É claro que uma marca como essa não é muito comemorada em outros blogs (afinal de contas, o meu número de posts anuais equivale ao número mensal de outros). Mas se contarmos o tamanho dos posts, acho que compensa a demora deles e, no final das contas, o número de palavras proferidas por esse que vos fala acaba ficando na média de todos os outros.... =D
Mas vamos deixar esse papo de quinquagésimo post para o quinquagésimo post. Sendo assim, vamos para o nosso 49º, que será sobre mais um...
Entretanto, ele ainda não está feito. Esse é só um anúncio. Ou, melhor ainda, um desafio que eu tentarei cumprí-lo. Um desafio que, acredito eu, muitos pereceram no meio do caminho, pela dificuldade do jogo (aliás, de toda a série). Adiciona a isso o fato de que já faz muito tempo que eu não coloco as mãos nesse jogo. Adiciona também o fato de me colocar apenas uma semana para tentar de todas as formas chegar ao final dele. E, para terminar, adiciona o fato de que postarei o melhor gameplay do dia, durante esses 7 dias, com breves comentários a respeito.
Sim, eu sei, é uma loucura!!! Mas alguém têm que tentar movimentar esse blog, senão fica uma pasmaceira danada... =D
Aposto que todos estão se perguntando (na verdade é força de expressão, eu sei que devo ter apenas uns 2 leitores...): Seu maluco de carteirinha, mas que jogo é esse? Não direi, apenas mostrarei uma foto.
Entenderam agora o quão louco é essa empreitada?
Para não soar como uma pequena trapaça para alcançar o tão sonhado 50º post (sim, eu prometi que não iria falar mais disso, mas eu sei que vocês estão pensando isso... =D), postarei os vídeos e os comentários nesse mesmo post. E aí, acham que vou conseguir cumprir o objetivo? Ou então que desistirei já no primeiro dia? A resposta teremos daqui a uma semana, então...
Façam suas apostas senhores!!! E torçam por mim, é claro!! =D
Até a próxima e bons games a todos!!!
Edit: É, como vocês acabaram de perceber, acabei quebrando essa promessa. É que esses últimos dias foram tão corridos (de um modo que nunca poderia imaginar), que acabei não jogando tanto quanto eu deveria. Mas eu vou cumprir o desafio de terminar o jogo, mesmo que para isso eu leve todo o tempo que me resta. E esse "Guia dos Socos e Pontapés" sairá de qualquer maneira!!!
Ah, e para aqueles que tentaram adivinhar qual era o jogo (na verdade foi apenas uma pessoa, mas vamos fingir que temos vários comentários por lá...=D), vocês acertaram! O jogo em questão é "Contra III - The Alien Wars" ( ou "Contra Spirits", se nos referirmos a versão japonesa), do SNES. Aposto que agora vocês não estão com tanta raiva assim por eu não ter cumprido o desafio... =D
E vamos tocando esse barco (só não sabemos para onde)!! Nesses dois anos de blog, comentei os mais variados games, desde RPG's, jogos de estratégia, plataforma, de luta, entre outros. Já fiz especiais abordando a época de ouro da Sega e da Nintendo, homenageando os Beat'em ups, os shooters, os jogos difíceis, os jogos que não chegaram ao Ocidente, e, mais recentemente, o Halloween e o Natal. E, devo dizer, estou plenamente satisfeito com o rumo que esse blog tomou nesses dois anos. Mesmo ele não sendo um campeão de visitas (MUUUUUUUUUUUUUITO longe disso), foi através dele que acabei conhecendo outros blogs, além dele ter sido uma das motivações para me aprofundar cada vez mais na história dos games. E isso inclui conhecer outros games da década de 80/90, uma vez que, mesmo naquela época (quando a indústria de games não era tão gigantesca como hoje), muitos games eram meio que deixados de lado, seja pelas impressões iniciais não serem tão convidativas, ou ainda simplesmente por só saber da existência dele anos depois. Ainda assim, mesmo com toda a velocidade de informação e facilidades de hoje, ainda restam muitos games a serem descobertos por mim. E é sobre eles que comentarei nesse post. Em primeira mão, revelarei, em primeira mão, os meus pecados gamísticos. Sem mais delongas, vamos a lista... AVISO: Algumas revelações podem chocar aqueles de coração mais sensível, portanto, muito cuidado ao ler as próximas linhas, os resultados podem ser catastróficos. E, caso as próximas linhas causem uma vontade incessante e crescente de estrangular o dono desse blog com as próprias mãos, lembre-se de uma coisa: Todos nós temos os nossos pecados gamísticos!! XD Pronto, aviso dado, vamos a lista:
1) Phantasy Star - E vamos começar com o que talvez sea a revelação mais bombástica de todos! Sim, eu não cheguei a jogar nenhum Phantasy Star!! Acho que agora serei severamente punido pelo grão-mestre dos games retrô, Orakio. Só espero que ele não me obrigue a jogar todos os jogos do Superman até o final, isso seria desumano...=D Antes de mais nada, uma explicação: Apesar de não ser ista, sempre tive consoles da Nintendo. Primeiro foi um dos clones do NES (no caso, o Super Charger, cópia fiel do Famicom), depois um Super Nintendo, infelizmente passei batido pelo Nintendo 64 e o Gamecube, e, muitos anos depois, um Game Boy Advanced e um Nintendo DS. Só mais recentemente é que adquiri um console da SEGA, no caso, um Dreamcast (e digo que foi uma das minhas melhores aquisições). Sendo assim, apenas conhecia o jogo de nome. E, mesmo na era atual de emuladores, confesso que desbravei muito mais os games mais obscuros do 16-bits da Nintendo, deixando o Mega Drive e o Master meio que deixados de lado. Esse é um equívoco que estou aos poucos consertando, mas ainda assim, mantenho essa mancha enorme na minha formação gamística. Mas prometo que consertarei isso o mais rápido possível (Será que o Orakio me livra do castigo agora?? =D).
2) Games da Telenet - Muito por conta dos motivos descritos acima, também não lembro de ter jogado algum game da Telenet. Provávelmente eu estou enganado em relação a isso, mas é no mínimo curioso que não me venha nenhum game dessa empresa na minha mente. E o pior de tudo é que, ao ler as maravilhas que o Orakio e o Sabat descrevem sobre os games dessa empresa (Série Valis, ElViento, Gaiares, Earnest Evans, etc...), me sinto um imcompetente, um imprestável, um pária do mundo dos games, por não conhecer essas maravilhas. Mas prometo que jogarei todos eles antes que eu parta dessa para melhor...
3) Super Mario 64 - Bom, acredito que, nesse exato momento, vários velhinhos retrôs sofreram um enfarto depois dessa revelação. =D
Confesso que aí têm um pouco de birra minha. Para falar a verdade eu até cheguei a ter alguns minutos de contato com esse game, mas, por mais absurdo que possa parecer, não consegui me adaptar a jogabilidade 3D dele. Sei lá, depois de anos e anos debulhando todos os games do rechonchudo encanador italiano, sempre sendo em duas dimensões (ou perspectiva isométrica, no caso de "Super Mario RPG"), eu não consegui durar muito tempo quando parti para o sistema 3D. E, desde então, nunca mais retomei a me aventurar a jogá-lo.
Acho que, depois dessa revelação, o pouco de respeito que tinha no mundo retrô deixou de existir...=D
4) Série Dragon Quest - Para aqueles que são bem mais novos, houve uma época que Square-Enix não nasceu Square-Enix: antes, os dois nomes representavam, na verdade, duas rivais, cada uma com as suas armas. No caso da Square, Final Fantasy (que foi totalmente debulhada - pelo menos, até o IX - por esse que vos fala), E no caso da Enix, Dragon Quest, que, apesar de ser um fenômeno na terrinha de olhinhos puxados, nunca fez muito sucesso no Ocidente. Decerto que, naquela época, era muito mais fácil (eu diria ABSURDAMENTE mais fácil) encontrar a o multi-platinado da Square. Mas, mesmo com as facilidades atuais, ainda não me aventurei na saga da Enix. Provávelmente devo sanar esse pecado gamísitico ainda esse ano.
5) Série Star Wars (SNES) - Apesar de adorar a saga Star Wars, e de já ter atestado a qualidade da Lucas Arts em outras mídias (até mesmo em outros games), nunca cheguei a reviver a saga de Luke Skywalker naquela galáxia distante de muito tempo atrás. O pior é que, na época, a saudosa locadora na qual era sócio quase que VIP (uma vez que quase todo dia eu estava lá, além de ter consumido quase todo o dinheiro dado pelos meus pais nela..), os respectivos cartuchos da série estavam lá, convidativos, quase que suplicando para que eu os levasse. Mas era sempre outro jogo que me saltava aos olhos. E isso, de certa forma, ainda acontece nos dias de hoje, com toda a biblioteca do SNES (ou, pelo menos, uma boa parte dela) a disposição. Talvez eu ainda não esteja pronto para ser um cavaleiro Jedi. Bom, ainda têm outros pecados gamísticos, mas acho que já está de bom tamanho! Até pelo fato de que, caso eu revelasse mais alguns, eu começaria a temer pela minha integridade física! =D Mas seria interessante que vocês (2) leitores também revelassem quais os seus pecados gamísticos. O Orakio já revelou que nunca jogou Top Gear (E eu usarei isso caso eu seja convocado para uma audiência entre os grão-mestres da "Academia de Games Retrô", sob a acusação de "Blasfêmia e Difamação", pelo fato de ter lacunas tão gritantes na minha formação...=D)! E vocês? Possuem algum pecado gamístico que guardaram como um segredo a sete chaves até hoje? Descrevam sobre ele nos comentários, vamos dividir nossos esqueletos no armário juntos, tal qual Católicos em um confessionário. Garanto que vocês se sentirão bem melhor depois de retirar esse peso das costas!!=D
Até a próxima e bons games a todos!!
Edit: Diante do sucesso do tema entre a blogosfera gamer (com direito a um outro blog, o First Stage, com um post semelhante), resolvi transformá-lo em um meme. Sendo assim, conido os seguintes blogs a compartilhar com toda a blogosfera retrô os seus maiores pecados gamísticos:
- Dingoo BR; - Retrofantasy; - Retroplayers; - Gagá Games; - GLStoque; Os blogs participantes podem repassar o meme para outros blogs, assim todos terão revelados os seus pecados, e todos ficarão felizes (e não serei o único a ser apredejado por aqui)! =D
Atualização: Bom, passado mais de um mês, eu não imaginava que esse meme faria tanto sucesso. E isso eu devo agradecer a todos os que abraçaram a idéia e participaram, mas especialmente para o cara do GLStoque, que deu um gás tremendo a esse meme. Olha só como o confessionário ficou cheio:
Ao mesmo tempo eu estou emocionado (por essa adesão tão grande) e assustado (temos muitos mais pecadores do que imaginávamos, somos todos uns farsantes...=D).
Mais uma vez, muito obrigado, de coração mesmo, a todos que aderiram ao meme e fizeram dele esse sucesso. Porra, até o lendário Orakio do Gaga Games participou!!! E para aqueles que ainda não participaram, ainda podem se juntar a esse bando de pecadores. Podem confessar, eu sei que vocês possuem alguns pecadinhos escondidos.=D
Ah, e aqueles que já confessaram os seus pecados (eu incluído), não deixem de participar da novena gamísitica que purificará de todos eles. Para saber maiorese detalhes, vá lá no blog GLStoque, a partir desse link aqui.
Até a próxima (de novo) e bons games (de novo) a todos!!
Mais um carnaval chegando...E com ele mais um post do GAMERETRÔ!!!
Nesse pouco mais de um ano de blog (com apenas 33 posts... Que vergonha!!) comentei sobre inúmeros jogos, dos mais variados gêneros. Entretanto, ainda não comentei sobre jogos de corrida. Não porquê eu não goste do gênero, muito pelo contrario. Bom, mas esse involutário tabu se encerra hoje. O jogo em questão não se trata de um simulador de F-1, nem um Ayrton Senna's Super Mônaco GP, ou de F-Indy, ou mesmo um Rally percorrendo diversas pistas no Mundo. No jogo em questão, corremos com bólidos construídos com tecnologia ultramente avançada para percorrermos várias pistas no UNIVERSO! Sim, no Universo!!! Duvida? Então apresento a vocês....
1) Nome do jogo - Top Gear 3000
2) Plataforma - SNES
3) Datas de Lançamento - EUA - 27 de Abril de 1995 Japão - 28 de Abril de 1995
4) Produtora - Gremlin Graphics
5) Distribuidora - Kemco
6) Gênero - Corrida
7) História (Tradução livre e adaptada do manual de instruções que acompanha o cartucho) - O Ano é 2962. Cinco séculos passaram desde a XVII Guerra Mundial, que devastou a maioria dos planetas colonizados da Via Láctea. O conglomerado galáctico de planetas unificados, controla o departamento de entretenimento (Bureau of Reasonable Entertainment), conservando uma era de aparente calmaria, sem maiores exaltações ou protestos de todos os habitantes que povoam as 12 estrelas que estão sob a sua jurisdição.
Entretanto, ainda se podem encontrar alguns habitantes que resolvem combater o marasmo em que se encontram, e que promovem uma baderna generalizada em todos os sistemas. Para esse elementos, só há apenas uma solução para o efadonho e tranquilo século XXX: The Top Gear 3000 Challenge! Uma vez a cada século, os mais bravos e habilidosos competidores resolvem competir nesse campeonato interplanetário em busca da glória!
8) Impressões Pessoais - Os jogos de corrida remotam desde a década de 80. Muitos old-gamers tiveram suas primeiras experiências em jogos como "Enduro", no Atari, ou "Pole Position", nos fliperamas. Esses dois jogos foram os primeiros da lista durante muito tempo. Mais tarde, já com os sistemas 8-bits, o NES comandava a jogatina com clássicos como "Excite Bike". Já a era 16-bits foi bastante prolífica em termos de jogos de corrida (com você pode comprovar aqui e aqui), onde a grande maioria primava por uma jogabilidade mais arcade, já que os seus respectivos hardwares ainda não proporcionavam todos os requisitos para jogos mais realísticos.
Dentro desse mundo de jogos, a Kemco resolve lançar em 1992 Top Gear. Considerado por muitos o melhor jogo de corrida do SNES (e um dos melhores jogos do console), o jogo não tardou muito a alcançar os píncaros do sucesso. Muito do seu sucesso deve-se a jogabilidade arcade bem calibrada, e também a clássica trilha sonora do jogo. Um ano depois, foi lançada a continuação, "Top Gear II", que, surpreendentemente, trazia uma jogabilidade um pouco mais realista, além da possibilidade de fazer upgrades em seu bólido motorizado com grana ganha durante as corridas. Entretanto, esses dois primeiros jogos, apesar de serem ótimos, eram apenas os preparativos para a verdadeira obra de arte da série...
Assim, em 1995, veio o supra-sumo da série, Top Gear 3000. Aqui a Kemco (junto com a Gremlin Graphics) resolve radicalizar de vez a série, transportando-a a mais de 1000 anos depois, com uma corrida pela Via-Láctea, com direito a vários upgrades fodásticos para o seu bólido interplanetário como motores movidos a fusão nuclear, kits de armadura a base de cobalto-titânio, e uma caixa de marcha feita de um tipo especial de polímero líquido, fazendo com que os seus carros cheguem a velocidades absurdas (eu já cheguei a mais de 900 Km/h).
Essa mudança radical fez com que alguns torcessem o nariz para a discrepância em relação ao "realismo" do jogo anterior. Mas muitos outros (eu incluído) passaram a realmente gostar e conhecer a série a partir desse título.
Outro ponto que merece atençãosão os gráficos. Especialmente em relação ao design das pistas, já que muitas delas contavam com várias bifurcações e caminhos alternativos. Para poder processar essas gráficos mais rapidamente, sem que houvesse perda da sensação de velocidade proporcionada pelo jogo (que, acredite, é uma das melhores do gênero,só comparável a F-Zero), o jogo dispunha de um chip especial, o DSP-4 (Digital Signal Processor). Com isso, as pistas (especialmente as bifurcações) poderiam ser geradas sem queda de frame rate, aumentando, assim, a imersão do jogador.
A trilha sonora também é digna de nota. Se não é tão memorável quanto ao do jogo original, ela não faz feio, sendo de altíssima qualidade. Os efeitos sonoros também são excepcionais, simulando muito bem os sons de uma corrida (ainda que seja uma corrida futurista), fazendo com que o jogador mergulhe de cabeça no jogo. A prova disso é que, para escrever essas parcas palavra fiquei uma tarde inteira jogando, chegando ao final do jogo no hard mode (são 37 pistas ao todo), sem me cansar em nenhum momento. E não é a primeira vez que faço isso!
Por tudo isso, Top Gear 3000 é o jogo definitivo de corrida para o SNES. Foi uma jogada ousada da Kemco virar de ponta-cabeça a sua série de corrida, mas que rendeu um dos títulos mais divertidos para o console.
E lá vamos nós para o primeiro post efetivo de 2009!
E nada melhor para iniciar esse ano do que abandonar um pouco os "posts temáticos" e voltar ao modelo dos meus posts iniciais, até porquê ainda temos vários jogos antigos que ainda não receberam um comentário a altura por aqui. Sendo assim, os (cinco) leitores daqui desse blog pdoem esperar mais comentários de jogos antigos durante esse ano (bom, pelo menos tentarei cumprir essa promessa XD).
Bom, como vocês já devem ter percebido pelo título, falarei hoje sobre um jogo de luta. Aliás, gênero esse que teve o seu ápice no Brasil justamente na década de 90, tanto nos arcades quanto nos consoles. E o culpado desse sucesso todos sabem qual foi: Street Fighter II! Depois dele, vieram vários outros tentando beliscar um pouco do sucesso dele. Alguns até inovaram em alguns aspectos, mas nenhum deles conseguiu chamar a minha atenção. Até que, já no período final do SNES, em 1995 (um ano antes já havia sido lançado a versão Arcade), uma empresa que já mostrava a sua qualidade com Donkey Kong Country, a ponto de se tornar uma "second-party" da Nintendo, lança um jogo que fez os meus olhos brilharem, e que, a partir daquele momento, acabou até recebendo mais atenção que Street Fighter. Com vocês...
1) Nome do jogo - Killer Instinct
2) Plataforma - SNES
3) Datas de Lançamento - 1 de agosto de 1995
4) Produtora - Rareware
5) Distribuidora - Nintendo
6) Gênero - Luta
7) História - A história de Killer Instinct começa num passado distante, onde ocorre no mundo uma guerra de proporções titânicas. Dois lordes da guerra travavam uma batalha terrível entre si, onde muitas pessoas eram mortas, exércitos eram destroçados e o mundo era colocado a prêmio. Decididos a acabar com isso, um grupo de heróis enfrenta bravamente os dois lordes inimigos, e criam um feitiço que sela os dois titãs no limbo. Temporariamente, a paz voltou a reinar. Do passado, passamos a um futuro caótico e não tão distante da nossa era. A poluição tomou conta do meio ambiente, os governos caíram; agora o mundo é controlado por mega-corporações que se enfrentam e se destróem pelas riquezas do planeta.
Nesse contexto, sobressai-se uma mega-corporação: Ultratech. Ao invés de entrar em conflitos diretos com outras corporações, a Ultratech se mantém vendendo armas avançadas para as corporações se destruírem. Mas a Ultratech não domina o mundo apenas através da venda de armas, mas também através da mídia: sua divisão de entretenimento produz o maior fenômeno televisivo do planeta: o torneio Killer Instinct, que ainda serve como campo de testes para as armas da Ultratech. Nesse torneio, promete-se aos vencedores tudo o que eles quiserem, mas nem sempre garante que a promessa será cumprida. Enquanto os perdedores sofrem um destino cruel nas mãos da empresa.
8) Impressões pessoais - Como já foi dito no texto introdutório, minha vida gamística nos jogos de luta se iniciou (assim como para 99,99999999999999999999% dos games com idade entre 15 e 35 anos) com Street Fighter II. E, desde que o jogo surgiu, nenhum outro jogo de luta conseguiu despertar o meu interesse. Mortal Kombat, apesar da novidade com o Motion Capture e também os fatalites, tinha uma jogabilidade horrível na minha opinião, além do único apelo sanguinolento; Art of Fighting era simplesmente uma cópia de Street Fighter (prevejo que vão querer me empalar vivo depois desse comentário), assim como os outros jogos de luta da SNK (talvez a única exceção seja Fatal Fury); The King of Fighters, por ser uma junção de todas as sérires de luta da SNK, também não me interessou. Isso só para ficar nas mais conhecidas. Até que, no começo do ano de 1995, na barraca de fliperamas da rodoviária onde eu pegava o ônibus para ir para o colégio (detalhe, a barraca ainda existe!!!) eu encontro isso:
Nem preciso dizer que imediatamente fui enfeitiçado pelo jogo dinâmico, com gráficos arrebatadores e, o mais importante, pelo sistema de combos como base de sua jogabilidade, que, até onde eu saiba, era inédito na época. Bom, nesse dia, cheguei (muito) atrasado no colégio. E, desde esse dia, eu dedicava um pouco do meu tempo (e do meu dinheiro) a esse jogo.
Meses depois, ao comprar a minha edição mensal da saudosa Ação Games, vejo a notícia de que o jogo iria ter uma adaptação para o SNES. Logo de cara eu pensei: "Impossível!! Nunca que o SNES conseguiria ter um jogo desse nível! Acho que nem o Playstation conseguiria fazer um jogo desses!!" Bom, ainda bem que o pessoal da Nintendo tem os seus próprios consultores, e não dariam ouvidos a um neguinho baixinho de 15 anos. E, assim, em agosto de 1995, ocorre o lançamento da versão para SNES. E qual não foi a minha supresa ao ver que a adaptação foi extremamente fiel, sugando ao máximo as capacidades do console.
Duvida, então veja esses vídeos comparativos entre as duas versões:
1) Video de um speedrun para versão Arcade (emulada no computador) com o personagem Jago:
2) Vídeo de um speedrun para a versão SNES com o mesmo personagem:
Como podemos ver, dadas as respectivas diferenças de cada plataforma (no arcade, era utilizado a engine Ultra64, que ofi a base para o Nintendo 64), a conversão foi simplesmente sensacional. Diria até mais: foi uam das conversões mais fiéis que eu jpa vi. Os gráficos, apesar de claramente inferiores, compartilhavam a mesma base do arcade, a jogabilidade era a mesma, tinhamos todos os movimentos (golpes, combos, ultras, fatalites, etc.) do arcade, enfim, tudo que o aquele jogo maravilhoso proporcionava no arcade estava ao alcance de quem tinha um SNES. Não é preciso ser advinho para perceber que todo o meu vício foi transferido agora para a adaptação.
Mas o maior atrativo do jogo eram os combos. Antes de Killer Instinct, os jogos de luta baseavam-se em golpes normais (socos, chutes, etc.) e em golpes especiais, acionado através de combinações entre movimentos com o direcional e os botões de soco/chute. Dependendo de sua habilidade/rapidez de raciocício/intimidade com o jogo, era possível linkar alguns desses golpes, formando, assim, combos. Entretanto, os combos não eram a base dos jogos de luta. Até surgir Killer Instinct.
Tda a jogabilidade de Killer Instinct era baseada em combos, que eram acionados a partir da combinação de alguns movimentos feitos através da combinação direcional/botões. E, como tinhamos vários golpes, tínhamos uma variedade de combos inacreditável para a época (e ainda hoje também). Não era important apenas derrotar o seu adversário, era necessário fazer isso com o combo mais estiloso (ou mais devastador) possível, para vencer com estilo.
Mas calma! Havia uma maneira de você não ser humilhado levando tantos combos:
O jogo continha o chamado "Combo Breaker", que era um movimento (único para cada personagem) que permitia cancelar o combo do adversário, poupando-o da humilhação pública (tá, exagerei!). Isso tudo deixava o jogo bastante dinâmico e divertido.
Cada combo recebia um nome que depende do número de golpes realizados consecutivamente (Hits):
Triple Combo: 3 Hits
Super Combo: 4 Hits
Hyper Combo: 5 Hits
Brutal Combo: 6 Hits
Master Combo: 7 Hits
Awesome Combo: 8 Hits
Blaster Combo: 9 Hits
Monster Combo: 10 Hits
King Combo: 11 Hits
Killer Combo: 12 ou mais Hits
Ultra Combo: 20 ou mais Hits
Ultimate: É um combo especial que qualquer pessoa com o movimento certo pode executar.
Os combos até o Killer Combo poderiam ser executados em qualquer momento da luta. Já o Ultra Combo ( o combo mais devastador, com 20 hits), só podia ser executado quando a energia do adversário estava vermelha e piscando. Nem preciso dizer que todos que jogavam procuravam finalizar a luta com esse movimento. E, como era permitido linkar o Ultra Combo com um combo normal, surgiam combos devastadores de 20, 30 e até 40 hits!!!!
Duvida de novo!!??? Então veja com os próprios olhos:
1) Jago - 33 Hits
2) Glacius - 33 Hits
3) Orchid - 41 Hits
4) TJ Combo - 33 Hits
5) Cinder - 37 Hits
6) Spinal - 33 Hits
7) Thunder - 37 Hits
8) Sabrewulf - 36 Hits
9) Riptor - 34 Hits (desculpem a má qualidade do vídeo, foi o único dele que achei!)
10) Fulgore - 34 Hits
Detalhe que eu postei os vídeos que não exploram glitches absurdos, já que, abusando dos bugs presentes no jogo, é possível obter 80 FUCKING ULTRA COMBO HITS!!!!
Por todos esse predicados, Killer instinct, apesar de não ter a mesma pompa de um Street Fighter ou mesmo de um The King of Fighters, têm o seu lugar garantido no hall da fama dos jogos de luta. Por conta de sua jogabilidade dinâmica e sistema até então inédito de combos (vários jogos lançados depois dele passaram a incorporar esse sistema), esse jogo se tornou um dos meus preferidos até hoje! E, posso dizer com propriedade, que ainda demrará muito para surgir outro que causasse tanto espanto e inovação quanto ele causou.
Voltamos, e desta vez com menos de duas semanas de prazo! :D
No último post, vocês acompanhar a primeira parte dos meus 10 momentos mais catárticos, mais PQP, mais WTF, mais OMFG (quantas siglas...) da minha vida gamística. Tivemos desde as primeiras memórias desse que vos fala em relação aos videogames, passando por finais de jogos, e até mesmo o dia em que eu fui mais rápido e eficiente que uma revista especializada em games. Mas esses foram "apenas" alguns aperitivos. O prato principal será servido agora...
OBS.: Alguns comentários podem conter SPOILERS gigantes sobre s jogos (assim como os vídeos presentes). Portanto, se você ainda não jogou algum desses jogos, e não gosta que te contem o final dos jogos, não entre. Depois não diga que eu não avisei...
5) Axelay ( o jogo inteiro)
Pensaram que esse top só teria jogos de ação e de RPG??? Nada disso!!!!
Apesar de já ter jogado outros jogos do estilo (e falei sobre algus deles aqui e aqui), o primeiro que me realmente me pegou de jeito foi Axelay. Seja pelos gráficos fntásticos, pela mecânica de jogo bem feita, pelo scroling variável, pela trilha sonora maravilhosa ou mesmo pela dificuldade crescente, essa obra-prima da Konami com certeza figuraria entre os três melhores jogos do SNES (sim, superando Super Mario World!!!). E chegar ao final desse jogo fantástico foi um dos ápices da minha carreira gamística.
Ainda duvida?? Então veja os videozinhos aí embaixo e diga se o jogo não é foda!!!
4) Killer Instinct + Ultra 64 = OMFG!!!!!
Deixa eu contar uma coisa a vocês: eu até gosto de jogos de luta, mas são apenas dois que me fazem perder as estribeiras (e nenhum deles é Street Fighter ou mesmo Mortal Kombat): a série Soul Calibur, a.k.a. o jogo de luta mais tecnico feito pela Namco (chupa essa, Tekken!!!!! :D) e Killer Instinct. Entretanto, não conheci o referido jogo através do maravilhoso port feito para o SNES, mas através do próprio jogo original, de fliperama, feito com a saudosa placa Ultra 64 (a mesma de Cruisin USA)!!! E a minha sensação ao experimentar aquele jogo foi simplesmente indescritível!! Foi a partir daí que comecei a dar uma atenção maior aos jogos de luta.
Como sempre, dêem uma olhada nos vídeos abaixo para ver do que o bicho era capaz! Tudo bem que o cara que está jogando é muito ruim (ganharia fácil ele...:D), mas apreciem o visual e não a habilidade do jogador. :)
Aviso: Grandes Spoilers aparecerão a partir de agora!!!! Cuidado!!!!!!!!! Se você ainda não jogou os jogos citados abaixo (Meu Deus, em que mundo você vive????), e deseja saber dos acontecimentos por conta própria, não ultrapasse essa linha!!!!!!!!
Caso vocês já tenham jogado lguns RPG's da era dos 8 e 16 bits, perceberam uma qualidade que até hoje é inexpugnável: Os persoangens principais desses jogos, salvo algumas exceções, conseguem ser carismáticos e transmitir todas as emoções necessárias sem ao menos falar uma palavra. E, desses personagens, o meu preferido era Chrono, o garoto que, junto com os seus amigos de várias eras viajam no tempo para derrotar Lavos e impedir a destruição do Mundo. Já falei em edições anteriores o quanto esse jogo é maravilhoso, sobre o Dream Team reunido para fazê-lo, e não nego para ninguém que fiquei mais feliz que pinto no lixo com o anuncio do remake para o Nintendo DS.
Diante disso, faço uma pergunta a vocês: "Qual seria a sua reação quando, jogando com aquele seu RPG preferido, acontecesse isso com o seu personagem que você tanto ama?
Esse foi um dos momentos em que eu chorei como uma criança. E depois ainda dizem que os videogames não podem emocionar, que não são uma forma de arte!!
2) A Morte de Aeris
O meu segundo personagem prefeiro em RPG's era a Aeris, de FF VII. Curiosamente, não ia muito com a cara do Cloud, achava ele indigno de ser um personagem principal, tanto é que ele não fazia parte do meu grupo principal (Barrte, Yuffie e Cid). Mas a Aeris, ah, a Aeris...Desde a sua primeira aparição aquela vendedora de flores me cativou. Na primeira vez que joguei FF VII, passei o primeiro cd inteiro com ela no grupo, desenvolvendo as suas habilidades, encontrando as melhores armas, desenvolvendo os seus Limit Breaks (até o Limit 4-1 eu consegui para ela), enfim, estava cuidando muito bem dela.
Até que, no final do primeiro cd, acontece isso...
Sério, poucas vezes (talvez apenas com o Kefka em FF VI) eu senti tanta raiva de um vilão dos games como nesse momento. Vocês imaginam um adolescente de 16 anos vociferando palavrões para a TV, com o dedo em riste, dizendo: "Tu vai morrer!!! Tu vai morrer!!!"!?? Pois é, essa foi a minha reação. Mais do que isso, foi a minha verdadeira motivação para chegar ao final do jogo: poder ter o prazer de chutar os bagos daquele magricela branquelo de meia-tigela!
E, sem mais delongas ( O Quê? Pensaram que iria ter suspense, recapitulação, coisas assim??Nada disso!!!), temos o momento mais catártico da minha história gamística:
1) Super Metroid (Final)
Vocês já devem estar cansados de ler sobre o quanto eu acho "Super Metroid" maravilhoso, do quanto Samus Aran é fodona (além de ser uma femme fatale de respeito), do quanto esse jogo mudou a minha vida, e yada yada yada...Mas, como estmaos falando dos melhores momentos da minha vida gamística, nada mais justo eu colocar o melhor final do melhor jogo existente como o primeiro lugar. Vejam o vídeo aí em cima e me digam se não é foda!!! Agra imaginam a minha reação quando eu terminei esse jogo?? Foi por essas coisas ( e outras já ditas) que "Super Metroid" estará para sempre como o número 1 em matéria de games para mim!!
Bom, pessoal, é isso. Provávelemente muits acharão essa lista um disparate, dirão que ficaram faltnado vários momentos, que "Super Metroid" é um jogo apenas mediano, entre outras coisas. Pois então, comentem sobre ela aqui em baixo. Melhor ainda, façam um top 10 nos mesmos moldes e publiquem aqui para a gente. Quem sabe você não lembre de algum momento que eu tenha me esquecido de citar...
Depois de um pequeno recesso, eis que o bom filho a casa (re)torna.
Bom, a indústria dos games é relativamente nova, mas só a partir da década de 80 que ela começou a se estabeleceu no mercado. Sendo que só a partir de meados da década de 90 que ela começou a ser considerada um setor tão importante quanto, por exemplo, ao cinema. Isso em virtude, principalmente, aos avanços tecnológicos aliados as mentes criativas dos designers de gamers, que fizeram essa indústria ser o que ela é atualmente. E, nessas duas décadas de jogatina, muitos momentos catárticos foram proporcionados por essas máquinas maravilhosas. Momentos em que você simplesmente fala: "UHU!!!! Consegui!!!! (juntamente com palavrões, gritos inteligíveis e outras onomatopéias difíceis de descrever", ou ainda momentos tão emocionantes que você só consegue dizer:"Ca..ra...lho...". Bom, esse post será especial, com a primeira parte dos meus 10 momentos de catarse da minha história gamística.
Bom, vamos a eles:
10) O início da minha vida gamística
Claro que nesse top 10 não poderia deixar de citar o meu início da vida gamística. Meados da década de 80 (1987 ou 1988, não lembro tão bem do ano), eis que os meus pais me comprar um Super Charger (um dos "clones legalizados" da Nintendo que circulavam no Brasil na época), com o jogo Top Gun. A alegria foi tão grande que fiquei esperando ansiosamente o meu irmão instalar o videogame só para jogar incessantemente durante anos (ouvindo reclamações do meus pais quando eles queriam assistir o telejornal ou a novela).
Pena que não tenho esse momento gravado, mas, muito provávelmente, minha reação foi semelhante a essa:
9) Enfrentar Ruby Weapon em FFVII
Não podemos falar de momentos mais WTF da história gamística sem mencionar FFVII (e esse jogo ainda será mencionado mais adiante). Um dos chefes mais casca-grossa em jogos de RPG's que já enfrentei. Claro que agora, com a internet mostrando 2376892690568903659 maneiras de se enfrentar o Ruby Weapopn, e 148070923406948795 combinações de matérias que trucidam qualquer adversário em 2 segundos, parece muito fácil. Mas naquela época, em que eu jogava FF num PSOne do meu amigo (e sem detonados), era simplesmente FODA!!!
Só para você ter uma idéia da dificuldade de se enfrentá-lo, a melhor tática para você derrotá-lo era começar com dois dos seus personagens princiapis MORTOS. Ou seja, somente o Cloud (e com o seu Limit Breaker 4.1 ativado) deveria estar vivo no início da batalha. De resto, veja s 19 minutos de vídeo aí em cima e tire as suas conclusões...
8) Samus Aran era uma MULHER!!!
Outro momento clássico dos games. Qualquer um atualmente com mais de ...2 semanas no mundo dos games sabe dessa história, mas quando joguei Super Metroid no meu SNES (sim, conheci a pirata interplanetária no seu terceiro jogo) eu não sabia. E qual não foi a supresa ao presenciar na minha primeira morte no jogo que por trás daquela armadura amarela tinha uma MULHER! Mesmo naquela época não era tão comum termos como personagens principais de games mulheres (ainda mais se retirarmos da lista os RPG's e os games de luta). E pensar que esse foi o início da minha paixão platônica por essa obra-prima do mundo dos games.
7) Momento "Eu sou mais foda que o pessoal da revista"!!
Esse momento é engraçado. Estamos no ano de 199X, e vou a locadora onde costumava alugar os games de SNES (bons tempos...). Eis que me deparo com o mais novo jogo baseado nos personagens de HQ, Marvel Super Heroes. Pois bem, me interessei por ele e resolvi levar para a tradicional jogatina de final de semana. Gostei bastante do jogo, tanto que acabei zerando-o já naquele final de semana. Entreguei a fita a locadora no dia marcado e retomei a rotina da semana (aguardando ansiosamente mais um Final de semana para mais jogatina...).
Pois bem, chega o final do mês e, como sempre, as revistas de games lannçam as suas publicações do mês. Dou uma olhada na Ação Games da época e eis que me deparo com a seguinte reportagem: Extra! Detonado de "Marvel Super Heroes"!!! Em primeira mão temos o primeiro detonado desse jogo que acabou de ser lançado por aqui!".
Fiquei simplesmente estático por alguns segundos, não acreditando no que estava acontecendo. Depois, num rompante súbito de extrema alegria, falei com um dos meus amigos que estava do meu lado: "Olha isso!! Eu virei o jogo antes deles!!!! Eu poderia ter feito esse detonado!!!". Eu joguei o jogo exatamente na semana do lançamento (talvez até antes mesmo do pessoal especializado da Ação Games) e nem tinha me dado conta na época.
6) Chegar ao final de FF VI
Sim, eu sou um FF fanboy, e não tenho vergonha de admitir isso. Joguei todos os FF até o IX em seus videogames de origem, joguei também boa parte dos seus spin-off's, especialmente os Tactics (as mais de 50 horas de FFTA 2 comprovam a minha adoração) , e estou adquirindo todos os remakes que forma produzidos para o GBA e o Nintendo DS (no momento tenho o V e do GBA, mas comprarei em breve o III e o IV do NDS e o VI e o Dawn of Souls do GBA - ebay rules!!! :D). E, dentre os FF, o meu preferido com certeza é o VI. Os primeiros cenários; o encontro entre Edgar, Terra e Locke; Kefka, o melhor vilão de toda a história dos RPG's; as quests paralelas de cada personagem; a inesquecível "Opera House - Darkness and Starlight". Porém, o momento que escolhi para ilustrar o meu amor por esse jogo é a batalha final contra Kefka, ilustrado pela inigualável "Dancing Mad", que ilustra perfeitamente a mentalidade insana do vilão...
Caso tenham alguma dúvida, vejam o vídeo abaixo e disfrutem. Clro que no vídeo abaixo o chefe arece ser bem mais fácil do que vocês imaginariam, mas pensem nessa mesma batalha há 13, 14 anos atrás, sem internet e muito menos revista de dicas. Apenas a sua perspicácia.
O curioso é que eu terminei esse jogo não na minha casa, mas na casa de um outro amigo meu (é, vários momentos catárticos foram na companhia de meus amigos gamers :D), e foi simplesmente indescritível a sensação de ter completado o jogo. Dois adolescentes pulando insandecidamente e gritando: "Caralho!!! Viramos!!! Que Foda!!!!". E os pais desse meu amigo sem entender nada do que estava acontecendo.
Bom, por hoje é só. Semana que vem eu publico a segunda parte desse especial, com os cinco maiores momentos catárticos da minha vida gamística. Muita coisa boa virá!! Aguardem!!!
Earthbound. O que se pode falar desse jogo maravilhoso? Acho que o meu humilde vocabulário é incapaz de mostrar a vocês o que eu acho desse jogo. Mas vou tentar:
Lembra quando você era um garotinho que brincava na rua (ou uma garotinha que brincava de casinha)? Então, Earthbound é um jogo que me faz recordar isso. E eu salvaria esse mundo feliz (que foi destruido pela maior vilã: a Dona Realidade) com todas as minhas forças. (Sei que esse comentário é meio viajado, mas o jogo também é. E é deliciosamente viajado.)
Bom, após decidir o nome dos personagens, do seu cachorro, da sua comida predileta e da coisa mais legal do mundo, no surbúrbio da cidade de Onett do país de Eagleland, você toma o controle de um corajoso garoto com o nome Ness (ou Paul, José, Tonho, Sérgio ou até Yuri, como queira), que, numa madrugada, tem a família surpreendida com um barulhão - CATAPLUUUUM!- e, como todo grande e corajoso protagonista, depois de colocar aquela roupa listrada e o boné de vermelho (que é clássica por causa dos Smash Bros.) e de deixar o pijama de lado, vai checar o que houve e por que há essas sirenes tocando.
(Antes de mais nada aqui vai a dica, o botão L, no jogo, é o botão mais legal do universo todinho, porque ele executa o "Check" ou o "Talk to" rapidamente. Como eu sei, leitor, que você, como todo bom jogador, adora futricar nas coisas, vou admitir que você já sabe tudo sobre o menuzinho que aparece quando você aperta A, inclusive o "Check" e o "Talk to" (nem é muito difícil descobrir o que cada coisa é, é fácil! Juro!). Seja feliz e aperte L em tudo que ver, eu disse TUDO. Ah, sim, se você não sabe inglês, Earthbound é o melhor motivo que eu posso te dar para aprendê-lo, pois você está prestes a jogar um dos jogos mais engraçados já feitos e o com o humor mais interessante, sem sombra de dúvidas. )
Bom, você explorou tudinho, riu das falas dos policiais, conheceu Pokey, seu amigo vizinho (que me lembra o Cartman), e descobriu que não foi nada demais, foi só um meteorito que caiu ali na colina. Então, cansado, você voltou para casa onde sua carinhosa mãe o colocou pra dormir novamente. Se o jogo terminasse aqui, ele seria o maior fiasco dá história do cinema, então, como é óbvio, alguém faz uma "Annonying" batida na porta da sua casa. Você vai lá ver quem é que está te enchendo o saco a essa hora da madrugada e descobre que não é ninguém mais, ninguém menos do que Cart... digo, Pokey, seu amigo vizinho. Ele diz que o irmãozinho dele, Picky, foi passear no bosque mas se perdeu, em outras palavras, quando ele foi levá-lo para ver o meteorito. Você fica muito surpreso, terrivelmente preocupado, mas nem um pouco com medo, e vai, feliz da vida, procurar o Picky, logo após ter terminado de falar com seu pai no telefone. Ok, caminhadas no campo na madrugada costumam ser relaxantes, mas não quando cachorros loucos, cobras loucas e corvos loucos (esses corvos sorriem loucamente e bicam o seu olho, tome cuidado!) ficam querendo te matar (preste atenção nas ações do Pokey, pois elas são hilariantes).
Você deve ter enfrentado os bichos e pensou "Caramba! Esse cara tá tentando me fazer jogar esse RPG com esse ridículo sistema de batalha?".
Sim, estou. Admito que na primeira vez que você dá de cara com uma tela de batalha onde não aparecem os seus personagens, só o inimigo, é chocante, frustrante e até desanimador. Porém, conforme se vai tomando gosto pela coisa, percebe-se que Earthbound não é Earthbound sem esse jeito louco de se lutar, do mesmo jeito que o Mario não é o Mario sem o bigode ridículo dele, que aprendemos a amar devido aos longos anos de convívio. Não sei se esse será o seu caso, mas eu, devido a esse sistema, fico imaginando tudo o que é descrito. E me divirto pacas com isso.
Voltando: Você achou o Picky depois de procurar bastante e está o levando para casa, quando Pokey tem alucinações sobre um zumbido de abelha. Ele lhe pergunta se escuta alguma coisa. Pokey não estava ficando louco: de fato, havia uma abelha dentro do meteorito, ou algo parecido com uma abelha, que veio 10 anos do futuro. Buzz Buzz (esse é o nome da criatura, que, lembrando, não é uma abelha) explica que no futuro "all is devastation". Gyigas, o destruidor cósmico universal, mandou todos para o horror da escuridão eterna[sic]. Porém, reza a lenda do futuro que três garotos e uma garota irão derrotar Gyigas, mas ele te conta o resto depois. Amh... onde estávamos? Ah é! Você achou o Picky. Leve-o pra casa, oras. E lá, após ter escortado os irmãos Pokey e Picky, Buzz Buzz explica que você tem unir o seu poder com o da...Terra! MOTHER Earth! EarthBOUND!(sacou??) E que há oito locais que você deve visitar, chamados "Your Sanctuary", para você ter seu poder multiplicado e poder salvar o mundo do terrível, malvado e demoníaco Gyigas! E assim começa essa maravilhosa historinha.
Agora, coisinhas técnicas. O gráfico do jogo é fofinho, bonitinho e adorável. Você, quando pequeno, iria adorá-lo. Não há nada errado com a jogabilidade, pelo menos não pra mim. E com uma das melhores trilhas sonoras que já ouvi. As músicas de batalha seriam um grande sucessos nas maiores baladas, é impossível não ficar batendo o pé ou mexer a cabeça com elas. Outras são simplesmente inesquecíveis (existe uma que quase me faz chorar). Engraçados, carismáticos e inesquecíveis personagens. Vale a pena lembrar das cômicas falas do jogo (por exemplo: "A Beatles' Song: ---terday [YES] [NO]" hahaha). A história não é nem um pouco complexa, como devem ter percebido, mas desde Super Mario World eu já havia notado que uma história complexa não é um requisito para um jogo bom. Além disso, a trama de Earthbound é dotada de vários, repito: vááários Deus Ex-Machina, que são perfeitamente usados, deixando a história muito mais engraçada.
Eu sei, leitor, eu sei que essa minha indicação não te encheu de curiosidade, mas sou muito fresco a respeito de spoilers, e, infelizmente, considero quase tudo um spoiler. Não falo muita coisa, então (apesar de ter ficado meio grande... meio). Earthbound não se resume a esse textinho, e é bem mais engraçado que ele. Aos fanzóides, digo que o mestre Myiamoto supervisionou esse jogo. Aos mais decentes, digo que Earthbound se torna mais épico a cada passo de Ness, Paula, Jeff e Poo, personagens que você amará pelo resto da vida. Esse jogo tem algo mágico dentro dele que poucos, ou nenhum outro conseguiu me transmitir. Então afirmo, sem titubear, que esse é o meu RPG predileto, e um dos dez melhores jogos já feitos para SNES (e quem sabe para o mundo). Em suma...