sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

43) É RetroNatal (Um pouco atrasado, mas o que vale é a intenção...=D)!!!!

E depois de dois meses, estamos de volta!!!

Aliás, parece até que essa pausa foi feita de propósito. O meu último post foi graças a um especial de Halloween organizado pelo Retrobits, e, agora, dois meses depois, organizo mais um post envolvendo uma data comemorativa, além de ser um meme entre vários blogs. Sim, pessoal, estou falando do...

Isso mesmo!! Teremos um post sobre o Natal aqui (ainda que um pouquinho atrasado, hehehe...)!!! Aliás, um dos motivos do atraso desse post (além de eu ter passado o Natal fora da minha casa, sem nenhum contato com a Internet) é o fato de não existirem muitos jogos nessa linha. O único que eu conhecia, foi citado. Duas vezes ( a segunda ano passado). Depois de muito tempo procurando na net, me lembrei de um conto clássico de natal bem famoso lá nos EUA, e que já tinha virado um (péssimo) filme.


Exatamente!! O conto escrito por Dr. Seuss (pseudônimo de Theodor Seuss Geisel, escritor e cartunista norte-americano) sobre uma criatura verde que se veste de Papai Noel para roubar todos os presentes da cidade por odiar a época. Com toda a certeza, ele tinha sido adaptado para os games.

Percebido isso, após mais uma busca (desta vez rápida) no "Pai eletrônico dos burros" (a.k.a. Vocês Sabem Quem...), descobri que não foram feitos apenas um, mas QUATRO jogos para plataformas diferentes (PC, Dreamcast, Playstation e Game Boy Color) em 2000 (justamente na época de estréia do filme, o que indica mais um caso de "jogo baseado em um filme que foi baseado em um conto/livro"). Além disso, sete anos depois, um novo jogo baseado no conto foi feito, desta vez para o Nintendo DS. Como o tempo era demasiadamente curto para analisar todos os cinco jogos, além do fato desse ser um blog retrô, comentarei sobre a versão feita para o Game Boy Color.


O jogo é bem bizarro: basta dizer que ele lembra Pac-Man, só que, no lugar das pílulas, você têm os presentes, e no lugar dos fantasmas, você têm as pessoas (não, o Grinch não come elas depois de um power-up...XD). Para cada estágio, você deve coletar um certo número de presentes em um determinado tempo. Há alguns itens extras que podem ser coletados, que podem deixar você mais rápido ou com um tempo extra para concluir a fase.


O curioso é que as fases, ao que parecem (só joguei até o estágio 2-4), são alternadas: nas fases pares jogamos com o Grinch em pessoa (ou melhor dizendo, em ser...XD) e nas fases pares jogamos com o cachorro dele. Enquanto que o Grinch pode usar bolas de neve como arma, o seu fiel amigo canino pode pular por cima de seus inimigos da mesma espécie. Uma outra habilidade que cada um dos personagens possui (e que é bastante útil em várias situações) é se abaixar, o que permite a passagem em locais de difícil acesso. O curioso é que o cachorro, mesmo tendo a habilidade de saltar obstáculos móveis (no caso, aqueles que o perseguem), não consegue saltar uma mísera mesa ou uma árvore de Natal caída no chão. Vai ver ele têm medo de seres inanimados, ou algo parecido... A jogabilidade até que é boa, exceto quando algum inimigo o vê: nesse momento, o seu personagem fica ensandecido (assim como o inimigo que o viu) e a velocidade sobe vertiginosamente (o que torna a escapatória, em alguns momentos, um tanto quanto complicada). Os gráficos são até que legais, bem feitos e a parte sonora é apenas OK (claro, dentro das limitações do Game Boy).


Enfim, dá para se distrair enquanto a ceia de Natal não fica pronta.

Com isso, fica aqui a minha participação (que contou muito mais o martírio para encontrar um jogo natalino do que as impressões sobre o mesmo, mas tá valendo...XD) nesse Retro Natal (atrasado, mas o que vale é a intenção. Hoje estou cheio de desculpas, ehhehehe...XD). E, quero aproveitar esse que será o último post do ano para desejar um Feliz Natal (ainda é dia 25, então tá valendo - eu juro que paro com as desculpas a partir de agora!! XD) para todos os (2) visitantes desse blog, além de um novo ano repleto de games para todos! Esse blog pode ficar um pouco ás moscas durante um tempo, mas não significa que ele morreu! Sempre que puder (o que por enquanto está significando uma média de um post por mês....XD) trarei um novo post metido a besta para esse blog.

Até 2010 e bons games a todos!!!

P.S.: Eis que, procurando fotos para ilustrar esse post, me deparo com mais um jogo com tema natalino inspirado em um péssimo filme natalino:


Quem sabe ele não se torna o jogo analisado para o Retro Natal de 2010? =D Ou então pode ficar como dica para algum outro blog mais atrasado do que eu? =D

Blogs participantes até o momento:


sábado, 31 de outubro de 2009

42) É Halloween pessoal...Quer dizer, é Retroween!!! =D

E chegamos a mais um post dese blog de meia tigela!!!

E temos mais um post especial em um dia especial!!! Para você que entrou em órbita e ainda não percebeu, hoje é Halloween!!!! Sim, aquele dia em que tudo que é aterrorizante, macabro, asqueroso, repugnante, sinistro, impróprio, maléfico, sem escrúpulos, maquiavélico, vilanesco e do mal é celebrado. E, desta vez, não só eu, mas vários outros blogs estão juntos nessa comemoração, criando o...


E, para me juntar aos parceiros do Gagá Games, Retrobits, Alucard Website, Shugames e vários outros nessa festa retro-macabra, também escolherei alguns joguinhos com o tema apropriado a esse dia. Procurarei fugir do óbvio (até porquê provávelmente eles já foram citados..XD), enumerando os jogos não tão conhecidos, ou mesmo não tão associados a essa data. Sem mais delongas, vamos a lista:

1) Darkstalkers - E vamos começar num tom bem calmo, mais farsesco até. Se o Orakio pode citar um shooter nessa data, porquê eu não posso citar um jogo de luta? =D Já falei sobre ele no Halloween passado, mas como ninguém ainda falou dele, ele está na lista. Sem falar que é um ótimo jogo com vários personagens comuns de filmes de terror!!!


2) Devil's Crush - E continuamos leve. Depois de um jogo de luta, um pinball!! Mas esse não é um jogo de pinball comum, aqui o negócio é jogar em mesas completamente demoníacas!!! E, sejamos francos, em qual jogo de pinball você teria que destruir inúmeros demônios apenas com a sua bola e a sua habilidade nas mesas. Sem falar que é um dos jogos mais divertidos do Mega Drive (lembro até hoje as partidas com o meus amigos onde quem perdesse bebia meio litro d'água. Imagina ter que se concentrar para jogar com litros e litros de água na sua bexiga! Bons tempos!=D).


3) Altered Beast - Outro jogo que já marcou presença no Hallowe..ops, Retroween do ano passado, e que merece ser citado (falta de originalidade é f*da!!! =D). Sem falar que "RISE FROM YOUR GRAVE" é uma das 10 frases mais citadas da história da humanidade!!

4) Demon's Crest - Não sei porquê esse joo não é muito citado quando se fala em Halloween, mas ele merecia ser mais lembrado. Criado pela Capcom como um spinoff de Gargoyle's Quest, é, na minha modesta opinião, um dos melhores jogos do SNES, com uma ambientação e uma trilha sonora muito apropriada para o dia de hoje.


5) The Immortal - Começamos a pegar mais pesado aqui!! Se você quer ver as mortes mais insanas e repugnantes, além de um jogo que vai fazer você perder todos os seus cabelos de tão difícil que ele é, então você procurou o jogo certo! Só tome cuidado para não acabar babando no final!


6) Nosferatu - E como já citaram o vampiro-mor dos games, vamos citar o vampiro-mor de todas as mídias, com o seu verdadeiro nome romeno!! O diferencial aqui em relação a série mais famosa é que não temos uma linhagem de caçadores de vampiros altamente treinados e armados até os dentes, mas sim um simples rapaz que teve a namorada raptada pelo dentuço e têm que enfrentá-lo (e todos os seus asseclas) com os punhos!!! Isso mesmo, apenas com as mãos e com os pés!! Chuck Norris ficaria orgulhoso desse cara!! =D


7) Dracula Kid - E já que estamos falando do dentuço, vamso fechar com mais um jogo simpático. Também chamado de Castelvania Jr. (o que não é até mais apropriado, vendo o nome em japonês: Akumajou Special - Boku Dracula-kun), é um jogo divertidíssimo e serve para alcamar os ânimos, depois dos sustos causados pelos dois jogos anteriores.

E com o Drácula Kid, vamos fechando o post de hoje. Espero que todos os (2) leitores desse blog tenham gostado das sugestões e que se divirtam nesse dia macabro (apesar de eu estar postando já na madrugada de domingo). E espero que aproveitem todas as sugestões dos blogs que estão participando do Retroween.


Até a próxima e bons games a todos!!


Blogs que já estão participando do Retroween

* Retrobits
* Gagá Games (Post do Caduco)
* Gagá Games (Post do Gagá)
* Alucard Website
* Retro Fantasy
* Shugames
* Ziro Video Game Nerd
* Game Retrô
* Cemetery Games
* Retroplayers
* GLStoque


sábado, 3 de outubro de 2009

41) Dissecando as personalidades do mundo dos games: Dossiê GameRetrô!!!

Chegamos em Outubro. Isso significa mais um post nesse blog metido a besta!!!

Mas desta vez, temos um post especial! na verdade, a estréia de uma nova coluna (ou, pelo menos, a tentativa de uma estréia, heheh...). Como todos já devem saber a essa altura do campeonato, esse blog foi criado com o objetivo de contar um pouco da história desse nosso hobby que tanto adoramos. E esa história foi (e continua sendo) construída por inúmeros personagens-chave. E essa nova coluna falará deles. Com vocês, a mais nova coluna desse blog:


E iremos começar com uma empresa, alías, a minha preferida, que, apesar de não ser tão antiga e de não ter uma produção tão grande, seus jogos são inconfundíveis e possuem um padrão de qualidade altíssimo. São poucas desenvolvedoras de games que conseguem manter um padrão tão alto. Sim, estamos falando da....



1) Nome - Treasure Co. Ltd.

2) Nacionalidade - Japonesa

3) Data de fundação - 19 de junho de 1992

4) Presidente - Masato Maegawa

5) Nº de empregados - 20/30

6) Website - www.treasure-inc.co.jp

7) Sobre a empresa - No mundo de hoje, com a indústria dos games movimentando bilhões e bilhões de dólares, com os jogos eletrônicos cada vez mais aparecendo na vanguarda do entreterimento, sendo que alguns deles demoram anos e anos para serem produzidos, com empresas e desenvolvedoras do ramos cada vez mais gigantes, é bastante difícil uma pequena empresa se destacar no mercado. Mais difícil ainda é uma pequena empresa criar obras-primas atrás de obras-primas, mantendo-se no ramo durante 17 anos, e seguindo a mesma filosofia de liberdade artística durante todo esse tempo. Esse parágrafo mal escrito resume a história da Treasure.



Criada por ex-funcionários da Konami, a Treasure destaca-se pelo seu tamanho diminuto, o que lhe traz várias vantagens na hora de desenvolver o seu produto. Seu jogos são facilmente reconhecidos nos primeiros segundos, com um padrão de qualidade altíssimo, fato que os dissidentes da Konami mostravam desde o início (a saber, na Konami, esses caras fizeram nada mais que "Contra III - The Alien Wars", "The Simpsons - Arcade" e "Axelay"! É ou não é um trio de respeito??). A maioria de seus produtos possuem uma ação frenética, sem pausas, com chefes gigantescos (especialmente nos seus primeiros jogos). Isso era conseguido (especialmente no início da empresa), da seguinte forma: cada parte dos chefes de fase era desenhado e programado separadaemente, mas animado para interagir em conjunto com todas as outras partes, como um organismo único, criando assim o aspecto de um persongem apenas.

Outra característica marcante dos seus jogos são as inovações na jogabilidade (como a possibilidade de combinar as armas em "Gunstar Heroes"), no design de fases (os giros da tela em certas fases de "Gunstar Super Heroes") ou mesmo no enredo (o maior exemplo disso é "Astro Boy - The Ômega Factor). Por não ser uma das gigantes, normalmente seus jogos são feitos em conjunto com outras produtoras, como a SEGA, a própria Konami, e a Nintendo.


Além disso, apesar dela ter um "presidente", ela não têm uma hierarquia bem definida. Não há um diretor definido para cada projeto da empresa: todos eles são programadores, artistas gráficos, ou compositores; sendo que eles trabalham como "diretores" em um projeto, e exercem suas funções normalmente em outros projetos. Ou seja: a liderança exercida em cada projeto não é por imposição, já que não há alguém designado a essa função desde o princípio; ela acaba surgindo naturalmente, com o andamento de cada projeto. Isso mantém uma certa "igualdade" entre os membros da equipe, o que poucas empresas podem se orgulhar de ter.


Entre os membros da equipe temos: Hiroshi Iuchi, uma das principais forças criativas da empresa, responsável por obras- primas dos shooters como Radiant Silvergun, Gradius V e Ikaruga; Masato Maegawa, presidente, programador e produtor executivo de jogos como Mischief Makers; Norio Hanzawa, principal compositor da empresa; Hydeyuki Suganami, normalmente creditado como NAMI, produtor executivo de "Sin and Punishment", "Alien Soldier" e "Gunstar Super Heroes"; e Tetsuhiko Kikuchi, o principal character designer da empresa.


8) Sobre os jogos -
Esse espaço oi reservado para comentários rápidos sobre alguns jogos da empresa, além de outros jogos feitos. Só serão comentados aqueles que eu joguei, afinal de contas, não faria muito sentido eu comentar jogos que eu nem mesmo sabia da existência deles. XD


Bom, feito o aviso, vamos a eles:




a) The Simpsons (Arcade) - Esse jogo, criado ainda na Konami, é um dos melhores beat-em-up's feitos na era dos videogames. Produzido nos primeiros anos da famosa série, é também um dos maiores comedores de fichas da sua época. Os personagens do game tinham as vozes de seus dubladores originais do desenho. Bons tempos que eu regularmente perdia algumas URV's (sim, ainda não tinha sido feita a transição para o Real) com esse game.

b) Contra III - The Alien Wars (SNES) - Mais um jogo da época da Konami. Já escrevi um parágrafo a respeito desse game aqui, então escrevo essas linhas só para falar o seguinte. Contra é Contra (especialmente em 2D), e esse é o melhor de todos eles. Provávlemente um dos maiores trabalhos dos designers da Treasure na época em que trabalhavam para a Konami. Se você não conhece ese jogo, o que está esperando para jogá-lo, seu infiel????


c) Axelay (SNES) - Outro jogo antes da fundação da Treasure, esse é um dos meus preferidos do SNES ( só perde para Final Fantasy VI, Chrono Trigger e Super Metroid. Sim, ficaria na frente de Super Mario World!!). com impressionantes (até hoje) efeitos envolvendo Mode 7 e PArallax. Já falei maravilhas desse jogo antes, então vou encerrar esse parágrafo aqui.


d) Gunstar Heroes (Mega Drive) - Outro jogo que já foi comentado aqui. Mas vale lembrar que essa maravilha foi o primeiro jogo da Treasure. Poucas empresas tiveram um cartão de visitas tão poderoso como esse.


e) Alien Soldier (Mega Drive) - Outro shooter vertical da empresa, produzido para o Mega Drive em 1995. Possui todas as características básicas dos jogos da empresa, além de um trabalho gráfico e de design fabuloso. O único pequeno porém é que é um jogo extremamente difícil (provávelemente o mais difícil feito pela empresa). Sério, se você conseguiu chegar ao final dele, tê dou os meus mais sinceros parabéns!!


f) Guardian Heroes (Sega Saturn) - Meio que uma "continuação espiritual" de Gunstar Heroes, mas ambientado em uma época mais medieval, é um beat-em-up com alguns elementos de RPG, e provávelmente o jogo que mais caracteriza a empresa. Um dos melhores jogos para Sega Saturn.


g) Radiant Silvergun (Arcade/Sega Saturn) - Muitos colocam esse jogo como "o melhor shooter vertical de todos os tempos". Para mim é o segundo, mas isso não desmerece a obra-prima que ele é. Lançado primeiro para Arcades, recebeu um certo tempo depois um port para Sega Saturn. Na época, foi lançado apenas no Japão, e uma cópia original do jogo é bem raro.


h) Ikaruga (Arcade/Dreamcast) - Esse é o melhor shooter vertical de todos os tempos. Apesar de ser uma "continuação não-creditada" de Radiant Silvergun (na introdução do jogo aparece os dizeres "Project RS2", que normalmente é interpretado como "Projeto Radiant Silvergun 2), vai totalmente na direção contrária, oferecendo um sistema de jogo ao mesmo tempo simples e genial. Também já foi comentado a exaustão por aqui (sim, eu sou fã declarado da Treasure e não nego!!!)


i) Bangai-O (N64/Dreamcast) - Um dos jogos mais malucos (e, por isso mesmo, geniais) e difíceis feitos pela empresa. Outro jogo com um desing simples até certo ponto (temos um robô passando por vários labirintos fechados onde milhares de tiros são executados), mas que mostra uma jogabilidade tremendamente prazerosa.

j) Gunstar Super Heroes (GBA) - Essa é a verdadeira continuação do título de estréia da empresa. Aqui os efeitos de rotação e zoom são ainda maiores, e todo o resto mantém o padrão de qualidade da empresa. Uma continuação á altura do original.

k) Astro Boy: Ômega Factor (GBA) - Outro jogo que já babei demais aqui nese blog. Sendo assim, só irei colocar uma frase: Esse jogo é a prova de que jogos licenciados não precisam ser, necessáriamente, uma porcaria. Pelo menos quando a Treasure assume a produção (Droga! Falei duas frases! Mas quem se importa com isso??XD)

Bom, com isso finalizamos o primeiro post do Dossiê Gameretrô! Além dos posts tradicionais, vou procurar trazer um pouco mais da história dos games, abordando a história de uma empresa, ou de uma franquia , ou ainda de um personagem do mundo dos games. Procurarei fugir dos mais óbvios (Square, Mario, Sonic, Link, Final Fantasy, etc..), assim essa série pode ficar um pouco mais interessante. Espero que vocês (3) leitores tenham gostado.


Até a próxima e bons games a todos!!

sábado, 29 de agosto de 2009

40) A União entre dois expoentes do mundo NERD: os video-games e as HQ's

[Momento Galvão Bueno on] Bem amigos do GAMERETRÔ!!! Estamos aqui reunidos para mais um post desse blog da família retrogamer Brasileira!![Momento Galvão Bueno off]

Acredito que, se você têm a ousadia de acessar esse blog, você já é um gamer há algum tempo! E, se você é um gamer, provávelmente você também gosta de outras mídias intimamente ligadas ao universo "nerd" (sim, vocês todos são NERDS em maior ou menor grau e não adiantam negar!!!). Dentre elas, temos as revistas em quadrinhos, ou, melhor dizendo, as HQ's. E, nos últimos anos, as HQ's vem sendo bastante utilizadas como base de roteiros para inúmeros filmes. E, com isso, são lançados também os jogos licenciados (que eu já falei um pouco a respeito em um post anterior). Entretanto, apenas um jogo feito a 14 anos atrás para o Mega Drive utilizou da estética dos quadrinhos de maneira literal para criar não apenas um jogo, mas um dos mais criativos e sensacionais de todos os tempos! Sim, estou falando do...



1) Nome do jogo - Comix Zone

2) Plataforma - Mega Drive

3) Ano de lançamento - 1995

4) Produtora - SEGA

5) Distribuidora - SEGA

6) Gênero -
Beat'em Up


7) História - Sketch Turner, um desenhista e um músico de rock, está trabalhando no seu mais nova revista, surgida a partir dos seus recorrentes pesadelos, "Comix Zone", sobre uma invasão alienígena na Terra e a posterior criação de uma força de resistência. Um dia, Sketch estava trabalhando durante uma tempestade e um relâmpago atinge o seu apartamento, fazendo com que o vilão de sua revista - um poderoso mutante chamado Mortus - troca de lugar com Sketch, fazendo com que ele fique preso em sua própria criação. Mortus, agora com o controle da revista, cria todos os desafios inimagináveis para evitar que Sketch consiga voltar ao mundo real.

8) Impressões pessoais - Nesses quase dois anos, já falei de inúmeros jogos e temas! Inclusive já dediquei um post inteiro aos beat' em ups (relembre-o aqui)! E, nesse post, cometi a pachorra de esquecer esse clássico!!

Como eu mencionei no início do post, "Comix Zone" não foi o primeiro jogo envolvendo HQ's, mas foi o único (pelo menos é o que a minha mente danificada pelos anos de games!!) que coletou toda a mitologia envolvendo as revistas em quadrinhos e, em cima disso, criou uma história e uma estética totalmente original e única! Sem falar na cena de abertura, qque contava de maneira sensacional toda a história do jogo em 30 segundos. Vejam com os seus próprios olhos:



Mas um jogo não se torna um clássico com apenas 30 segundos! Após vermos a cena de abertura e iniciarmos o jogo, estamos diante de um excelente beat'em up!

Começamos pela parte gráfica: o jogo possuía o poder de fazer o jogador pensar que estava em uma revista em quadrinhos!! E isso não é uma hipérbole. Os gráficos do jogo eram simplesmente ótimos e, na minha modesta opinião, surpreendem até hoje. Como o jogo se passava dentro de uma HQ, cada fase era representada por um capítulo da revista, e cada tela era representada pelos tiras que temos em uma página de uma HQ's. Sem falar que os inimigos e os obstáculos que surgiam eram mostrados como se fossem desenhados pelo Mortus. Até mesmo os detalhes, como, por exemplo, as falas dos personagens, eram concebidas para que transmitisse a sensação de uma HQ.

Em todo um beat'em up, um dos itens mais importantes (se não o mais importante) é a jogabilidade. E "Comix Zone" não fazia feio nesse quesito. Além dos botões padrõs de soco e pulo (que já permitem alguns golpes especiais através das combinações desses botões com o direcional), como é bastante usual nos beat'em ups, o herói do jogo pode carregar até três itens. Um destes itens (o mais importante, aliás) é o seu rato de estimação Roadkill, que pode acionar locais e alavancas que o seu dono não alcança. Outra coisa muito legal da jogabilidade é que, segurando o botão de ataque por alguns segundos, Sketch rasga um pedaço da página e faz um aviãozinho de papel, atirando contra inimigos ou obstáculos. Esse movimento, porém, consome um pouco de energia. Ou seja, a interatividade com cenários, que é tanto alardeada nos últimos anos, já existia na era 16 bits!! XD

ATENÇÃO!!! SPOILERS A FRENTE!! CUIDADO AO ULTRAPASSAR A LINHA ABAIXO!!!

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Uma outra coisa interessante do jogo é o fato dele permitir dois finais diferentes, depedendo de como termina a luta final. No bom final, Sketch deve derrotar Mortus e livrar Alissa em tempo. Os dois conseguem escapar de Comix Zone e a revista se torna a mais vendida de todos os tempos, Alissa se torna chefe de segurança das forças armadas e Roadkill ganha uma montanha de queijo. No final ruim, Sketch escapa da revista mas não consegue salvar Alissa, que morre e Comix Zone é destruída, a imagem final mostra Sketch re-desenhando tudo e re-vivendo o vilão Mortus, na esperança de conseguir um final melhor. Isso só ratifica o quanto a SEGA estava preocupada em proporcionar uma melhor experiência possível para o jogador (pena que esses bons tempos dela estão demorando a voltar...)

O mais incrível é que esse é um jogo que muitas pessoas não conhecem (bom, pelo menos eu conheço pouquíssimas, caso alguém conheça, manifeste-se!!XD) , o que só atesta que a era 16 bits foi a época de ouro dos videogames, onde eram lançados uma obra-prima diariamente (hoje eu estou inspirado para hipérboles!! XD). Portanto, fica aí para o pessoal mais uma dica de um bom jogo que, mesmo sendo antigo, possuem características que, até hoje, são inovadoras (especialmente no que diz respeito a sua ambientação), o que prova que os designers de antes eram mais criativos do que os de hoje em dia (mas esse é um assunto que guardarei para um próximo post..)

Até a próxima e bons games a todos!!!

9) Fotos do jogo





quarta-feira, 19 de agosto de 2009

39) Triple Combo de novidades: Entrevista para o earenagames + Retrocast #02 em breve + Especiais

Fala Pessoal!! Ainda têm alguém aí? XD

Bom, nesses 20 meses de vida do blog, acredito que vocês (3) leitores já estão acostumados com o largo período entre cada post. Isso se deve a minha vida atribulada (coisa que já falei várias vezes por aqui), mas, por outro lado, acho até que o blog funciona melhor assim, justamente pela extensão deles (ficaria impossível de todos acompanharem se eu escrevesse um gigantesco post daqueles por dia...).

Mas eu não resolvi criar esse post para ficar me explicando tal qual um marido cuja mulher acabou de descobrir que ele têm uma amante. O motivo dele é para contar três novidades. A primeira é que, apesar dos parcos posts, esse humilde blogueiro que vos fala está começando a ficar famoso!! Fui entrevistado pelo organizador do "EArenaGames", um site de games que já nasceu grande e que está dando o que falar nos seu pouco tempo de vida. Foram apenas algumas perguntas, mas foi o suficiente para ver que o trabalho dele é extremamente competente e sério. Caso queiram ver o conteúdo dessa entrevista (além de ver um maluco de óculos escuros segurando um controle-guitarra...XD), o link está aqui embaixo (e aproveitem para dar uma passeada pelo site, eu recomendo):

Entrevista para o site "EArenagames" - O GAmeretrô está ficando famoso!!! XD

A segunda novidade é que, diante do sucesso (inesperado, até) do primeiro Retrocast (foram cerca de 90 downloads), os três mosqueteiros dos games antigos irão se reunir dentro de poucos dias para fazer o segundo volume da série de podcasts retrô mais amada do Brasil (sim, foi uma hipérbole!! XD). Então, podem aguardar temas saudosos alimentados por uma grande dose de saudosismo e besteirol em breve!

E a terceira novidade é que já estou aprontando (ainda são idéias embrionárias, mas que possuem bastante potencial) alguns especiais para enriquecer ainda mais esse blog. Não vou dizer nada ainda por enquanto, mas posso adiantar que vai ser nos moldes dos meus primeiros posts, quando eu fiz uam série de especiais com vários temas. Sendo assim, preparem-se para posts altamente informativos da história dos games.

Bom, era isso que queria dizer!!

Até a próxima e bosn games a todos!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

38) Especial "Dia Mundal do Rock" - Os jogos já faziam você tocar guitarras imaginárias antes de "Guitar Freaks" e "Guitar Hero"...

E estamos aqui, firmes e fortes, prontos para mais um post.

Caso vocês não tenham se tocado, hoje, dia 13 de julho, é comemorado o "Dia Mundial do Rock"! Portanto, se você gosta de funk carioca, ou axé music, ou "pagode", é melhor nem ler esse post, ele é dedicado ao melhor gênero musical de todos os tempos, aquele que, sempre quando falam que morreu, prepara uma supresa para ensurdecer todos. Portanto, ser infiel de gosto musical duvidoso, caia fora o mais rápido possível ou então você será linchado por vários arruaceiros vestidos de preto por aqui, OK?

Pronto, podemos começar a falar sobre música de verdade (e não esses abortos da natureza que vocês ouvem a rádio)....

E, em relação a essas "supresas" relacionadas as sucessivas "ressureições" do rock, pode-se dizer que a última delas deve-se especialmente aos games. Sim, ao nossos queridos jogos eletrônicos. Mais precisamente devido a um jogo que chegou meio de desprentensiosamente em 2005 (e que não era nada mais do que a atualização de um outro jogo mais obscuro de 1997), e que se tornouuma das franquias mais rentáveis do mundo dos games, revitalizando os chamados "jogos musicais". Estou falando de "Guitar Hero" (o jogo de 1997 é "Guitar Freaks". Não conhece? Então vá procurar na internet a respeito, ora bolas!!!).

Mas como esse é um blog que trata da história dos games, não vai ser sobre ele que falaremos nesse dia tão especial para nós. Até porquê antes desses dois representantes, um jogo fazia a cabeça de todos nós que curtimos o bom e velho rock and roll!!! E é sobre ele que falarei hoje. Com vocês...



1) Nome do jogo - Rock & Roll Racing

2) Plataformas - SNES e Mega Drive

3) Datas de Lançamento - 4 de junho de 1993 (EUA); 1993 (Japão e Europa)

4) Produtora - Silicon & Synapse (Atual Blizzard)

5) Distribuidora - Interplay

6) Gênero - Corrida

7) História (totalmente resumida visando não estender demais esse post) - A bordo de seu bólido devidamente equipado e percorrendo várias pistas isométricas ao redor do Universo, enfrentando vários adversários prontos para levar você desta para melhor, e com a melhor trilha sonora de todos os tempos, você deve derrotar seus adversários até a corrida final.

8) Impressões pessoais - Os jogos de corrida já mantinham um certo padrão de qualidade em 1993. Desde "Pole Position", passando por "Enduro", "Super Monaco Gp", "Hang On", "Super Hang On", "Road Rash","Top Gear", "F-Zero" e "Mario Kart", só para ficar naqueles que lembro de imediato, já tínhamos uma longa linhagem de jogos envolvendo bólidos reais ou futuristas brigando nas mais variadas pistas, sendo que cada um se destacava em um aspecto, seja pela inovação para época, pela oportunidade de ser um fora-da-lei fugindo da polícia, por ter a sensação de correr numa pista alucinante a mais de 900 Km/h ou simplesmente por jogar o casco vermelho no seu amigo quando ele estava prestes a vencer a corrida (Deus salve o "Mode 7"!!! XD), o fato é que, para um jogo do gênero se destacar, além de ser, claro, um jogo agradável de se jogar em todos os aspectos, tinha que ter algo especial. Eis que surge um jogo que, apesar de ser de corrida, prende os jogadores pelos ouvidos.

Rock & Roll Racing só possuia cinco músicas (seis na versão do Mega Drive), mas essas músicas eram nada mais nada menos do que clássicos do Rock and Roll e da música em geral, com os seus riffs (no caso do jogo, digitalizados) reconhecíveis por qualquer um (especialmente por adolescentes que estavam descobrindo a música naquela época). E isso, para os jogadores daquela época, era o ápice, já que a grnde maioria, além de gamer, estava descobrindo ainda o rock and roll! E como ainda não existiam os chamados "jogos musicais", muitos faziam questão de alugar o jogo apenas para poder ouvir, tocar guitarras imaginárias e pular que nem doido em seus quartos ouvindo a trilha sonora no mais alto volume da TV (estamos falando de 1993 pessoal, não existia internet naquela época, e os CD's eram relativamente caros).

Duvida? Então dê uma escutada nas músicas contidas nesse jogo (em suas versões originais e digitalizadas) e veja se não estou falando a verdade. E caso não conheça alguma, vê se toma vergonha na cara e vá procurar a discografia delas, seu rockeiro de araque:

1) Highway Star - Deep Purple:





2) Paranoid - Black Sabbath





3) Born to Be Wild - Steppenwolf





4) Bad to the Bone - George Thorogood





5) Peter Gun Theme - Henry Mancini (Arranjos )/ The Blues Brothers (execução)





6) Radar Love - Golden Earring (apenas na versão para Mega Drive)

Essa não consegui encontra no youtube, mas você pode baixá-la (tanto a versão do jogo quanto a original) aqui.

Além dessa coletânea de clássicos, o jogo era extremamente divertido. Apesar de ser enquadrado como um jogo de corrida, na verdade ele envolvia muita estratégia, além do fato de você poder comprar armamentos antes de cada fase promoverem uma pequena carnificina na pista (claro, dentro dos limites respeitáveis, portanto, nada de sangue crianças!!). O jogo, por ser isométrico, pode confundir um pouco no início, mas nada como algumas corridas (e algumas "mortes" acumuladas também), para aos poucos pegar o jeito da coisa. E tinha uma das melhores narrações já encontradas em um jogo (feita pelo grande Larry "'Supermouth" Huffman), com suas frases antológicas, deixando o jogo ainda mais empolgante. Como eu sei que você deve estar se perguntando: "Do que diabos ele está falando??" veja e ouca você mesmo:



Muitos jogos podem não ser os melhores nos seus respectivos gêneros e mesmo assim marcarem época. Rock & Roll Racing, por conta de sua trilha sonora arrasadora, não só foi um deles, mas também incentivou muitos adolescentes daquela época a escutarem esse estilo tão criticado e, por muitas vezes, dito como morto por muitos, mas que sempre estará presente enquanto tivermos um adolescente tentando aprender os primeiros acordes em sua guitarra ou violão. E é por isso que ele foi o algo desse pequeno, mas singelo e honesto post homenageando todos aqueles que se mantém fiéis a esse estilo de música. Portanto...


FELIZ DIA MUNDIAL DO ROCK A TODOS!!!!! \o/

P.S.: Caso queiram saber mais sobre esse jogo, eu recomendo o site Rock N' Roll Racing - Brazilian Fans. OP site é extremamente completo e traz tudo sobre o jogo, inclusive com alguns downloads muito legais. Visitem ele clicando aqui!

9) Fotos do jogo









quinta-feira, 11 de junho de 2009

37) A Treasure mostra como jogos licenciados devem ser...

E, mais uma vez, tal qual uma fênix, esse blog ressurge depois de quase dois meses de hibernação!!!

Bom, esse mês de maio que se passou foi extremamente complicado para mim. Com a proximidade da metade do meu doutorado (o que significou preparar o exame de qualificação), somado a vários resumos e trabalhos completos para congressos, e ainda mais um artigo, não sobrou tempo para me dedicar a esse blog. Mas tudo isso já passou, e agora vocês poderão se deliciar com os meus edificantes posts aqui (modéstia passou longe...).

E, como primeiro post desse retorno, escolhi um jogo que, se não pode ser considerado um jogo antigo (foi lançado a cinco anos atrás), têm todo um espírito retrô, além de ter sido produzido por uma das empresas mais antenadas ao espírito antigo de se fazer jogos eletrônicos (e, por conta disso, uma das minhas preferidas). Além disso, nessa nova onda de jogos licenciados baseados em filmes ou fraquias (francamente, nenhum deles prestou até agora), a Treasure mostrou como se faz um produto licenciado de qualidade. Com vocês...




1) Nome do jogo - Astro Boy - Omega Factor

2) Plataforma - Game Boy Advance

3) Datas de Lançamento - Japão - 18 de dezembro de 2003
EUA - 18 de Agosto de 2004
Europa - 18 de fevereiro de 2005

4) Produtora - Treasure/Hitmaker

5) Distribuidora - Sega

6) Gênero - Ação/Aventura

7) História (Traduzido livremente do encarte do jogo) -

No futuro...

Após perder o seu único filho em um acidente de carro, um cientista chamado Dr. Temma cria um robô em sua memória.

Esse robô é uma maravilha da ciência, nenhum outro robô se iguala a ele.

Ele possui seis super-habilidades, incluindo 100000 cavalos de potência, propulsores a jato nos pés, além do Fator ÔmegaOmega Factor), que permite a ele vivenciar e sentir emoções.

No mundo todo, inúmeros robôs forom criados para ajudar os humanos, entretanto, os humanos, pouco a pouco, tornaram-se temerosos frente as capacidades dos robôs.

Agora todos estão tentando destriur os robôs, provocando assim uma rebelião.

Por trás de toda essa rebelião, alguém está elaborando um plano para criar ainda mais tensão e trazer finalmente a guerra.

8) Impressões pessoais -

Responda rápido: qual é a sua primeira sensação quando você ouve "jogo licenciado"?

a) Asco;
b) Nojo;
c) Ânsia de vômito;
d) Todas as respostas anteriores;

Bom, tirando o exagero das opções, ultimamente "jogos licenciados" tem sido sinônimo de "jogos ruins". Muito disso ocorre, dentre outros fatores, pelo crescimento vertiginoso da indústria. Não que não existissem jogos licenciados nos anos 80 e 90 (Yo! Noid está aí para isso), mas, naquela época, a indústria dos jogos eletrõnicos não tinha a grandiosidade e a rentabilidade de hoje. Por conta disso, várias franquias agora transpassam por várias mídias, para alcançar o máximo de público possível. Entretanto, para se fazer um produto de qualidade (seja nas HQ's, no cinema, ou nos games), é necessário um mínimo de dedicação, um filtro de qualidade, coisa que boa parte delas desconhece. O resultado disso: inúmeros engodos são distribuídos por aí, o que cria a aura de "maldito" a qualquer produto licenciado. Mas temos alguns exemplos de produtos licenciados feitos com qualidade.

Acredito que todos vocês (3? 2?) leitores, que acompanham esse esporádico blog sabem que a Treasure é uma das minhas desenvolvedoras favoritas. Seus jogos conseguem ser o equilíbrio perfeito entre o espírito retrô e as inúmeras alternativas dos avanços tecnológicos. Já falei sobre alguns jogos dela aqui, aqui e aqui. Não é uam empresa muito falada, talvez por não fazer uma propaganda maçica para os seus jogos, mas sempre que vejo o logo dela em algum jogo, tenho a plena convicção de que não irei me decepcionar.

Com Astro Boy: Omega Factor, não foi diferente. Feito em parceria com a SEGA e a Hitmaker, o jogo, apesar de licenciado (baseado na série de anime Astro Boy de 2003), é um side-scroller/beat 'em up de primeira qualidade, com uma história simples e interessante, e uma jogabilidade fabulosa. Além disso, o jogo botava o hardware do GBA para trabalhar para valer, com gráficos fabulosos, com vários planos de fundo, inimigos altamente detalhados, com sprites gigantes, efeitos primorosos de transparência e luz, chefez gigantescos, e tudo isso com pouquíssimos slowdowns.

Mas todos que acompanham os meus devaneios aqui sabem que gráficos não apenas uma pequena parte da qualidade de um jogo. Temos também o áudio maravilhoso, onde temos sons de armas e vozes reproduzidas digitalmente, fazendo o seu trabalho primorosamente. E a trilha sonora combina perfeitamente com a ação ininterrupta do jogo, identificando o jogo como uma pepita da Treasure logo nos primeiros acordes.

Outra coisa primorosa é a jogabilidade. Os jogos da Treasure sempre possuem uma jogabilidade primorosa, e esse não é diferente. Não há nenhum atraso nos seus movimentos, o jogo flui de maneira primorosa, sendo extremamente simples de se jogar e viciante.

Mas a grande cereja do bolo é justamente o desenrolar do enredo. Resumindo em uma frase: para ter o "verdadeiro final" será preciso jogá-lo duas vezes. Explica-se: ao zerar o jogo pela primeira vez, o final apresentado não é dos melhores, inclusive com uma grande (e ruim) supresa envolvendo o nosso robozinho (que não irei contar aqui, vá jogá-lo, rapaz!!!). Mas, assim que a supresa inesperada acontece, o jogo te dá uma segunda chance de impedir a total destruição do mundo, onde as fases são revisitadas, sem que isso soe como picaretagem ou algo do tipo, pois há mudanças significativas nelas, e novos personagens aparecem, para aparar todas as arestas do roteiro (que, por sinal, é um dos melhores da história dos videogames). Além disso, o roteiro do jogo não se baseia apenas nos personagens do anime. Inúmeros outros oriundos de outros animes do Osamu Tezuka aparecem no jogo, e estão muito bem inseridos na história, o que mostra mais uam vez a qualidade dos produtos daTreasure (eu sei, eu babo demais essa empresa, mas fazer o quê?).

Portanto, antes de generalizar, dizendo "Todo jogo licenciado é um lixo!", lembre-se que nem toda verdade é absoluta (Pronto, agora ele coloca filosofia barata em seus textos!). O fato de ter essa limitação não significa que não se possa inovar e apresentar um produto de qualidade, criativo, sem ferir as intenções do produto em questão. E esse jogo é uma das provas capitais dessa premissa!

9) Fotos do jogo -








terça-feira, 28 de abril de 2009

36) Finalmente - Retrocast #01

Fala pessoal!!!!

Como vocês já devem saber, esse blog, apesar do número reduzido de posts, já está na blogosfera a mais de um ano. Nesse tempo, muitos blogs cresceram, apareceram, sumiram, ressurgiram, viraram sites, etc... Mais do que isso: inúmeros blogs de games aproveitaram o avanço tecnológico e, com a ajuda de programas de edição de audio, de gravação de áudio, e Skype, gravaram os seus podcasts. Hoje em dia, o podcast está mais do que estabelecido como um veículo informativo para todos eles. E esse blog, depois de todo esse tempo, não poderia ficar de fora!!!


Graças a um 3-hit combo envolvendo esse humilde mancebo; o Leonardo, do Gamer Atrasado; e o grande idealizador dessa idéia, César Martins, do First Stage, temos, depois de algumas conversas, o mais novo membro do mundo dos podcasts, talvez o primeiro brasileiro com conteúdo de games exclusivamente retrô. Senhoras e senhores, recebam com aplausos entusiasmados o:



E, já para começar bem, falamos sobre um assunto bastante matador: os Arcades!! As "maravilhosas máquinas de diversão do mundo não tão moderno", que consumiam todo o seu dinheiro do lanche toda vez que você cruzava com uma delas! E também demos um pitaco sobre a OLD! Gamer, a mais nova revista que vai ser lançada em maio.

Tá esperando o quê, cara? Clique na figura acima para baixar e ouvir esse podcast!!!

Só algumas notas:

- Esta é a nossa primeira experiência com podcasts, então não espere nada muito elaborado.
- Tivemos alguns problemas com os programas para fazer a gravação e no fim das contas a voz do Leonardo acabou saindo mais baixa que a minha e a do César.
Mas podem ficar tranquilos que a voz do Léo está audível.
- Foi divertido para a gente e espero que seja para vocês também! XD

domingo, 29 de março de 2009

35) Os Arcades - Os jogos mais badalados da época nos lugares mais pé-rapados que você pode imaginar.

Fala galerinha!!! Esse blog ficou um pouco abandonado, mas ele ainda persiste!!

Em todos os posts até então, eu me referi apenas aos consoles de mesa, que embalaram várias noites e madrugadas de todos nós gamers. Entretanto, quem viveu aquela época sabe muito bem que, por mais que os lançamentos para os consoles saciarem a vontade de muitas crianças e adolescentes da época, o melhor, o mais disputado, o
creme de la creme da época estava justamente no boteco da esquina, ou ainda naquele pé-sujo frequentado por bêbados, vagabundos, escroques, meliantes e outros sujeitos de não-tão-boa índole que você passava quando ia a escola. Isso mesmo, estou falando dos tão queridos Arcades (que, por aqui, são chamados errôneamente de fliperamas)!!

- Como assim? Então eu utilizei o nome errado o tempo todo?


Exatamente. Sendo assim, vamos esclarecer essa confusão de uma vez por todas para você nunca mais se enganar a respeito, certo? XD


Quando falamos de fliperamas, nos referimos àquelas máquinas de pinball (ou flipers, daí o nome) cujos primeiros exemplares datam da década de 30. Já quando falamos dos Arcades estamos nos referindo àqueles videogames localizados antigamente nos estabelecimentos citados anteriormente no meu texto introdutório, onde temos um gabinete (caixa de madeira ou material plástico), tubo de imagem (CRT), monitor (componentes para geração da imagem, como fly-back, resistores, capacitores, etc), fonte de alimentação, e sistema de jogo.


O que aconteceu é que, pelo fato dos Arcades serem muito mais comuns aqui no Brasil, eles acabaram sendo chamados popularmente de fliperamas, ou flipers.

Agora, depois dessa pequena aula, vocês não vão confundir mais, certo? XD

- Como essas maravilhas da jogatina surgiram?

Eles surgiram na década de 70, sendo bem mais novos do que os fliperamas. E, ao contrário do que alguns possam imaginar, ele é uma invenção puramente norte-americana. Só que, com o passar dos anos, os japoneses pegaram o jeito da coisa e, atualmente, são eles que dominam essa arte. Aliás, isso chega até a ser uma coisa curiosa, já que agora quem comanda os consoles (que tinham os japoneses como grandes baluartes) são os norte-americanos. Talvez porquê os consoles atuais estejam cada vez mais parecidos com os PC's...

- E porquê eles se extinguiram?

Sim, essa é a mais pura verdade. Antigamente, apesar de toda a diversão proporcionada pelos consoles na década de 80 e 90, eles ainda não chagavam perto dos Arcades. Eram justamente neles que aconteciam os grandes embates, aonde nasciam as grandes lendas da jogatina, aonde eu e muitos de vocês (4) leitores protagonizavam e presenciavam inúmeras histórias.Localizados em sua maioria em pé-sujos frequentados pela assim chamada escória da humanidade (pelo menos era assim que as nossas mães pensavam), esses oásis da diversão consumiam muitas moedas nossas (que eram destinadas aos nossos lanches da escola).

Entretanto, o avanço tecnológico dos consoles citado anteriormente fez com que os sonhos de antigamente finalmente se concretizassem: os videogames domésticos alcançaram o poderio gráfico dos Arcades. Isso começou na verdade com o Neo Geo, mas, na época, pelo seu preço absurdo (maiores detalhes aqui) fazia com que ele fosse apenas um sonho distante para a maioria. Mas, depois, vieram o Sega Saturn (e suas conversões fodásticas dos jogos de luta), o Dreamcast (Soul Calibur na veia!!!!) e, a partir daí, os gamers não precisavam se sujeitar a andar até a esquina mais próxima; enfrentar aquele ambiente quase que inóspito; arriscar a perder o seu lanche, as suas fichas, e muito provávelmente a sua dignidade para o valentão da escola.

Além disso, o Seu Manoel do bar da esquina não conseguia competir com os shoppings! Isso mesmo: os Arcades foram se encaminhando lentamente para eles. Com isso, a diversão totalmente roots, totalmente hardcore das nossas infâncias se tornou um programa para a família, no aconchego e na segurança dos grances centros de consumo.

E, para dar a pá de cal final, com o avanço monstruoso dos consoles atuais, acabou sendo mais vantajoso para os investidores colocar vários XBOX 360's e PS3 na sua "casa de jogos". Afinal de contas, para que preciso importar um Arcade que pode demorar semanas ou até mesmo meses para ficar pronto se eu posso manter o meu negócio me abastecendo na Uruguaiana (ou na 25 de março, se você for de SP) mais próxima?

Resumindo a bagaça: a nossa diversão tão amada praticamente sumiu do mundo. O único local que os Arcades ainda resistem é a tão famosa terra do Sol Nascente: o Japão. Mas até mesmo lá os Arcades estão sofrendo com o crecente avanço dos consoles. Para nós, old gamers (e também para os mais novos que quieram conhecer a história dos consoles), só nos resta o emulador mor dos Arcades: o M.A.M.E.

- Os maiores consumidores de fichas (e também do nosso dinheiro do lanche)

Claro que não poderia terminar um post com um assunto desse sem uma listinha de jogos fuderosos para você se divertir pelo M.A.M.E.. Sendo assim, sem mais delongas, aqui vai uma pequena lista de engolidores de fichas dos mais divertidos (e agora, com a vantagem que você não vai gastar nenhum dinheiro com isso. XD). Vou fugir dos mais óbvios (Street Fighter, Mortal Kombat) e também daqueles que já citei em outros posts, até porquê o negócio aqui é revelar grandes pérolas dos Arcades. Alguns dos citados até saíram para outros consoles, mas, acreditem, eles são ainda melhores jogando pelo M.A.M.E. (a única exceção seja os jogos para Neo Geo, já que ele próprio era um fliperama!!). Então, lá vai:

1) Aero Fighters 2 (Sonic Wings 2)





Falou em Arcade, estamos falando mais espcificamente de quatro gêneros de jogos: shoot'em ups, beat em ups, jogos de luta (especialmente nos anos 90), e simuladores (Daytona!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). E não podemos falar de shoor'em ups nos Arcades no Brasil (especialmente nos anos 90) sem falar de Sonic Wings 2, vício constante de muitos jogadores na época (eu incluído!). Não chegava a ser um jogo "bullet-hell" como muitos do estilo, mas consumia uma boa quantidade de fichas da galera. O curioso é que, na época, só encontrava o Sonic Wings 2, e só conheci o primeiro da série quando coloquei as maõs no M.A.M.E.

2) Captain Commando





Outro jogo que não pode deixar de ser citado. Claro que existem outros figurões do estilo nascidos nos Arcades (Final Fight á frente deles), mas foi esse jogo (junto com outro que será citado por aqui) que iniciou uma "nova era" para o gênero nos Arcades nos anos 90. O curioso é que o jogo se passa na mesma Metro City onde se situava Final Fight. A diferença é que, aqui, o jogo se passa em 2026. E como era divertido espancar criminosos geneticamente modificados com mais três amigos (eu sempre escolhia o bebê).

3) Cadillacs and Dinossaurs




Esse, junto com Captain Commando, ditou o ritmo dos beat-em ups no início da década de 90. Lançado um ano depois do jogo citado acima, "Cadillacs and Dinossaurs" é um dos jogos de Arcade mais lembrados, seja pelos personagens carismáticos (com certeza a maioria lembra de
Mustapha Cairo, o engenheiro com quem todos preferiam jogar), seja pela oportunidade de cruzar cidades submersas e selvas enfrentando inimigos e até mesmos dinossauros modificados genéticamente.Duvida? Temos até uma banda de rockabilly recifense batizada com o nome do jogo. Se isso não é ser lembrado, eu não sei mais o que é!!!!


4) Warriors of Fate






Sim, eu sei, mais um beat 'em up. Mas o que eu posso fazer se essa era (e ainda é) a minha especialidade!XD


Esse não é tão conhecido, mas garanto que não fica nada a dever aos outros dois citados (acho esse jogo até melhor do que os outros). Além de todas as características que continham em todos os bons games do gênero, "Warriors of Fate" contava com uma peculiaridade que o destacava: ao derrotar qualquer oponente com uma sequência específica de golpes (baixo + cima e soco), o oponente era impalado, ou cortado ao meio, depedendo com qual personagem você jogue. Além disso, tinha uma das melhores jogabilidades em um beat 'em up. Caso não o conheçam, joguem ele!!!

5) Giga Wing




A Capcom, que nos deu tantas alegrias nos Arcades com seus games de luta e beat 'em up, sabe também fazer bons shooters. E esse é bullet-hell até a veia. Mas o grande barato desse jogo é que você pode utilizar os (milhões) de tiros inimigos contra eles, acionando um escudo protetor (que dura cerca de 3 segundos). Esse componente extra, aliado aos quinquilhões de pontos que você pode ganhar ao fazer isso, é mais do que suficientes para que muitos pilotos se tornem kamikazes, esperando o momento certo para rebater os milhões de tiros que vêm em sua direção. Aposto que você já está salivando para por as mãos nessa preciosidade...


6) Daytona USA





Se já tivemos "Need For Speed", "Driv3r", "Ridge Racer", e outros simuladores de corrida bastante realistas, boa parte deles deve a sua criação a esse Arcade de 1994, criado pelo mago Yu Suzuki. É o Arcade mais bem sucedido e de maior faturamento de todos os tempos. Isso se deve, entre outras coisas, pela diversão proporcionada pela possibilidade de quatro pessoas jogarem através de cabines acopladas. Sendo que, no Japão, existiam Arcades com OITO cabines acopladas!!! Imagina a bagunça (no bom sentido da palavra) de se jogar com mais 7 jogadores!!!

7) Cruis'n USA




Se a Sega arrebentava com Daytona USA, a Nintendo (junto com a Midway) tinha Cruis'n USA! Com um clima muito mais arcade do que o seu concorrente, esse jogo também ganhou muitos adeptos por aqui. Esse jogo ainda teve ainda mais duas sequências para Arcades (além dos jogos da série para Nintendo 64, Game Boy Advande e Wii). Os jogos consistem em correr contra outros carros em várias pistas e, adicionalmente, executar algumas manobras durante as corridas.

8) The King of Fighters 94




Claro que não podemos falar de Arcade sem mencionar o pacotão de lutadores da SNK cujo primeiro jogo da série foi lançado há 15 anos. Mantendo sempre o velho esquema de lutas entre equipes de 3 lutadores, essa franquia rendeu muitos admiradores por todos os fliperamas desse Brasil Varonil, mesmo em tempos de gráficos 3D e realismo ao extremo. O que só prova que os games tadicionais em 2D, quando bem feitos, ainda podem fazer muitos estragos.

9) X-Men Vs Street Fighter




E já que falamos de pacotão de lutadores de várias franquias, não podemos deixar de falar no jogo que iniciou a série de crossovers da Capcom. Lançado juntamente para Arcades e os consoles do momento na época (Playstation e Sega Saturn), esse jogo iniciou uma nova era nos jogos de luta, com os seus combos aéreos, seus pulos duplos, e, principalmente, seus especiais exagerados. E essa mistura acabou agradando a todos!

Bom vou acabando esse post por aqui. Claro que temos muitos mais jogos de fliperama para comentar, mas levaria anos para comentar sobre todos os que valem a pena. Sendo assim, façam isso vocês (4?) mesmos: consigam as ROMS (e o MAME) e depois coloquem aqui nos comentários outros jogos que deveriam ser lembrados.

Até a próxima e bons games a todos!!!