com cenários, que é tanto alardeada nos últimos anos, já existia na era 16 bits!! XD

ATENÇÃO!!! SPOILERS A FRENTE!! CUIDADO AO ULTRAPASSAR A LINHA ABAIXO!!!

------------------------------------------------------------------------------------

Uma outra coisa interessante do jogo é o fato dele permitir dois finais diferentes, depedendo de como termina a luta final. No bom final, Sketch deve derrotar Mortus e livrar Alissa em tempo. Os dois conseguem escapar de Comix Zone e a revista se torna a mais vendida de todos os tempos, Alissa se torna chefe de segurança das forças armadas e Roadkill ganha uma montanha de queijo. No final ruim, Sketch escapa da revista mas não consegue salvar Alissa, que morre e Comix Zone é destruída, a imagem final mostra Sketch re-desenhando tudo e re-vivendo o vilão Mortus, na esperança de conseguir um final melhor. Isso só ratifica o quanto a SEGA estava preocupada em proporcionar uma melhor experiência possível para o jogador (pena que esses bons tempos dela estão demorando a voltar...)

O mais incrível é que esse é um jogo que muitas pessoas não conhecem (bom, pelo menos eu conheço pouquíssimas, caso alguém conheça, manifeste-se!!XD) , o que só atesta que a era 16 bits foi a época de ouro dos videogames, onde eram lançados uma obra-prima diariamente (hoje eu estou inspirado para hipérboles!! XD). Portanto, fica aí para o pessoal mais uma dica de um bom jogo que, mesmo sendo antigo, possuem características que, até hoje, são inovadoras (especialmente no que diz respeito a sua ambientação), o que prova que os designers de antes eram mais criativos do que os de hoje em dia (mas esse é um assunto que guardarei para um próximo post..)

Até a próxima e bons games a todos!!!

9) Fotos do jogo





sábado, 29 de março de 2008

12) A Guerra (nada fria) do Século XX - Nintendo X Sega - Parte II

E chegamos ao número preferido do Zagallo em posts!!!

Na edição anterior comecei a contar a história dessa batalha entre duas das mais amadas e respeitadas empresas do ramo de games: Nintendo e SEGA. Procurei dar um parâmetro de como andava a indústria dos games antes da presença de ambas e terminei contanto sobre a primeira batalha entre os consoles produzidos por elas. Nesse "capítulo" dessa história, comentarei sobre a batalha entre as duas empresas no mundo dos portáteis, e, ainda, a grande e épica batalha entre os seus consoles 16-bit.

Sendo assim, vamos começar essa bagaça!!!

  • 1988 - A SEGA resolve virar o jogo.

Dois anos se passaram desde o início da batalha entre a SEGA e Nintendo. Vários outros consoles de outras empresas foram lançados, alguns até alcançando níveis de popularidade e de vendas superior as duas gigantes em alguns países (como o PC Engine no Japão, mas isso é assunto para outro post), mas sem destronar totalmente os primeiros lugares dessas duas empresas. Ainda assim, a SEGA (exceto no Brasil), não conseguia alcançar a popularidade da sua concorrente (em virtude dos motivos já demosntrados no post anterior). Assim, a SEGA resolve investir em uma plataforma mais sofistificada que pudesse acaber de vez com o reinado do FAmicom/NES, e, em outubro de 1988 (apenas dois anos depois do lançamento do Master System), lança no Japão o Mega Drive, o primeiro videogame de 16 bits da história.


O console tinha um design bem futurista (talvez para constrastar com a aparência de brinquedo do Famimcon, mostrando que o Mega Drive era para jogadores de verdade :) ) e na época impressionou todos com os seus gráficos avançados. Tudo graças a um processador Motorola 68000 (o mesmo utilizado nos computadores AMIGA 500) e que possuía estudendos (para a época) 7,67 MHz de velocidade!!!

Apesar do console não ter emplacado no Japão como se imaginava (talvez pela falta de jogos mais adaptados ao gosto oriental), a SEGA achou que valeria a pena o investimento em outro grande mercado de games (os EUA) e, cerca de um ano depois (ou seja, também dois anos depois do lançamento do Master System nos EUA), mais precisamente em setembro de 1989, o console foi lançado, com o nome de Genesis.



A partir dessa época, a SEGA viveu os seus anos de glória. Os jogos lançados caíram nas graças do povo americano, e a empresa consegue finalmente destronar a Nintendo, se tornando a líder de vendas de consoles no mercado Americano.

Muito do sucesso no mercado americano se deve aos excelentes jogos lançados para o console. Além das adaptações dos Arcades desenvolvidos pela própria SEGA, a quebra da exclusividade das softhoses para a Nintendo anos antes permitiam a SEGA o generoso apoio mercadológico das principais empresas do mercado, a maioria delas já com mais de uma década de bagagem (Konami, Capcom, Hudson, Namco, Tecnosoft, Eletronic Arts - mais conhecida como EA - e várias outras). A EA, em particular, através da sua subdivisão EA Sports, ajudou e muito no sucesso do Genesis nos EUA graças aos seus excelentes jogos de esportes.

Todo esse sucesso da adversária alertou a Nintendo, que já estava preparando a sua nova investida no mundo dos games desde 1987. Só que, desta vez, não para competir diretamente com o novo lançamento da SEGA, mas sim, investindo em um mundo ainda não tão bem explorado: o mundo dos portáteis.

  • 1989 - A Invenção de um Visionário se trnasofrma na Salvação da Nintendo

Gunpei Yokoi, nascido em 1941, foi uma das mais importantes figuras na história do video-game e da Nintendo. Nascido em Kyoto, Japão, ele foi um produtor de tecnologias.

Yokoi começou a trabalhar na companhia em 1965,depois de se formar na faculdade de eletrônicos da Universidade de Doshiha e começou a trabalhar em uma linha de produças de cartas de Hanafuda.

Em 1970, Hiroshi Yamauchi, presidente da Nintendo naquela época chamou Yokoi e pediu-lhe que desenolvesse algo para as compras de Natal. Yokoi entregou-lhe no outro dia um produto, aprsentando a Yamauchi a Ultra_Hand, um brinquedo que era um braço extensível designado para a diversão. A Ultra Hand foi um enorme sucesso vendendo 1.2 milhão de unidades. Yokoi desenvolveu também vários outros brinquedos, durante a era de brinquedos da Nintendo, incluindo o quebra-cabeça Ten Billion Barrel, uma maqiuna de arremesar bolas de baseball chamada Ultra Machine. Outra invenção dele, com a colaboração de Masayuki Uemoura da Sharp, foi o conjunto do jogos com a Nintendo Gun, o Precursor da Nes Zapper.

Em Abril de 1989, Gunpei Yokoi, nove anos depois de ter uma boa recepção com o seu primeiro grande projeto na galreia de games da Nintendo, o Game & Watch, mostra ao mundo o Game Boy, o segundo video-game portátil da Nintendo:




O aparelho tinhatodos os pré-requesitos para fazer sucesso: era portátil (cabia no bolso de qualquer camisa ou calça), simples (o processador principal rodava a apenas 1,1 Mhz e sua tela era preto e branco), eficiente (suas baterias duravam até 20 horas ininterruptamente), barato (foi lançado pelo equivalente a US$ 100) e que levaria até os jogadores, onde quer que estivessem, a diversão até então só experimentada no conforto dos lares ou casas de fliperama..

Quando foi apresentado pela primeira vez em 1987, o presidente da Nintendo na época, Hiroshi Yamauchi, previu que seriam vendidas 25 milhões de unidades em poucos anos, se os jogos certos fossem feitos para ele. O resultado final fo muito além do que ele imaginou.
Aproveitando-se do fato de não haver concorrentes no segmento, juntamente com um trabalho excepcional de suporte da Nintendo, o console portátil se tornou um sucesso instantâneo até hoje, sendo o console mais vendido da história, com 130 milhões de unidades, contando todas as suas versões (Pocket, Color e Micro). Isso é mais uma prova de duas teorias do mundo dos games (e que eu concordo plenamente):

1) A de que o hardware não é pré-requisito para o sucesso de uma plataforma;
2) A de que nunca se deve subestimar o poder de uma empresa como a Nintendo;

Mas a Nintendo não ficou só nisso. Ela preparou o terreno para que, um ano depois, ela finalmente lancasse o real concorrente do Mega Drive/Genesis.


  • 1990 - A chegada do segundo concorrente - O início da Batalha do Século

Vendo o seu domínio ameaçado SEGA após o lancamento do Mega Drive, além da crescente popularidade do PC-Engine, a Nintendo tratou logo de mexer os seus pauzinhos para lançar um contra-ataque e recuperar a sua hegemonia. Para isso, foi lançado, em novembro de 1990, o Super Famicom, fazendo com que a empresa entrasse definitivamente no mundo 16-bits.



Vendo o sucesso que o console fez no Japão, a Nintendo, exatamente seis anos depois do lancamento do NES nos EUA, lançou, em Setembro de 1991, o seu similar no Japão, o Super Nintendo Entertainment System (ou, para os mais íntimos, SNES):



Aproveitando-se da vantagem de ter lançado o seu mais novo videogame dois anos depois do similar da SEGA, a Nintendo incrementou nos gráficos e efeitos sonoros, sendo superior nesses quesitos. Mas o Mega Drive ainda tinha as suas cartas na manga. Apresentamos abaixo a descrição dos dois grandes combatentes:

Especificações SNES Mega Drive
Processador 65816 (16 bits) Motorola MC68000
Velocidade 3,58 MHz 7,6 MHz
Resolução Máxima 512 X 448 320 X 224
Paleta de cores 32768 512
Cores simultâneas na Tela 256 64


Como já foi dito, o SNES levava vantagem na resolução e na maior paletade cores, resultando em gráficos teoricamente melhores. Entretanto, o grande calcanhar de aquiles do SNES era a velocidade do seu processador, extremamente lento (a mesma velocidade do Master System!!!). Mas essas vantagens e desvantagens entre os dois concorentes não bastaram para determinar um vencedor, pois essa foi uma das batalhas mais vorazes da história dos games.


  • 1991 - A SEGA também (tenta) entrar na batalha dos portáteis.

Vendo o Game Boy ser um sucesso retumbante de vendas (afinal de contas, quem naquela época não queria jogar os seus jogos preferidos em qualquer lugar??), a SEGA decide então entrar nessa batalha, motivada pelo sucesso do Mega Drive (que ainda não sofria a ameaça do SNES, ainda no seu início). Assim, em outubro de 1990, a SEGA apresentas, no Japão, o seu primeiro console portátil, o Game Gear:


Olhando as especificações do seu hardware na época, qualquer um chegaria facilmente a essa conclusão: "Putz, o Game Boy não terá nenhuma chance, será trucidado pelo Game Gear!!". Convenhamos, não podíamos discordar de ninguém que falasse isso na época: enquanto que o Game Boy era um simples console portátil P&B, o Game Gear possuía uma paleta de 4096 cores (com 512 simultâneas); o seu processador era exatamente o mesmo do Master (enquanto que o do Game Boy era bem mais simples, rodando a 1,1 MHz); e o Game Gear possuía ainda a retrocompatibilidade com os cartuchos do Mester, através de um adaptador. Parecia ser a aposta certa para tomar o lugar da Nintendo no mundo dos portáteis.

Parecia. Mas não foi isso que aconteceu. O Game Boy continuou reinando firma no mundo dos portáteis, enquanto que o Game Gear padeceu seis anos depois do seu lançamento nos EUA, em 1997, sem ao menos ameaçar o console adversário em nenhum desses anos. Mas como um console infinitamente superior tecnicamente perdeu uma batalha que todos diriam que estaria ganha?? Aqui vão algumas respostas para essa pergunta:

  • Mesmo sendo um portátil, o Game Gear ainda era muito grande em comparação ao seu concorrente, o que dificultava seu transporte;
  • A necessidade de 6 pilhas AA para fazê-lo funcionar (frente as apenas duas pilhas AA do Game Boy);
  • A tela possui iluminação interna que consome muita energia, acabando com as pilhas com poucas horas de uso (lembrando: o Game Boy permitia até 20 horas de uso);
  • O Game Boy foi lançado um ano antes e já havia ganhado boa parte do mercado, com uma disponibilidade muito maior de jogos;
  • A SEGA, ao lançar o portátil, parece que achou que bastava o hardware pesado do seu console para ganhar a peleja. Com isso, concentrou todas as suas fichas no seu bem-sucedido Mega Drive, deixando para o seu portátil uma pífia campanha de marketing, e uma gama de jogos não muito diversificada e de qualidade;
Sendo assim, temos mais uma amostra de "uma boa idéia que naufragou sem mostrar todo o seu potencial".

  • A Época de Ouro do Videogame: a Batalha se intensifica ao redor do mundo (inclusive no Brasil)

Continuando o seu reinado por aqui no Brasil, a SEGA (Através da sua fiel escudeira Tec Toy) lançou o Mega Drive no Brasil em 1990. Bastou repetir a estratégia de marketing que ela fez com o Master System para que o console seguisse os passos do seu irmão de berço por aqui, e se tornar um grande sucesso. Tanto é que os dois consoles são produzidos e distribuidos até hoje pela Tec Toy (inclusive lançando recentemente uma versão portátil do Mega Drive, com 20 jogos na memória):

Esse solitário reinado durou exatamente três anos (junto com o lancamento do seu portátil por aqui em 1992). Pois, em 1993, a Nintendo viu nesse nosso país varonil uma boa oportunidade de expandir o seu mercado, além de aproveitar e destronar o seu tradicional adversário. Assim, através da Playtronic (uma joint venture feita entre a Gradiente e a finada Estrela), ela lançou os seus dois videogames aqui no Brasil. Começava no país a era de ouro dos videogames (que todos os games que viveram a sua infância e adolescência nos anos 90 lembram saudosamente).

Comerciais explodiam pela TV, invadindo o saudoso lar da família brasileira e mostando aos brasileiros as maravilhas da jogatina familiar através desses dois maravilhosos aparelhos. Cada vez mais crianças e adolescentes se renderam a essas maravilhas, cada um escolhendo o seu "time" e defendendo-o com unhas e dentes em qualquer encontro com "torcedores adversários", exaltando as qualidades do seu objeto de adoração e desdenhando dos argumentos apresentados pelo seu semelhante. Eram como duas torcidas adversárias (vejam o termo: adversárias, não inimigas) de futebol se encontrando para um clássico, cada qual torcendo apaixonadamente para o seu time. E, o melhor de tudo: sem violência, e ainda com o atrativo de poder jogar o outro videogame na casa dos amigos. Assim, qualquer um poderia ter "o melhor dos dois mundos". Foram anos simplesmente maravilhosos, indescritíveis, para os gamers daquela época (inclusive para esse projeto de blogueiro que escreve aqui...).

Para provar para vocês que a disputa naquela época era massiva e voraz, aqui vai um presentinho especial: alguns comerciais de TV veinculados no período dessa disputa.

O primeiro apresentado aqui mostra uma campanha agressiva da SEGA, onde ela atinge exatamente o calcanhar de aquiles do SNES, o seu lento processador:




Claro que a Nintendo não deixou isso barato e, em 1994, ao lançar "Donkey Kong Country", fez esse comercial, jogando na cara da SEGA que o SNES não precisava de nenhum periférico (32X e Sega CD) para fazer gráficos renderizados:



Aqui temos mais comercial da série "Genesis Does Nintendon't" da SEGA, mostrando os jogos exclusivos a maioria resultado da parceria com a EA Sports) do seu console:




Se a SEGA tinha o "Genesis Does Nintendon't" como lema, a Nintendo tinha o "Play it Loud!". Aqui temos um comercial do jogo "Killer Instinct", onde os atores não deixam menor dúvida quanto ao poderio gráfico do jogo:



Quem disse que por aqui a chapa também não esquentou?? No nosso lar tupiniquim também veincularam comerciais feitos sob medida para a Nintendo e a SEGA. Infelizmente não encontrei nenhum para Mega Drive (caso alguém encontre, me avise...), mas encontrei dois interessantes que dizem respeito a Nintendo: um comercial para promover o SNES, e o outro, para prommover o Phantom System, um dos "clones legalizados" do NES:





Para finalizar, temos aqui duas compilações de comerciais veinculados na TV norte-americana encomendados pela SEGA e pela Nintendo, para exaltar as vantagens de seus bólidos 16-bit:





O veredito final dessa batalha: difícil dizer. Na minha modesta opinião, pode-se declarar essa luta 16-bit como um empate, pois ambos os consoles arrebataram grandes vendagens, elogiosas críticas da imprensa especializada, e, sobretudo, a fidelidade de milhões de jogadores. Mas, se há a necessidade de determinar um vencedor, esse foram os jogadores, que puderam desfrutar de dois consoles sensacionais, com inúmeros jogos que frequentam a lista de melhores jogos da história. Ainda mais que, para cada "Mario" lançado pela Nintendo, tínhamos o "Sonic"; Se a SEGA tinha "Streets of Rage", a Nintendo tinha "Final Fight"; a Nintendo mostrava gráficos vetoriais em 'Star Fox", a SEGA contra-atacava e mostrava "Vectorman"; a versão de "Street Fighter" no SNES era melhor gráficamente, mas a versão de "Mortal Kombat" para o Mega Drive era melhor porque não era censurada (em outras palavras, tínhamos sangue digitalizado em sprites); os defensores do SNES exaltavam a sua capacidade gráfica (ainda mais com os chips contidos no próprio cartucho), a torcida da SEGA mostrava a sensação de velocidade proporcionada nos jogos do Mega; Final Fantasy era sinônimo de RPG para os Nintendistas, mas a SEGA tinha Phantasy Star; o controle do SNES inovava pelos botões laterais, o Mega Drive tinha um controle com uma pegada um pouco melhor; o SNES inovava com os gráficos pseudo-3d de Donkey Country, o Mega Drive dava o clima de uma HQ em movimento com o maravilhoso "Comix Zone". Enfim, poderia falar dessa guerra a vida inteira, mas acho que fui claro nos meus argumentos...


Bom, depois desses comerciais, encerro essa segunda parte dedicada a "Batalha do Século". Mas esse especial não acaba por aqui. Na próxima edição comento mais sobre essa batalha, ressaltando a entrada das duas empresas nos gráficos 3D, e como o desentimento entre a Nintendo e uma outra empresa causou a invasão de uma atual gigante no mundo dos games...

Até a próxima e bons games a todos!!!

sábado, 1 de março de 2008

9) P**ra!!!! P**a-que-p**iu!! Finalmente consegui terminar essa joça - Especial jogos difíceis

10º Post!!!!! Quem diria, hein???

Bom, o post dessa semana será um pouco diferente do que eu tinha planejado. Inicialmente iria voltar aos posts comentando sobre um jogo, entretanto, achei melhor guardá-lo para semana que vem. Isso, por dois motivos: primeiro, porquê o referido jogo (que, por sinal é simplesmente o MELHOR jogo do SNES) combina mais com a próxima semana, digamos assim (não falarei mais porque estragará a supresa); e segundo, porque outro assunto me veio a tona ao elaborar os dois posts anteriores: a dificuladade dos jogos antigos em comparação aos atuais...

Caso você menos de 20 anos, talvez desconheça que existiram jogos com mais 100 fases, sem continues, que precisavam de "cheats" para deixar seu personagem com 30 vidas para virar o jogo, etc. Mas esses jogos existiram! Até meados dos anos 90 (ou seja, na era 16-bits), a indústria dos games, apesar de gerar alguns adorados milhões dólares por ano, não era altamente produtiva como hoje. Além disso, não existia a preocupação de lançar um game absurdamente difícil na época (hoje em dia, a maioria das produtoras são bastante receosas de lançar um jogo difícil, por medo de que ele não vendao suficiente). Além disso, nessa época videogame ainda era coisa de crianças e adolescentes, que inegavelmente possuem muito mais tempo livre para jogar do que nós, que crescemos junto com a geração 8 e 16-bit. Isso sem falar do crescimento dos jogos e jogadores "casuais", que estão conhecendo agora esse maravilhoso mundo de divertimento eletrônico (e que, caso tivessem o seu primeiro contato com "Battletoads", com certeza não achariam a menor graça nisso). Outro fato determinante para isso é que muitos dos jogos conhecidos como difíceis vinham de dois gêneros: os shooters e os beat'em up/hack'n slash. Aliás, foi elaborando esses dois especiais que me veio a idéia de elaborar esse.

Claro que ainda temos algumas empresas que ousam colocar jogos carne-de-pescoço ("Ninja Gaiden" do XBOX é um grande exemplo), mas não se compara ao saudoso NES, conhecido por possuir o maior número de títulos difíceis.

Mas chega de papo! Vamos enumerar alguns dos jogos que fizeram vários jogadores destruir joysticks, consoles, paredes (e as mãos durante esse processo), além de contribuir em muito em calvíceis precoces para muitos. Alguns que foram citados nas duas edições anteriores com certeza entrariam no meu top 10 ou 20 de jogos carne-de-pescoço (A saber: Contra, Battletoads, Gunstar Heroes, Gradius II e Parodius), portanto, não serão citados aqui. Mas temos outros dignos de nota:


1) NES



Ghosts 'n Goblins - Também conhecido como "Ghouls 'n Ghosts", esse jogo de aventura estreou nos arcades e ganhou uma conversão bastante decente para o NES em 1986, onde, claro, se destaca a sua extrema dificuladade. Controlar Arthur (conhecido também como "O Cavaleiro de cuecas') pelas 8 fases, de onde surgem inúmeros inimigos, desviando dos obstáculos, e ainda controlando o pulo duplo (que pode ser extremamente útil, mas que requer uma grande perícia para utilizá-lo adequadamente), tudo isso para salvar a sua amada. Se você quer dificuladade, esse é o jogo certo.



The Simpsons - Bart Vs. The Space Mutants - Qualquer lista de jogos do NES não estaria completa sem esse jogo. Feito no período final de sucesso de NES, em 1991, se "aproveitando" do sucesso da primeira temporada do desenho. O jogo inclusive contou com a supervisão do criador do desenho, Matt Groening, sendo baste fiel a sua fonte original. O resultado: um jogo extremamente divertido e que, apesar de ter apenas cinco fases, foi considerado na época por várias revistas especializadas o segundo jogo mais difícil do NES, perdendo apenas para "Battletoads".



Ninja Gaiden II - O primeiro episódio da série estrelada por Ryu Hayabusa já é considerado um dos grandes jogos do NES, inclusive pela ousadia da Tecno de apresentar um conceito totalmente narrativo e cinematográfico, com várias cenas e diálogos se desenrolando ao final de cada fase. Aqui, a qualidade continua a níveis estratosféricos, a história fica mais genial ainda, prendendo o jogador até o final (que considero um dos melhores de toda a história dos videogames). Chegar ao seu final definitivamente separa os homens dos meninos, por ser uma tarefa hérculea (e que manteve a sua tradiçaõ de dificuldade na sua sequência do XBOX). Consiga esse jogo e se aventure em uma das histórias mais bem elaboradas dos games.



Mega Man III - A série Megaman é uma das mais clássicas e frutíferas dos videogames. E, apesar de marcar presenca em vários consoles, é na Nintendo que ela se identifica mais (o que me leva a uma pergunta: porquê o robôzinho azul não aparece em nenhum jogo da série "Super Smash Bros.", mas isso é uma outra história). E foi no terceiro episódio que a série se consolidou. O esquema do jogo é o mesmo desempre: oito chefes, cada qual no seu ambiente, e uma fase final onde enfrentamos o Dr. Willy. Mas temos um diferencial: nesse jogo, a ordem escolhida para derrotar os inimigos REALMENTE inporta. Caso você não escolha as armas certas para cada inimigo você simplesmente não passa de fase. Não é como os outros jogos da série que é possível derrotar os chefes de fase com a arma comum. Só isso já basta para citá-lo como "difícil".

2) SNES



Actraiser II - O primeiro da série já era extremamente original por juntar num mesmo jogo ação/plataforma e simulação, onde você é simplesmente um Deus e têm que cuidar das civilizações (nas fases de simulação) e derrotar os demônios que ameaçam as cidades (nas fases ação/plataforma). No segundo (e último) episódio da série, a parte de simulação foi suprimida ew jogo ficou um legítimo representante beat'em up. Laém disso, se o primeiro já era extremamente difícil, esse então ficou quase impossível (se vocês conhecem alguém que já zerou esse game, ou já viram algum vídeo no youtube, me avisem!). Eu mesmo não consegui passar da terceira fase (e são 13, se eu não me engano), e não sou nenhum noob nos games. Pena que a Square (que comprou a Enix, produtora do jogo) só pensa em sugar cada vezmais Final Fantasy e se esqueceu dessa pérola.



Spider-Man and Venom - Maximum Carnage - Esse foi lançado também para o Megadrive, e as versões são praticamente idênticas. Só pelo fato da trilha sonora ser assinada por uma das bandas mais legais do rock: Green Jelly, esse jogo já vale a pena. Caso vocês não a conheçam, procurem-na urgente (recomendo o álbum "Cereal Killer"). Mas vamos ao jogo: aqui, você pode escolher entre o nosso amigo da vizinhança e Venom, o brutamontes-simbionte mais adorado pelos fãs de quadrinhos, ambos com interesse em acabar com o Carnage. A jogo é inspirado na série honônima de quadrinhos de 1993, e reproduz fielmente o clima HQ, com cenários extremamente coloridos e animações bem fluidas. Mas, ao contrário dos outros jogos do aracnídeo, esse aqui é uma carne-de-pescoço da melhor (pior) espécie. As últimas fases estão entre as mais apelonas da história dos games. Tudo bem que temos algumas secret-rooms onde você pode coletar vários itens e vidas extras, mas ainda assim esses locais são complicadíssimos de acessar. Caso seja dificudade que vocêesteja procurando, pode arriscar com esse. Mas não vá jogar o controle na parede enquanto estiver jogando, hein? :)



Zombies Ate my Neighbors - Essa é uma pérola perdida na infinidade de jogos do SNES, que quase ninguém conhece. Um dos jogos mais divertidos do console, com um climão que soa como um filme de terror Z da década de 60, graças ao formidável senso de humor, a premissa totalmente absurdfa (de uma hora para outra, mortos-vivos sedentos de cérebro humano e outras criaturas típicas de filmes de terror resolvem assombrar a vizinhança e cabe a um garoto e uma garota solucionarem esse caso, além de resgatar o maior número de vizinhos possível, caso contrário, é game over), além de uma direção de arte fenomenal e de uma igualmente fantástica trilha sonora. as não é só isso: o jogo possui "apenas" 48 fases. E, como isso não bastasse, o que você faz em uma determinada fase traz consequências para a fase seguinte (caso três vizinhos tenham morrido em uma fase, na fase seguinte você terá menos três vizinhos para salvar). Isso não seria tanto problema se você não tivesse que salvar pelo menos um por fase. Um jogo obscuro que merece ser redescoberto!!

3) Megadrive



Kid Chameleon - Uma das formas de analisarmos quanto tempo perderemos para zerar um jogo é saber quantas fases o mesmo possui. Sendo assim, vejamos: Super Mario 3 possui 8 mundos, com mais de 90 fases/estágios; Super Mario World também possui 8 mundos, com 96 fases/estágios; Zombies Ate my Neighbors, como foi dito anteriormente, possui 48 fases. Nos jogos do Mario, você não precisa passar por todas as fases para chegar ao final. Agora, o que você, que entrou para o mundo dos games já na era 32-bit em diante, pensaria se te dissesse que existe um jogo possui mais de 100 fases e 1850 estágios!!??? E, para complicar ainda mais, sem saves!!??? Pois esse jogo existe e se se chama "Kid Chameleon". Pode-se dizer que ele foi a tentativa de reesposta a "Super Mario World", que assombrava na época. O interessante dele é a possibilidade de controlar 10 alter-egos diferentes do personagem (através de máscaras coletadas nas fases) e a sua história, que mesclava realidade virtual e vida real, que estava na moda.



The Adventures of Batman & Robin - A série de quadrinhos "Batman" rendeu uma série de jogos maravilhosos para a geração 8 e 16-bit. esse jogo foi lançado simultaneamente para o SNES e o Megadrive, porém com muitas diferenças. Enquanto que no console da Nintendo a história e totalmente inspirada no desenho animado, com uma ação um pouco mais clássica e algumas etapas envolvendo uma certa dose de raciocínio lógico (especialemente na fase do charada), no Megadrive o jogo se transforma num hack'n slash da melhor qualidade. Os gráficos estão entre os mais bonitos do console, e a ação aqui é tão desenfreada quanto em Gunstar heroes: milhares de inimigos surgem a cada minuto na tela, forçando você a atirar batrangs infinitos para todos os lados. O confronto com o Chapeleiro louco dá a tônica desse game: em um cenário totalmente colorido e psicodélico, você o enfrenta desviando das investidas de sua cartola gigante, além de tomar ciudado com as armadilhas do cenário, que se descola em uma velocidade alucinante. Percebeu o drama? Pois é! Mas podem ter certeza: esse é um dos jogos mais lindos do Megadrive!!!



Jurassic Park - E, para encerrar, temos o jogo de 1993 inspirado no sucesso de dois anos atrás, dirigido por Steven Spielberg. Ao contrário de boa parte dos jogos inspirados em filmes, esse aqui é muito bom. Aqui você têm a opção de jogar com o Dr. Grant (que está no parque e precisa sair vivo de lá) , ou com o velociraptor (nesse caso o objetivo é capturar e matar o Dr. Grant). Jogar com o velociraptor não é tão complicado, mas, caso você queira ser o bonzinho do filme e jogar com o Dr. Grant, você sofrerá e muito. São apenas três vidas, sem direito a encontrar nenhuma outra durante o jogo e sem check points durante as fases. E, jogando com o Dr. Grant, ainda têm o agravante de sofrer dano (ou até mesmo morrer instantaneamente) caso caia de uma altura muito grande. Isso sem contar com os dinossauros que você enfrentará, todos desejando um pedacinho seu.

Com isso terminanos (por enquanto) essa série de especiais temáticos relacionados ao mundo dos games. Semana que vem voltamos aos posts usuais. E você? Acha que ficou faltando algum jogo nessa lista? Acha que algum jogo citado não deveria estar aí? Ou quer dizer alguma ocisa sobre o blog? Não perca tempo: comente a respeito,critique, esperneie, faça-se ouvir. Vamos fazer desse fórum uma grande celebração a esse mundo maravilhoso dos games!!!

Até a próxima e bons jogos!!!!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

8) Sai da frente senão vou espancar todo mundo...Especial Beat'em Up

Mais uma semana está terminando, e ainda estamos aqui!!!

Estamos chegando a dois meses de blog. Isso é muito bom, pois achava que não teria paciência para postar quase que semanalmente por aqui. Mas estou gostando muito de mantê-lo, mesmo ele (aparentemente) ele não sendo tão visitado assim. Aliás, um recado para aquele que visita o blog (sim, eu sei que você existe): Deixe o seu comentário. Sem ele, não tenho como saber se os meus comentários estão agradando vocês ou se estou sendo um chato de galocha ao fazer comentários tão ridículos! :)


Bom, chega de papo, vamos ao post de hoje. Que também é especial!!!


Semana passada fiz o especial para os shooters (ou "jogos de nave", se preferir), um gênero um tanto quanto esquecido nos consoles atuais. Hoje, resolvi ser solidário e falar de outro gênero igualmente amado pelos gamers old school, mas que também foi um tanto esquecido atualmente: os beat'em up (conhecidos também como "espanca e anda" por aqui...)

  • O início do espancamento:

Os jogos Beat'em Up (também chamados de scrooling fighting games, fighting action games, ou ainda brawlers) são aqueles em que um personagem (ou um grupo de personagens) percorre várias fases espancando quem passar na sua frente até chegar no seu objetivo final. Muito dessa temática de jogo deve-se princpalmente aos filmes de luta ou de gangues, onde o personagem principal se via sempre ao redor de vários inimigos. Com os jogos beat'em up, qualquer um poderia ter essa sensação de distribuir toda a sorte de socos e pontapés nos vilões e seus capangas.

Nessa linha, ainda temos o hack'n'slash, que não é nada mais do que o beat'em up, com a diferença que o(s) personagem(ns) controlados pelo jogador portavam alguma arma.

  • A disseminação das pancadas:

Foi na década de 80 que o gênero se criou e se popularizou no mundo dos games, tendo o seu auge na segunda metade da década de 80 (com os inúmeros arcades do gênero) e no inícioda década de 90 (com a era 16-Bit - Super Nintendo e MegaDrive -também conhecido como "O Duelo do Século no Mundo Eletrônico" :) ). Com a sua jogabilidade simples, o gênero alavancou inúmeros títulos durante o seu auge, bgerando diversas fraquias de respeito.

  • A extinção dos velhos galos de briga:

Depois da era 16-bit, com o advento dos gráficos poligonais, que proporcionavam uma tridimensionalidade jamais vista dos games (não apenas em relação aos gráficos, mas também a linearidade do jogo, acrecentando mais uma dimensão para a movimentação do personagem), os gêneros existentes sofreram adaptações para aproveitar esse avanço tecnológico. Alguns conseguiram fazer essa transição muito bem (RPG's, Plataformas). Infelizmente, o beat'em up não foi feliz. Apesar de alguns jogos triunfarem (como, por exemplo, o maravilhoso Guardian Heroes, para Sega Saturn), outros não tiveram a mesma sorte (Fighting Force, para PSOne e Final Fight Streetwise e Urban Reign, para PS2, são os que eu me lembro de antemão), marcando essa época como o início da queda do gênero, até praticamente sumir nos dias atuais.

É bem verdade que nos últimos anos houve uma pequena revitalizada no gênero, graças a títulos como "Devil May Cry", "God of War" e "Ninja Gaiden" (os dois primeiros para PS2, e o último para XBOX), mas esses jogos não possuem o charme e o feeling daqueles clássicos feitos em sprites. Sendo honesto, o jogo atual que me faz lembrar com saudade daquela época e que consegue ser tão divertido quanto os clássicos do gênero é "Contra 4", do Nintendo DS, principalemnte por conservar os sprites 2D tão característicos do gênero.

  • Os Culpados pelos Hematomas

Bom, chega dessa introdução. Vamos a alguns títulso que fizeram a história do gênero. Um deles já foi comentado há algumas edições atrás (Streets of Rage III) por ser o mais representativo. Mas aqui vão outros dignos de nota:


1) NES


Contra - Um guerrelheiro armado com uma metralhadora, zilhões de combatentes para exterminar, e quinquilhões de tiros para desviar. Um tiro, morte na certa. Era assim o mundo dos hack'n'slash na década de 80. Supresos? Vocês não sabem o quanto isso era divertido e desafiador. E olha que esse não é o mais difícil da série (esse título pertence a "Contra: Hard Corps", do Megadrive), mas já é suficiente para quebrar alguns controles de raiva. Se puderem, consigam esse jogo.


Double Dragon - Se vocês mais novos só conhecem o jogo de luta (razoável) com esse nome, saibam que ele se originou do (pavoroso) filme honônimo, que, por sua vez, foi inspirado pela (maravilhosa) série beat'em up da década de 80. As versões que joguei foram esta para o NES, e outra para o Super Nintendo (chamada de "Super Double Dragon). Como a versão para SNES é apenas razoável, a clássica para o NES é a que merece a nossa atenção aqui.




Battletoads - Um dos jogos mais difíceis do NES. É com esse título que esse jogo assombrava todos que se atreveram a colocá-lo nos seus Nintendinhos e clones daqui do Brasil da década de 80. E não é que o jogo fazia jus a sua fama? Mas esse não é o único mérito do jogo. Os gráficos, como vocês podem ver pela foto, exploravam o máximo poder do NES. Quem visse pela primeira vez, poderia pensar que se tratava de um jogo da época 16-bit. Sem falar que os ambientes de fundo muitas vezes davam uma sensação de tridimensionalidade ao cenário (a fase dos hovercrafts é uma das mais impressionantes nesse ponto). Sem contar as maneiras mais absurdas e legais de detonar os inimigos (socos gigantes, cabeçadas, "enterrar" o inimigo, lançá-lo tal como uma bola de beisebol, etc...).



2) Super NES




Contra III: The Alien Wars - Normalmente não colocaria uma seqüência de uma série em uma lista dos melhores games do gênero, mas dane-se. Contra III merece estar na lista por multiplicar toda aquela sensação que tivemos ao jogar o primeiro, tudo isso acompanhado por algumas adições que vieram muito bem a calhar (a opção de carregar dois tipos de armas), além dos gráficos embasbacantes e os chefes gigantescos, além da dificuldade como nos velhos tempos do NES.





Teenage Mutant Ninja Turtles IV - Turtles in Time - Infelizmente não cheguei a jogar os primeiros da série, mas lembro com alegria do Arcade, um genuíno beat'em Up (apesar de ser fácil). E esse título do SNES transmite a mesma sensação de jogar aquele arcade, com ação variada (e um ótimo uso do chip Mode 7 em algumas fases), jogabilidade funcionando como um relógio suíço, além de um ritmo ainda mais rápido do que os beat'em Up mais tradicionais. Cowabunga!!!



Sunset Riders - Assim como um amante dos games, sou um amante também do cinema. E o western está entre os meus gêneros cinematográficso preferidos. Junte essas duas paixões e temos Sunset Riders!!!! Nunca foi tão divertido estar no Velho Oeste, distribuir tiros em todos os malfeitores, ser atropelados pelos touros na primeira fase, lançar bananas de dinamite, distribuir milhares de tiros nos chefes de fase, entrar nas tavernas da velha cidade empoeirada atrás de dinheiro, bebida e mulheres...Enfim, é a sensação de ser um daqueles pistoleiros sem-nome dos filmes de Leone transportada para um cartucho!!!



Knights of the Round - Aqui somos transportados aos tempos de capa e espada, mais precisamente para a lenda do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Além do Rei Arthur, tinhamos Lancelot e Perceval, cada qual com suas vantagens e desvantagens. O interessante desse jogo é a opção de evolução da sua arma (e da sua armadura) conforme um número determinado de pontos era alcançado, tal qual um RPG. Um jogo que faz parte da época áurea desse gênero, e que merece ser citado por aqui.

3) Megadrive


Golden Axe - Mais um exemplo de como a SEGA era mestre em conversões dos seus arcades para os consoles domésticos. Golden Axe é simplesmente o segundo melhor jogo do gênero para mim. Aliás, os três melhores são do Megadrive (e um deles já foi falado a alguams edições atrás). Golden Axe já assombrava os fliperamas no final da década de 80, e, três anos depois, assombrava na mesma proporção no Megadrive, sendo um dos carro-chefes do console. Três guerreiros (um homem, uma mulher e um anão) lutando contra a tirania de Death-Adder; feiticeiros; anões com poções, carnes, e outras iguarias apreciadas pelos personagens principais; dragões; lagartos gigantes; desfiladeiros; pontes;, tudo isso foi transportado com precisão cirúrgica para o Megadrive,fazendo desse um dos clássicos daquela época.



Gunstar Heroes - E esse completa o meu top 3 de games do gênero. Antecessor do igualmente maravilhoso Guardian Heroes, do Sega Saturn, esse jogo possui um dos rimos mais alucinantes que já presenciei. Os gráficos são extremamente coloridos e um dinamismo nos movimentos impressionante. Sem falar nos zilhões de inimigos que apareciam dasmais variadas direções, sem dar um segundo de descanso. Isso, somado com os quinquilhões de tiros desferidos pelos personagens, geravam uma imagem alucinante, chegando ao ponto de ser praticamente imossível identificar o seu personagem. E tudo isso sem slowmotions e nem queda de framerate. Um jogo que merece ser jogado!!

Bom, pessoal, é isso. Espero que os jogos "escolhidos" para serem comentados tenham agradado a todos. Se deixei algum de fora, é porque o post ficaria gigantesco. Sendo assim, aproveitem o espaço de comentários para falar de outros do gênero!! Vamos lá, comentem, critiquem, elogiem, acessem!! Vamso espalhar essa história recente dos videogames através desse blog!!!

Até o próximo post!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

7) Um Milhão de tiros na tela, um chefe gigantesco...e só um lugar para escapar... Especial Shooters - Parte 2


E estamos de volta para mais um post metido a besta!!!

Na edição anterior dei início a esse especial homenageando os clássicos shooters, que ultimamente são um pouco negiglenciados pelos consoles da nova geração, comentando sobre o que eu considero a obra-prima máxima do gênero. Mas, temos vários outros jogos do gênero que merecem todo o respeito a admiração desse que vos fala, e vários deles serão citados agora. Os jogos estão separados de acordo com a plataforma:


1) NES


Top Gun -
Esse jogo da Konami (tá vendo, a Konani já é velha nesse mercado) foi o primeiro desse estilo que eu joguei. Ele veio embarcado no sucesso do filme, e para aquela época (1987), era realmente impressionante, fazendo você se sentir realmente no cockpit de um caça. Vejam o número de detalhes que vc tinha na tela. Além disso, o jogo não se baseava apenas em atirar em todos os caças, submarinos e navios inimigos: em determinados momentos do jogo, era preciso abastecer o seu caça em pleno ar (direcionando a mangueira de combustível antes que o tempo acabe) e a inda pousar no seu porta-aviões ao final de cada missão. E ainda possuia uma das melhores apresentações de jogos da era NES.


1942 -
Para aqueles que pensam que só agora as grandes produtoras pensaram em produzir games baseados na Segunda Grande Guerra, aqui está a prova de que isso não é verdade! Tudo bem que aqui ela só serve de desculpa para voce guiar seu aviao pelas 32 fases do jogo atirando emtodos os inimigos que aparecerem e desviando dos seus tiros, mas vai me dizer que não é um bom motivo??:) Piadas a parte, esse jogo foi uma das maiores garantias de diversão em casa na minha infância...




Tiger Heli -
Outro jogo que embalou vários momentos felizes da minha infãncia e pré-adolescência. Possui um dos gráficos mais belos do NES (as texturas apresentadas pelo jogo davam uma impressão de tridimensionalidade maravilhosa) e a parte sonora é igualmente legal. O jogo acompanhava o console Top Game da CCE (um dos vários "clones legalizados" do Nintendinho produzidos no Brasi, por conta da chamada "reserva de mercado" na década de 80) e, por vezes, era subestimado. Mas era um dos jogos de tiro mais legais do console.


Gradius II -
A Série Gradius transcendeu todas as "fases" do video-game desde o Arcade (Gradius, Gradius II), passando pelo NES (Gradius I e II) SNES (Gradius III), PS1 (Gradius Gaiden) e PS2 (Gradius V). Mas foi no seu segundo capítulo que essa série definiu o seu estrelato, mantendo as características do primeiro (os inmigos clássicos, o sistema de power-up do tiro da sua nave), além de uma dificuldade absurda, fazendo milhares de jogadores se desesperarem para chegar ao seu final.


2) Master System



Choplifter - O Concorrente da Nintendo feito pela SEGA eu conheci muito pouco, mas foi o suficiente para destacar pelo menos um jogo do estilo: Choplifter. A SEGA já era gigante nos Arcades (ou fliperamas, se preferirem), e, com o Master System (e depois com o MegaDrive), mostrou a sua excelência também nas conversões dos seus jogos para os seus video-games. E esse é um dos melhores exemplos disso...


3) SNES



Parodius - Non-Sense Fantasy - PAROdy of graDIUS (PAROdia de graDIUS). Essa é a explicação simples, direta e genial de uma das franquias mais ousadas e engraçadas da história dos videogames. Duvida?
- Entre as opções de nave (e, consequentemente, de power-ups) contidas no jogo, temos um pinguim e um polvo;
- Ao contrário da maioria dos jogos do gênero, eese possuia gráficos extremamente coloridos e com apelo totalmente infantil;
- Dentre os chefes de fase, tinhamos: um pinguim gigante cujo ponto fraco era o seu enorme "umbigo"; um navio pirata com cara de gato; uma bela mulher coberta com um lençol; e, o mais absurdo (na minha opinião): um Moai - uma das estátuasda Ilha de Páscoa - em uma banheira de espuma!!!!
Mas não se engane com esse visual "zoado" e totalmente bizarro: Parodius é uma das séries de jogos de tiro mais difíceis existentes!! E ainda garante inúmeras risadas!


R-Type III - The Third Lightning - A Série R-Type é outra extremamente famosa entre os amantes do side-scrooling shooters. Ela estreou nos Arcades, transitou pelo NES, MAster System, Mega Drive, SNES, PSOne, entre outros. Mas o supra-sumo da série é esse jogo. Gráficos arrebatadores, parte sonora magnífica, design das naves inimigas excelente, três diferentes formas de FORCE para escolher e uma dificuldade EXTREMAMENTE INSANA (eu mesmo suei para chegar a terceira fase). É um jogo que vale a pena ser revisitado.


Star Fox - Em meados de 1993 a Nintendo lança essa pérola dos side-scroolings, sendo um dos carros-chefe do seu chip FX, cuja principal função era proporcionar os gráficos poligonais tão alardeados na época. Talvez alguns não achem essa evolução gráfica tão notável, mas saibam que isso na época foi uma grande inovação. Porém, muito do sucesso desse jogo se deve ao carisma de Fox McCloud e de seus fiéis escudeiros Falco Lombardi, Slippy Toad e Peppy Hare (mesmo com grunidos no lugar de vozes...), da jogabiliade extremamente agradável e de sua dificuldade balanceada, transformando esse jogo em um dos carros-chefe da Nintendo até hoje...



4) MegaDrive



Thunder Force IV - Não se pode falar de jogos de nave no Megadrive sem falar em Thunder Force. E o quarto capítulo da saga é o melhor feito até hoje. Dificuldade, design das fases, ritmo, tudo aqui foi elevado ao máximo (e os chefes são uma das coisas mais colossais já vistas), qualificando - o como um dos clássicos do gênero. E pensar que há alguns anos anunciaram (infelizmente sem continuação do projeto) Thunder Force VI para o Dreamcast. Pensem como seria sensacional isso....





Darius II a.k.a. SAGAIA - A Série Darius (ou SAGAIA, com chegou a ser conhecida nos EUA) é uma das mais interessantes, principalmente pelo seu design único dos inimigos (lembrando peixes e outros seres marinhos) e a possibilidade de se escolher vários caminhos para chegar ao final. A dificuldade pode parecer reduzida, mas experimente jogar no modo VERY HARD. Você veráo que é fazer calos nos dedos!!!





Darwin 4081 - Apesar dos gráficos simples e do fato de não ser tão famoso que os citados anteriormente, a temática de sci-fi contida no jogo, somada ao fato da sua nave ser "orgânica", mudando não só de tiro, mas de forma conforme os "power-ups" são coletados ou caso ela seja atingida por tiros inimigos, fazem deste um dos títulos mais interessantes para o Megadrive.





Raiden Trad - Alguns parágrafos atrás eu mencionei a capacidade fabulosa da SEGA em transpor os seus arcades para os seus consoles. E aqui temos mais uma prova disso. Está tudo lá: os gráficos simples, mas extremamente adequados, as opções de armas (represnetados pelos quadrados vermelho - tiros normais - e azul - lasers) e mísseis, os milhares de tiros na tela (e sem grandes slowdowns). É a emoção do fliperama na sua casa!!!


5) PSOne


Einhänder - Se Star Fox foi o percursor dos gráficos poligonais em shooters, Einhänder (assim mesmo, com trema no a) aperfeicou essas características ao máximo, fazendo deste o meu jogo preferido em 3D do gênero (e que manteve a jogabilidade 2D). A trilha sonora é uma das mais inspiradas do gênero (um techno-rock de primeira linha), e que combinava perfdeitamente ocm o climão sci-fi e a dificuldade cabeluda do jogo. E o fato de poder coletar as armas dos inimigos depois de derrotados é uma das idéias mais originais do gênero, incrementando e muito na sua jogabilidade.

Bom, é isso. Existem inúmeros outros jogos que queria mencionar por aqui, mas o espaço é curto. Aguardem agora por mais especiais desse tipo!! Até o próximo post!!!