sábado, 29 de agosto de 2009

40) A União entre dois expoentes do mundo NERD: os video-games e as HQ's

[Momento Galvão Bueno on] Bem amigos do GAMERETRÔ!!! Estamos aqui reunidos para mais um post desse blog da família retrogamer Brasileira!![Momento Galvão Bueno off]

Acredito que, se você têm a ousadia de acessar esse blog, você já é um gamer há algum tempo! E, se você é um gamer, provávelmente você também gosta de outras mídias intimamente ligadas ao universo "nerd" (sim, vocês todos são NERDS em maior ou menor grau e não adiantam negar!!!). Dentre elas, temos as revistas em quadrinhos, ou, melhor dizendo, as HQ's. E, nos últimos anos, as HQ's vem sendo bastante utilizadas como base de roteiros para inúmeros filmes. E, com isso, são lançados também os jogos licenciados (que eu já falei um pouco a respeito em um post anterior). Entretanto, apenas um jogo feito a 14 anos atrás para o Mega Drive utilizou da estética dos quadrinhos de maneira literal para criar não apenas um jogo, mas um dos mais criativos e sensacionais de todos os tempos! Sim, estou falando do...



1) Nome do jogo - Comix Zone

2) Plataforma - Mega Drive

3) Ano de lançamento - 1995

4) Produtora - SEGA

5) Distribuidora - SEGA

6) Gênero -
Beat'em Up


7) História - Sketch Turner, um desenhista e um músico de rock, está trabalhando no seu mais nova revista, surgida a partir dos seus recorrentes pesadelos, "Comix Zone", sobre uma invasão alienígena na Terra e a posterior criação de uma força de resistência. Um dia, Sketch estava trabalhando durante uma tempestade e um relâmpago atinge o seu apartamento, fazendo com que o vilão de sua revista - um poderoso mutante chamado Mortus - troca de lugar com Sketch, fazendo com que ele fique preso em sua própria criação. Mortus, agora com o controle da revista, cria todos os desafios inimagináveis para evitar que Sketch consiga voltar ao mundo real.

8) Impressões pessoais - Nesses quase dois anos, já falei de inúmeros jogos e temas! Inclusive já dediquei um post inteiro aos beat' em ups (relembre-o aqui)! E, nesse post, cometi a pachorra de esquecer esse clássico!!

Como eu mencionei no início do post, "Comix Zone" não foi o primeiro jogo envolvendo HQ's, mas foi o único (pelo menos é o que a minha mente danificada pelos anos de games!!) que coletou toda a mitologia envolvendo as revistas em quadrinhos e, em cima disso, criou uma história e uma estética totalmente original e única! Sem falar na cena de abertura, qque contava de maneira sensacional toda a história do jogo em 30 segundos. Vejam com os seus próprios olhos:



Mas um jogo não se torna um clássico com apenas 30 segundos! Após vermos a cena de abertura e iniciarmos o jogo, estamos diante de um excelente beat'em up!

Começamos pela parte gráfica: o jogo possuía o poder de fazer o jogador pensar que estava em uma revista em quadrinhos!! E isso não é uma hipérbole. Os gráficos do jogo eram simplesmente ótimos e, na minha modesta opinião, surpreendem até hoje. Como o jogo se passava dentro de uma HQ, cada fase era representada por um capítulo da revista, e cada tela era representada pelos tiras que temos em uma página de uma HQ's. Sem falar que os inimigos e os obstáculos que surgiam eram mostrados como se fossem desenhados pelo Mortus. Até mesmo os detalhes, como, por exemplo, as falas dos personagens, eram concebidas para que transmitisse a sensação de uma HQ.

Em todo um beat'em up, um dos itens mais importantes (se não o mais importante) é a jogabilidade. E "Comix Zone" não fazia feio nesse quesito. Além dos botões padrõs de soco e pulo (que já permitem alguns golpes especiais através das combinações desses botões com o direcional), como é bastante usual nos beat'em ups, o herói do jogo pode carregar até três itens. Um destes itens (o mais importante, aliás) é o seu rato de estimação Roadkill, que pode acionar locais e alavancas que o seu dono não alcança. Outra coisa muito legal da jogabilidade é que, segurando o botão de ataque por alguns segundos, Sketch rasga um pedaço da página e faz um aviãozinho de papel, atirando contra inimigos ou obstáculos. Esse movimento, porém, consome um pouco de energia. Ou seja, a interatividade com cenários, que é tanto alardeada nos últimos anos, já existia na era 16 bits!! XD

ATENÇÃO!!! SPOILERS A FRENTE!! CUIDADO AO ULTRAPASSAR A LINHA ABAIXO!!!

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Uma outra coisa interessante do jogo é o fato dele permitir dois finais diferentes, depedendo de como termina a luta final. No bom final, Sketch deve derrotar Mortus e livrar Alissa em tempo. Os dois conseguem escapar de Comix Zone e a revista se torna a mais vendida de todos os tempos, Alissa se torna chefe de segurança das forças armadas e Roadkill ganha uma montanha de queijo. No final ruim, Sketch escapa da revista mas não consegue salvar Alissa, que morre e Comix Zone é destruída, a imagem final mostra Sketch re-desenhando tudo e re-vivendo o vilão Mortus, na esperança de conseguir um final melhor. Isso só ratifica o quanto a SEGA estava preocupada em proporcionar uma melhor experiência possível para o jogador (pena que esses bons tempos dela estão demorando a voltar...)

O mais incrível é que esse é um jogo que muitas pessoas não conhecem (bom, pelo menos eu conheço pouquíssimas, caso alguém conheça, manifeste-se!!XD) , o que só atesta que a era 16 bits foi a época de ouro dos videogames, onde eram lançados uma obra-prima diariamente (hoje eu estou inspirado para hipérboles!! XD). Portanto, fica aí para o pessoal mais uma dica de um bom jogo que, mesmo sendo antigo, possuem características que, até hoje, são inovadoras (especialmente no que diz respeito a sua ambientação), o que prova que os designers de antes eram mais criativos do que os de hoje em dia (mas esse é um assunto que guardarei para um próximo post..)

Até a próxima e bons games a todos!!!

9) Fotos do jogo





5 comentários:

Emílio disse...

caraaaaaaaaaaaio véio!

valeu memo cara, vc desenterrou esse game da minha memória.

eu lembro que quando esse game saiu eu era criança e vi uma matéria dele numa revista Ação Games, ou SuperGamePower, sei lá.

na época fikei na sede pra jogar essa parada pq sempre curti quadrinhos tb e essa seria a união de duas coisas que eu curtia muito: quadrinhos e games.

nem lembrava mais desse jogo, cara. to no trampo agora, mas acabei de baixar a ROM e o emulador de Mega Drive (Sega Genesis na verdade, né) e joguei até passar a primera fase.

Caralho, que jogo bem loko.

Valeu memo irmão. Visita meu blog lá tb:
gamersolitario.blogspot.com

porra, hj a noite vou escrever sobre esse jogo.

abraço!

A.L.A.S. disse...

Fala Cara!

Nossa, que bom que o meu humilde texto provocou esse momento catártico em você, cara! Fico feliz que tenha acontecido isso!

E o jogo é maravilhoso mesmo, assim que eu rejoguei ele há algumas semanas eu falei a mesma coisa que você: Tenho que escrever algo sobre ele!!

E pode deixar que eu visito seu blog de vez em quando rapaz!

Abraços

Anônimo disse...

Ouvi dizer que esse jogo é difícil... mas não difícil normal, sabe, difícil de fazer vc querer cometer suicídio.

Schneider disse...

E como esse game pode ser esquecido? Foi um dos meus favoritos na época de garoto! eu tinha o cartucho^^ me deu vários anos de diversão!! Hoje jogo no psp!!! (pena que a versão de GBA deixou a desejar)

Jose LopeS disse...

Nossa grande jogo, nuna zerei mas axo foda esse jogo especialmente a critividade e os graficos