sábado, 29 de março de 2008

12) A Guerra (nada fria) do Século XX - Nintendo X Sega - Parte II

E chegamos ao número preferido do Zagallo em posts!!!

Na edição anterior comecei a contar a história dessa batalha entre duas das mais amadas e respeitadas empresas do ramo de games: Nintendo e SEGA. Procurei dar um parâmetro de como andava a indústria dos games antes da presença de ambas e terminei contanto sobre a primeira batalha entre os consoles produzidos por elas. Nesse "capítulo" dessa história, comentarei sobre a batalha entre as duas empresas no mundo dos portáteis, e, ainda, a grande e épica batalha entre os seus consoles 16-bit.

Sendo assim, vamos começar essa bagaça!!!

  • 1988 - A SEGA resolve virar o jogo.

Dois anos se passaram desde o início da batalha entre a SEGA e Nintendo. Vários outros consoles de outras empresas foram lançados, alguns até alcançando níveis de popularidade e de vendas superior as duas gigantes em alguns países (como o PC Engine no Japão, mas isso é assunto para outro post), mas sem destronar totalmente os primeiros lugares dessas duas empresas. Ainda assim, a SEGA (exceto no Brasil), não conseguia alcançar a popularidade da sua concorrente (em virtude dos motivos já demosntrados no post anterior). Assim, a SEGA resolve investir em uma plataforma mais sofistificada que pudesse acaber de vez com o reinado do FAmicom/NES, e, em outubro de 1988 (apenas dois anos depois do lançamento do Master System), lança no Japão o Mega Drive, o primeiro videogame de 16 bits da história.


O console tinha um design bem futurista (talvez para constrastar com a aparência de brinquedo do Famimcon, mostrando que o Mega Drive era para jogadores de verdade :) ) e na época impressionou todos com os seus gráficos avançados. Tudo graças a um processador Motorola 68000 (o mesmo utilizado nos computadores AMIGA 500) e que possuía estudendos (para a época) 7,67 MHz de velocidade!!!

Apesar do console não ter emplacado no Japão como se imaginava (talvez pela falta de jogos mais adaptados ao gosto oriental), a SEGA achou que valeria a pena o investimento em outro grande mercado de games (os EUA) e, cerca de um ano depois (ou seja, também dois anos depois do lançamento do Master System nos EUA), mais precisamente em setembro de 1989, o console foi lançado, com o nome de Genesis.



A partir dessa época, a SEGA viveu os seus anos de glória. Os jogos lançados caíram nas graças do povo americano, e a empresa consegue finalmente destronar a Nintendo, se tornando a líder de vendas de consoles no mercado Americano.

Muito do sucesso no mercado americano se deve aos excelentes jogos lançados para o console. Além das adaptações dos Arcades desenvolvidos pela própria SEGA, a quebra da exclusividade das softhoses para a Nintendo anos antes permitiam a SEGA o generoso apoio mercadológico das principais empresas do mercado, a maioria delas já com mais de uma década de bagagem (Konami, Capcom, Hudson, Namco, Tecnosoft, Eletronic Arts - mais conhecida como EA - e várias outras). A EA, em particular, através da sua subdivisão EA Sports, ajudou e muito no sucesso do Genesis nos EUA graças aos seus excelentes jogos de esportes.

Todo esse sucesso da adversária alertou a Nintendo, que já estava preparando a sua nova investida no mundo dos games desde 1987. Só que, desta vez, não para competir diretamente com o novo lançamento da SEGA, mas sim, investindo em um mundo ainda não tão bem explorado: o mundo dos portáteis.

  • 1989 - A Invenção de um Visionário se trnasofrma na Salvação da Nintendo

Gunpei Yokoi, nascido em 1941, foi uma das mais importantes figuras na história do video-game e da Nintendo. Nascido em Kyoto, Japão, ele foi um produtor de tecnologias.

Yokoi começou a trabalhar na companhia em 1965,depois de se formar na faculdade de eletrônicos da Universidade de Doshiha e começou a trabalhar em uma linha de produças de cartas de Hanafuda.

Em 1970, Hiroshi Yamauchi, presidente da Nintendo naquela época chamou Yokoi e pediu-lhe que desenolvesse algo para as compras de Natal. Yokoi entregou-lhe no outro dia um produto, aprsentando a Yamauchi a Ultra_Hand, um brinquedo que era um braço extensível designado para a diversão. A Ultra Hand foi um enorme sucesso vendendo 1.2 milhão de unidades. Yokoi desenvolveu também vários outros brinquedos, durante a era de brinquedos da Nintendo, incluindo o quebra-cabeça Ten Billion Barrel, uma maqiuna de arremesar bolas de baseball chamada Ultra Machine. Outra invenção dele, com a colaboração de Masayuki Uemoura da Sharp, foi o conjunto do jogos com a Nintendo Gun, o Precursor da Nes Zapper.

Em Abril de 1989, Gunpei Yokoi, nove anos depois de ter uma boa recepção com o seu primeiro grande projeto na galreia de games da Nintendo, o Game & Watch, mostra ao mundo o Game Boy, o segundo video-game portátil da Nintendo:




O aparelho tinhatodos os pré-requesitos para fazer sucesso: era portátil (cabia no bolso de qualquer camisa ou calça), simples (o processador principal rodava a apenas 1,1 Mhz e sua tela era preto e branco), eficiente (suas baterias duravam até 20 horas ininterruptamente), barato (foi lançado pelo equivalente a US$ 100) e que levaria até os jogadores, onde quer que estivessem, a diversão até então só experimentada no conforto dos lares ou casas de fliperama..

Quando foi apresentado pela primeira vez em 1987, o presidente da Nintendo na época, Hiroshi Yamauchi, previu que seriam vendidas 25 milhões de unidades em poucos anos, se os jogos certos fossem feitos para ele. O resultado final fo muito além do que ele imaginou.
Aproveitando-se do fato de não haver concorrentes no segmento, juntamente com um trabalho excepcional de suporte da Nintendo, o console portátil se tornou um sucesso instantâneo até hoje, sendo o console mais vendido da história, com 130 milhões de unidades, contando todas as suas versões (Pocket, Color e Micro). Isso é mais uma prova de duas teorias do mundo dos games (e que eu concordo plenamente):

1) A de que o hardware não é pré-requisito para o sucesso de uma plataforma;
2) A de que nunca se deve subestimar o poder de uma empresa como a Nintendo;

Mas a Nintendo não ficou só nisso. Ela preparou o terreno para que, um ano depois, ela finalmente lancasse o real concorrente do Mega Drive/Genesis.


  • 1990 - A chegada do segundo concorrente - O início da Batalha do Século

Vendo o seu domínio ameaçado SEGA após o lancamento do Mega Drive, além da crescente popularidade do PC-Engine, a Nintendo tratou logo de mexer os seus pauzinhos para lançar um contra-ataque e recuperar a sua hegemonia. Para isso, foi lançado, em novembro de 1990, o Super Famicom, fazendo com que a empresa entrasse definitivamente no mundo 16-bits.



Vendo o sucesso que o console fez no Japão, a Nintendo, exatamente seis anos depois do lancamento do NES nos EUA, lançou, em Setembro de 1991, o seu similar no Japão, o Super Nintendo Entertainment System (ou, para os mais íntimos, SNES):



Aproveitando-se da vantagem de ter lançado o seu mais novo videogame dois anos depois do similar da SEGA, a Nintendo incrementou nos gráficos e efeitos sonoros, sendo superior nesses quesitos. Mas o Mega Drive ainda tinha as suas cartas na manga. Apresentamos abaixo a descrição dos dois grandes combatentes:

Especificações SNES Mega Drive
Processador 65816 (16 bits) Motorola MC68000
Velocidade 3,58 MHz 7,6 MHz
Resolução Máxima 512 X 448 320 X 224
Paleta de cores 32768 512
Cores simultâneas na Tela 256 64


Como já foi dito, o SNES levava vantagem na resolução e na maior paletade cores, resultando em gráficos teoricamente melhores. Entretanto, o grande calcanhar de aquiles do SNES era a velocidade do seu processador, extremamente lento (a mesma velocidade do Master System!!!). Mas essas vantagens e desvantagens entre os dois concorentes não bastaram para determinar um vencedor, pois essa foi uma das batalhas mais vorazes da história dos games.


  • 1991 - A SEGA também (tenta) entrar na batalha dos portáteis.

Vendo o Game Boy ser um sucesso retumbante de vendas (afinal de contas, quem naquela época não queria jogar os seus jogos preferidos em qualquer lugar??), a SEGA decide então entrar nessa batalha, motivada pelo sucesso do Mega Drive (que ainda não sofria a ameaça do SNES, ainda no seu início). Assim, em outubro de 1990, a SEGA apresentas, no Japão, o seu primeiro console portátil, o Game Gear:


Olhando as especificações do seu hardware na época, qualquer um chegaria facilmente a essa conclusão: "Putz, o Game Boy não terá nenhuma chance, será trucidado pelo Game Gear!!". Convenhamos, não podíamos discordar de ninguém que falasse isso na época: enquanto que o Game Boy era um simples console portátil P&B, o Game Gear possuía uma paleta de 4096 cores (com 512 simultâneas); o seu processador era exatamente o mesmo do Master (enquanto que o do Game Boy era bem mais simples, rodando a 1,1 MHz); e o Game Gear possuía ainda a retrocompatibilidade com os cartuchos do Mester, através de um adaptador. Parecia ser a aposta certa para tomar o lugar da Nintendo no mundo dos portáteis.

Parecia. Mas não foi isso que aconteceu. O Game Boy continuou reinando firma no mundo dos portáteis, enquanto que o Game Gear padeceu seis anos depois do seu lançamento nos EUA, em 1997, sem ao menos ameaçar o console adversário em nenhum desses anos. Mas como um console infinitamente superior tecnicamente perdeu uma batalha que todos diriam que estaria ganha?? Aqui vão algumas respostas para essa pergunta:

  • Mesmo sendo um portátil, o Game Gear ainda era muito grande em comparação ao seu concorrente, o que dificultava seu transporte;
  • A necessidade de 6 pilhas AA para fazê-lo funcionar (frente as apenas duas pilhas AA do Game Boy);
  • A tela possui iluminação interna que consome muita energia, acabando com as pilhas com poucas horas de uso (lembrando: o Game Boy permitia até 20 horas de uso);
  • O Game Boy foi lançado um ano antes e já havia ganhado boa parte do mercado, com uma disponibilidade muito maior de jogos;
  • A SEGA, ao lançar o portátil, parece que achou que bastava o hardware pesado do seu console para ganhar a peleja. Com isso, concentrou todas as suas fichas no seu bem-sucedido Mega Drive, deixando para o seu portátil uma pífia campanha de marketing, e uma gama de jogos não muito diversificada e de qualidade;
Sendo assim, temos mais uma amostra de "uma boa idéia que naufragou sem mostrar todo o seu potencial".

  • A Época de Ouro do Videogame: a Batalha se intensifica ao redor do mundo (inclusive no Brasil)

Continuando o seu reinado por aqui no Brasil, a SEGA (Através da sua fiel escudeira Tec Toy) lançou o Mega Drive no Brasil em 1990. Bastou repetir a estratégia de marketing que ela fez com o Master System para que o console seguisse os passos do seu irmão de berço por aqui, e se tornar um grande sucesso. Tanto é que os dois consoles são produzidos e distribuidos até hoje pela Tec Toy (inclusive lançando recentemente uma versão portátil do Mega Drive, com 20 jogos na memória):

Esse solitário reinado durou exatamente três anos (junto com o lancamento do seu portátil por aqui em 1992). Pois, em 1993, a Nintendo viu nesse nosso país varonil uma boa oportunidade de expandir o seu mercado, além de aproveitar e destronar o seu tradicional adversário. Assim, através da Playtronic (uma joint venture feita entre a Gradiente e a finada Estrela), ela lançou os seus dois videogames aqui no Brasil. Começava no país a era de ouro dos videogames (que todos os games que viveram a sua infância e adolescência nos anos 90 lembram saudosamente).

Comerciais explodiam pela TV, invadindo o saudoso lar da família brasileira e mostando aos brasileiros as maravilhas da jogatina familiar através desses dois maravilhosos aparelhos. Cada vez mais crianças e adolescentes se renderam a essas maravilhas, cada um escolhendo o seu "time" e defendendo-o com unhas e dentes em qualquer encontro com "torcedores adversários", exaltando as qualidades do seu objeto de adoração e desdenhando dos argumentos apresentados pelo seu semelhante. Eram como duas torcidas adversárias (vejam o termo: adversárias, não inimigas) de futebol se encontrando para um clássico, cada qual torcendo apaixonadamente para o seu time. E, o melhor de tudo: sem violência, e ainda com o atrativo de poder jogar o outro videogame na casa dos amigos. Assim, qualquer um poderia ter "o melhor dos dois mundos". Foram anos simplesmente maravilhosos, indescritíveis, para os gamers daquela época (inclusive para esse projeto de blogueiro que escreve aqui...).

Para provar para vocês que a disputa naquela época era massiva e voraz, aqui vai um presentinho especial: alguns comerciais de TV veinculados no período dessa disputa.

O primeiro apresentado aqui mostra uma campanha agressiva da SEGA, onde ela atinge exatamente o calcanhar de aquiles do SNES, o seu lento processador:


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Claro que a Nintendo não deixou isso barato e, em 1994, ao lançar "Donkey Kong Country", fez esse comercial, jogando na cara da SEGA que o SNES não precisava de nenhum periférico (32X e Sega CD) para fazer gráficos renderizados:

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Aqui temos mais comercial da série "Genesis Does Nintendon't" da SEGA, mostrando os jogos exclusivos a maioria resultado da parceria com a EA Sports) do seu console:

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Se a SEGA tinha o "Genesis Does Nintendon't" como lema, a Nintendo tinha o "Play it Loud!". Aqui temos um comercial do jogo "Killer Instinct", onde os atores não deixam menor dúvida quanto ao poderio gráfico do jogo:

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Quem disse que por aqui a chapa também não esquentou?? No nosso lar tupiniquim também veincularam comerciais feitos sob medida para a Nintendo e a SEGA. Infelizmente não encontrei nenhum para Mega Drive (caso alguém encontre, me avise...), mas encontrei dois interessantes que dizem respeito a Nintendo: um comercial para promover o SNES, e o outro, para prommover o Phantom System, um dos "clones legalizados" do NES:

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Para finalizar, temos aqui duas compilações de comerciais veinculados na TV norte-americana encomendados pela SEGA e pela Nintendo, para exaltar as vantagens de seus bólidos 16-bit:

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O veredito final dessa batalha: difícil dizer. Na minha modesta opinião, pode-se declarar essa luta 16-bit como um empate, pois ambos os consoles arrebataram grandes vendagens, elogiosas críticas da imprensa especializada, e, sobretudo, a fidelidade de milhões de jogadores. Mas, se há a necessidade de determinar um vencedor, esse foram os jogadores, que puderam desfrutar de dois consoles sensacionais, com inúmeros jogos que frequentam a lista de melhores jogos da história. Ainda mais que, para cada "Mario" lançado pela Nintendo, tínhamos o "Sonic"; Se a SEGA tinha "Streets of Rage", a Nintendo tinha "Final Fight"; a Nintendo mostrava gráficos vetoriais em 'Star Fox", a SEGA contra-atacava e mostrava "Vectorman"; a versão de "Street Fighter" no SNES era melhor gráficamente, mas a versão de "Mortal Kombat" para o Mega Drive era melhor porque não era censurada (em outras palavras, tínhamos sangue digitalizado em sprites); os defensores do SNES exaltavam a sua capacidade gráfica (ainda mais com os chips contidos no próprio cartucho), a torcida da SEGA mostrava a sensação de velocidade proporcionada nos jogos do Mega; Final Fantasy era sinônimo de RPG para os Nintendistas, mas a SEGA tinha Phantasy Star; o controle do SNES inovava pelos botões laterais, o Mega Drive tinha um controle com uma pegada um pouco melhor; o SNES inovava com os gráficos pseudo-3d de Donkey Country, o Mega Drive dava o clima de uma HQ em movimento com o maravilhoso "Comix Zone". Enfim, poderia falar dessa guerra a vida inteira, mas acho que fui claro nos meus argumentos...


Bom, depois desses comerciais, encerro essa segunda parte dedicada a "Batalha do Século". Mas esse especial não acaba por aqui. Na próxima edição comento mais sobre essa batalha, ressaltando a entrada das duas empresas nos gráficos 3D, e como o desentimento entre a Nintendo e uma outra empresa causou a invasão de uma atual gigante no mundo dos games...

Até a próxima e bons games a todos!!!

quarta-feira, 19 de março de 2008

11) A Guerra (nada fria) do Século XX - Nintendo X Sega - Parte I

Pensaram que eu tinha desistido do blog? Que nada...

A resposta para o atraso do 12º post desse blog (que estava quase que religiosamente semanal) é simples: falta de tempo, devido aos compromissos acumulados do Doutorado. Mas agora estou um pouco mais folgado, o suficiente para preparar o post da semana passada (hehehe....).

Hoje, resolvi retomar aos "especiais" que comecei há quatro semanas. Acredito que alguns de vocês perceberam que sempre cito a briga entre SEGA X Nintendo nas décadas de 80 e 90 como "A Briga do Século", "O Duelo do Milênio" ou qualquer outro título pomposo que vocês possam imaginar. Mas esses títulos não foram incluídos à toa: se vocês acham que a batalha entre os atuais portáteis da Sony (PSP) e da Nintendo (Nintendo DS) é digna de ser chamada de épica, vocês precisavam ver como era nas décadas de 80 e 90. Nessa época, tínhamos apenas duas produtoras de consoles: SEGA e Nintendo. E ambas sedentas por conseguir o maior número possível de admiradores; ambas gerando torcidas organizadas que defendem com unhas e dentes os seus "times"; ambas com impactantes e agressivas campanhas de marketing, enaltecendo as qualidades dos seus consoles (e tripudiando do console adversário); enfim, essa época pode ser comparada com a Guerra Fria entre EUA e URSS que perdurou durante três décadas: duas superpotências lutando pela hegemonia mundial. E aqui, irei contar alguns capítulos dessa "Guerra dos video-games".

  • 1983 - A Entrada do Nosso Primeiro Competidor

Até essa época tivemos nos EUA o sucesso do "Pong" (talvez o primeiro boom em se tratando de videogames);os grandes estouros nos flipperamas "Space Inveders" (que ganhou uma versão comemorativa de 30 anos fenomenal para o Nintendo DS) e "Pac Man", lançadas pela Taito e pela Namco, respectivamente, o que impulsionou de vez os Arcades (mais conhecido por aqui como fliperamas); e a Atari bem distante na ponta dos consoles domésticos, destroçando sem dó nem piedade qualquer adversário, durante o final da década de 70/começo da década de 80. Mas era do outro lado do Mundo que uma gigante da indústria dos games começava a chamar a atenção.

A Nintendo foi criada por Fusajiro Yamauchi em 1889 e fabricava cartões artesanais de um tipo de baralho tradicionalmente japonês chamado Hanafuda. Em 1950, Hiroshi Yamauchi, bisneto de Fusajiro, fez uma parceria com a Disney para produzir cartas estampadas com seus personagens.
Em meados da década de 1970 a empresa começa a perder mercado para fabricantes de jogos eletrónicos como Bandai e Atari e entra definitivamente neste ramo com a fabricação de pequenos aparelhos eletrónicos equipados com LCD, chamados Game & Watch. O então criador Gunpei Yokoi daria início à era digital da empresa que prosseguiria ao longo das décadas de 1970 e 1980, com a fabricação de fliperamas. Mas os fliperamas da Nintendo não emplacavam nos Estados Unidos.
Então, Shigeru Miyamoto, um designer trabalhando desde 1977 na empresa, fora chamado para criar um jogo que pudesse usar os gabinetes do mal-sucedido Radar Scope. Miyamoto, que não entendia nada de tecnologia, criou um game sobre um encanador chamado Jumpman que salvava sua namorada de um gorila. Donkey Kong, lançado em 1981, foi um sucesso, e revelou dois personagens: o gorila-título, e Mario, que se tornaria mascote da empresa.

Mas, em 1983, a Nintendo deu a sua primeira grande cartada no mundo dos games: em julho desse ano, resolve lançar o seu primeiro console doméstico no Japão: O Nintendo Family Computer, ou Famicom para os mais íntimos:


Não estranhem o formato "brinquedo de plástico" dele: na época, era exatamente essa a intenção da empresa. O console faz sucesso na terrado sol nascente, devido ao grande apoio das softhouses indepedentes (Namco, Konami, Hudson, dentre outras), que lançavam suas conversões dos jogos de arcade (além de jogos feitos especialmente para o console). O Famicom foi favorecido também pela crescente queda da popularidade do Atari, assumindo o posto de grande empresa da área de games no Japão.

  • 1984 - O Ano nebuloso dos Games


Entretanto, esse sucesso não foi suficiente para que aNintendo explorasse outros lares pelo mundo. Isso porque, em 1984, ocorreu nos EUA o que se chamou de "crash" dos videogames: com a crescente popularização dos computadores, ninguém mais se interessava em comprá-los. Afinal, para que alguém nos EUA gastaria U$$ 150 num console, se poderia investir U$$200 em um computador (munido de vários programas educativos e, vejam só, de jogos!!). Isso sem falar da exploração desenfreada e sem limites da "novidade": nesse mesmo ano, várias empresas que não eram ligadas ao mundo dos games resolvera criar seus "jogos" para divulgarem a sua marca (acreditem, até barracas de cachorro-quente queriam se aproveitar dos tais "joguinhos"). Com isso, um mundo sem tamanho de jogos foram lançados. Como quantidade quase sempre não está ligado a qualidade (ainda mais quando não se têm profissionais do ramo), não precisa nem dizer que essa tentativa resultou em um fracasso retumbante.

O baque foi tão grande nos EUA que o mercado de games precisou de dois longos anos para se restabelecer.

  • 1986 - O Primeiro encontro dos gigantes


1986 ficará para sempre marcado como o ano em que essas duas gigantes se degladiam pela primeira vez.

A Nintendo, depois de vários testes de mercado feitos em Nova York para vender o seu ocnsole no mercado americano no ano anterior (marcados por total desconfiança por parte dos varejistas, chegando ao ponto da Nintendo ter que reformuar o seu console para retirar a aparência de "brinquedo"; além de concordar em recomprar tudo que não fosse vendido pelas lojas), lança o seu videogame (que já era um grande sucesso no Japão) com o nome de NES (Nintendo Entertainment System):



MAs, nesse mesmo ano, outra empresa resolve entrar na disputa.

A SEGA foi fundada em 1940 na cidade de Honolulu, Havaí, por Martin Bromely, Irving Bromberg e James Humpert, para fornecer divertimentos pagos ao pessoal das bases militares americanas. Bromely sugeriu a mudança para Tóquio em 1951, e a "Service Games do Japão" (SeGa) foi registrada em Maio de 1952.

Em 1966, um ano depois de se fundir com a Rosen Enterprises, a SEGA lança o seu primeiro "Jogo": um simulador de submarinos chamado "Periscópio" que alcançou sucesso estrondoso no mundo inteiro.

A partir dái, a empresa se especializa em lançar jogos para Arcades, como Frogger e Zaxxon. A produção de jogos era tão grande que foi necessária sua divisão entre Sega da América e do Japão devido à imensa carga de trabalho. Para se ter uma idéia do sucesso da SEGA com os Arcades, o lucro das duas divisões juntas em 1982 foi de US$ 214.000.000,00.

Com o crash dos videogames, a Gulf & Western vendeu a divisão americana da Sega para a Bally Manufacturing Corporation. A Sega do Japão foi comprada por 38 milhões de dólares por um grupo de investidores liderados por Rosen e Hayao Nakayama, um empresário japonês que havia sido dono de uma das empresas compradas por Rosen. Nakayama se tornou o novo CEO da Sega, e Rosen assumiu a direção de sua subsidiária nos Estados Unidos. Em 1984, o conglomerado japonês CSK comprou a Sega, e a renomeou para Sega Enterprises Ltd., com sede no Japão, e dois anos depois, suas ações estavam sendo negociadas na Bolsa de Valores de Tóquio.

O início da entraga da SEGA no mundo dos consoles data de 1981, com o SG-1000:


Entretanto, esse videogame não representou nenhuma ameaça para as grandes empresas do mercado de video-games da época (especialmente com a entrada da terceira geração de games, através do Colecovision um ano depois). A entrada da Sega no mercado de games foi bem "tímida". O SG-1000 alcançou apenas os mercados do Japão (seu mercado principal) e da Austrália, porém, algum tempo depois do lançamento do SG-1000, a Telegames trouxe para os EUA o Personal Arcade; um clone do Dyna da Bit Corp que tinha uma entrada para cartuchos do Colecovision e outra para SG-1000.

Em julho de 1984, a SEGA lança o o SG-1000 II, uma reformulação do SG-1000 com mais recursos e com um acessório (teclado) que transformava o console em um computador doméstico. Também foi lançado um opcional chamado CardCatcher que permitia que o console lesse jogos em cartões. O CardCatcher viria incluso no futuro SG-1000 Mark III, que não é nada mais do que o SG-1000 II reformulado e com mais memória RAM.



O SG-1000 Mark III fez grande sucesso no Japão, servindo com incentivo para que, depois do crash dos videogames, a empresa arriscasse vôos mais altos. Sendo assim, depois de algumas reformulações no SG-1000 Mark III, seria lançado pela SEGA nos EUA, no mesmo ano do Famicom, o Master System, proporcionando o primeiro grande embate entre as duas empresas:

Comecava assim o primeiro round da grande batalha do século.

  • Os socos desferidos e o primeiro vencedor
Bom, para melhor análise dessa batalha, vamos ver as especificações dos combatentes:

Especificações
NES/
Famicom
Master System
Processador

6502
(8 bit)
Z-80 A
(8 bit)
Velocidade
1.79 Mhz 3.58 Mhz
Resolução Gráfica (pixels)
256 X 240
240 x 226
Paleta de Cores
52 256
Cores Simultâneas na Tela
16 52
Máximo de Sprites na Tela
64 16
Tamanho dos Sprites
8 X 16 8 X 8

Bom, para aqueles que só viram um bando de números e palavras indecifráveis, vamos resumir isso: Ambos, numa análise geral, são semelhantes, com relativa vantagem para o Master em processamento (vide a velocidade do processador), que perdia levemente para o NES na resolução gráfica e no som. Eram como dois boxeadores médio-ligeiros altamente técnicos e com estilos de luta bastante semelhantes, uma luta imprevisível.

O resultado: A Nintendo, já ocm uma base estabelecida no mercado desde 1983 (o lançamento do seu console no Japão); a ineficiência da empresa contratada pela SEGA para fazer o arketing do seu videogame; além do fato da exclusividade da maioria absoluta das softhouses para produção de jogos para o NES (fato esse classificado de Monopólio pelas concorrentes, e que foi quebrado anos depois), abocanhou 90% do mercado de videogames na América, deixando os seus concorrentes a ver navios. O Master System, por conta da cláusula de exclusividade das outras produtoras de jogos, ficava a mercê dos jogos produzidos pela SEGA, que se mostravam, apesar da sua qualidade, impotentes para disputar com a infinidade de empresas do mesmo porte (Namco, Konami, Hudson, Midway, a própria Nintendo, entre outras) que municiavam o NES.

Entretanto, no Brasil a SEGA virou o jogo, tornando o Master System bastante popular. Lançado por aqui em 1989, graças a efetiva comercialização do console pela Tec Toy (que produz os videogames da SEGA até hoje) e a reserva de mercado que imperava na época (que impedia a Nintendo de comercializar diretamente o seu console, gerando uma infinidade de "clones legalizados" do seu sistema por aqui, como o Bit System, o Top Game, o Super Charger, entre outros), o console fez um tremendo sucesso em terras tupiniquins. Um outro fator para o sucesso do console foi a produção (ainda que através de adaptação de outros jogos da própria SEGA) de jogos Nacionais, com temas bastante conhecidos daqui. Isso criou uma certa identidade e empatia dos gamers brasileiros da época com o console, dando muitos frutos para a Tectoy. Abaixo temos algumas dessas "preciosidades" lançadas para o console:


Aqui temos Chapolin X Drácula. Aproveitando o sucesso da série criada por Roberto Bolãnos, a Tec Toy lancou esse jogo em 1993;


O primeiro grande "jogo brasileiro": Aproveitando os gráficos e a jogabilidade de "Wonder Boy in Monster Land", "Mônica no Castelo do Dragão" se torna um sucesso instantâneo com o seu lançamento, em 1991;


Ainda aproveitando personagens infantis famosos no Brasil, a Tec Toy lança em 1997 "Sítio do Pica-Pau Amarelo", sem repetir o sucesso de vendas de "Mônica e o Castelo do Dragão";


Vale lembrar ainda a série de RPG's "Phantasy Star", que, apesar de não ter a produção e o desenvolvimento da Tec Toy, foi interamente traduzida para o português quando foi lançada no Brasil.


Bom, por hoje vou ficar por aqui. Apenas procurei preparar o terreno para o grande ápice dessa batalha entre a SEGA e a Nintendo, que se deu no início da década de 90.

Aguardem que semana que vem continuarei com esse especial SEGA X Nintendo, abordando a quarta geração dos consoles, os amados Super Nintendo e Mega Drive. Um abraço e bons games a todos!!!

sábado, 8 de março de 2008

10) Princess Peach, Zelda, Joanna Dark, Lara Croft?? Que nada!! A mulher que é a maioral no mundo dos games se chama Samus Aran!!!

E mais uma semana se passou. Isso significa mais um post desse blog!!! :)

E hoje, como todos sabem, é o Dia Internacional da Mulher. Esse ser cheio de manias (como se nós homes não tivéssemos as nossas); que, em muitas ocasioes não conseguimos entender (especialmente em certos dias); que implicam com a gente quando vamos jogar ou assistir futebol com os amigos; mas que, pela sua beleza (adjetivo totalmente ligado a elas), sensibilidade, carisma, instinto maternal, pelos conselhos que sempre nos dão, além de milhares de outras qualidades que não daria para mencionar aqui, amamos e não conseguimos conviver sem elas. Em nome desse blogueiro de meia-tijela, dou os meus parabéns a todas as mulheres!!! Só por aturar esse ser peludo, bruto e mal-educado chamado homem, vocês merecem todas as felicitações do mundo!!!

Além disso, é claro, não poderíamos deixar essa data passar em brancas nuvens. Hoje, comentarei sobre um jogo que tem uma mulher como personagem principal. Um jogo que, por esse blogueiro, é considerado o MELHOR jogo do SNES e TODOS AS PLATAFORMAS DE GAMES (empatado com o Ocarina of Time, do N64). Sem mais delongas, apresento a vocês a personagem feminina que é a maioral no mundo do games. Com vocês, Samus Aran:

E, o jogo em questão, o único feito para SNES:


1) Nome do Jogo -
Super Metroid


2) Plataforma - SNES

3) Datas de Lançamento - Japão - 19 de Março de 1994
EUA - 18 de Abril de 1994
Europa - 28 de julho de 1994

4) Produtora - Nintendo

5) Distribuidora - Nintendo

6) Gênero - Aventura/Ação

7) História - Super Metroid parte exatamente do final do segundo jogo da série (Metroid II: Return of Samus, para Game Boy), onde a caçadora de recompensas Samus Aran finalmente conseguiu erradicar todos os Metroids e com Mother Brain. Entratanto, Samus é seguida por uma pequena larva Metroid que acredita que a caçadora é a sua mãe. Sendo assim, ela decide levá-la para os cientistas da Estação Espacial de Ceres, onde descobrem que os poderes contidos nessa larva podem trazer muitos benefícios para a humanidade.

Assim, Samus deixa a Estação Espacial e parte para novas missões, entretanto, ela intercepta uma transmissão, que informa um ataque a Estação Espacial de Cerespel opirata espacial Ridley, que queira roubar a larva para fins maéficos. Samus então chega a Estação mas é tarde demais, o pirata Ridley fugiu partindo para o planeta Zebes. Assim, Samus parte para Zebes a fim de arruinar mais uma vez com os planos do vilão (e salvar o universo mais uma vez)

8) Impressões Pessoais -

Perfeição - Adj. 1. Que reúne todas as qualidades concebíveis. 2. Que atingiu o mais alto grau numa escala de valores; incomparável, único, sem-par. 3. Que corresponde precisamente a um conceito ou padrão ideal. 4. Ótimo, excelente, irrepreensível.

Em muitos momentos da nossa vida, ao nos depararmos com uma situação qualquer (seja vendo um filme, ouvindo uma música, estando com uma garota/mulher, etc...), que nos proporciona um momento de pura satisfação e extase, nos respiramos fundo e falamos; "Esse momento é PERFEITO!!". Será mesmo? Bom, para nós, naquele momento, isso era verdade. Contudo, depois de um tempo, graças a uma característica na qual todos nós possuímos ( o chamado senso crítico), após uma reflexão, percebemos que aquele momento não chegou exatamente a perfeição. Bom, pelo menos não a perfeição descrita acima, retirada do Aurélio. por ocnta diso, taxar qualquer coisa de PERFEITO causa uma grande controvérsia, é mais de meio caminho andado para uma discussão. Bem, é como dizem: "Gosto não se discute." Será que não se discute mesmo???

Bom, diante disso, vou cutucar um pouco vocês. Super Metroid é o que chamaria de um jogo PERFEITO!! Pronto, falei!!! Já estou ouvindo até as reclamações de muitos que acessarão o blog um pouco de delírio não faz mal a ninguém...hehehe):

- P**ra!! O cara vai considerar um jogo de SNES, de mais de 10 anos atrás, perfeito???? Agora ele endiodou de vez!!!

Ou ainda:

- Ca**lho!!! O cara vive de passado mesmo!!! Um jogo em 2D perfeito!!??

Compreendo e respeito (apesar dos palavrões omitidos...) todas as opiniões contrárias que vierem. Afinal de contas, é como disse no início desse texto, "Gosto não se discute". Entretanto, não posso ficar estático e calado diante dessas opiniões sem ao menos defender o "objeto da discórdia", já que todo acusado tem o direito de ter uma defesa. Sendo assim, lá vai:

a) A Apresentação: Diferente da maioria dos jogos do SNES naquela época, temos uma apresentação simples, mas que já indicava todo o tom do jogo: um pequeno vídeo, tendo ao fundo imagens de uma larva Metroid que foi capturada, além da trilha sonora totalmente imersiva, o que já mostra a preocupação da Nintendo em manter o clima de suspense do jogo.

b) Os primeiros movimentos: Depois, ao iniciar o jogo, temos um dos momentos mais cinematográficos da história dos videogames. Temos Samus contando todos os eventos que sucederam o jogo anterior, intercalando com cenas desse relato, e tudo isso com a trilha sonora imersiva do jogo. Isso até o momento em que Samus diz que a Estação sofreu um ataque. Nesse momento a trilha sonora cessa e somos transportados para a base atacada, quando passamos a controlar Samus. Então, passeando pelos corredores vazios (onde podemos ver os corpos dos cientistas atirados no chão, provávelmente mortos), vemos, na última sala, a larva Metroid abandonada. Quando nos aproximamos dela, aparece Ridley, pronto para roubá-la. Após uma batalha perdida (ela dura até a sua energia ficar no nível mínimo), Ridley foge, levando a larva Metroid com ele. Nisso, chega a informação de que a Estação Espacial irá explodir em 1 minuto, e assim inicia-se uma fuga desesperada de Samus (controlada ainda pelo jogador) até o elevador principal. Ao chegar no elevador, temos a cena da nave de Samus escapando no exato momento da explosão da Estação. Samus então segue Ridley até o palneta Zebes, onde se inicia a aventura.

Me respondam uma coisa: é ou não é um momento cinematográfico, comparável aos melhores filmes sci-fi existentes? Nessa nova onda de Hollywood de adaptação de jogos, penso como seria do carvalho um filme baseado no Universo Metroid...Pensando bem, melhor parar de pensar nisso. Vai que o Uwe Boll lê esse post e resolve fazer mais um filme? hehehe....

c) O jogo em si: Todo esse clima sci-fi se mantem durante todo o jogo. Tecnicamente é um dos jogos mais bem executados de toda a história da Nintendo, e que ajudou a inserir o Universo Metroid na chamada "Tríade de Ouro" da Nintendo (As séries "Mario" e "Zelda" completam essa tríadde), tratada como jóias raras e de indiscutível qualidade, além de serem sinônimos de vendagens milhonárias... Os gráficos a princípio podem parecer simples, mas se adequam perfeitamente ao clima do jogo, contando com uma direção de arte fabulosa, para dizer o mínimo. Corredores sombrios, inimigos das mais variadas formas e tamanhos (desde diminutos até aqueles que cobrem toda a tela, corredores apertados, tudo isso contribui para que o jogador se sinta em um filme de sci-fi. No quesito gráfico, destaque para os chefes de fase, pla sua inventividade e variedade, além do fato de vários deles serem gigantes.

Outro ponto a se destacar é a parte sonora. A trilha sonora é simplesmente perfeita, dando o clima sombrio que o jogo precisa. Desde o tema clássico de abertura, passando pelo tema inicial do jogo (quando você entra na Estação Espacial), o tema de batalha dos chefes ( simplesmente o melhor tema já criado para esse momento do jogo), até o tema do chefe final (novamente Mother Brain), é de ficar no mínimo admirado ao perceber como a Nintendo é craque em fazer com que os jogadores se sintam totalmente inseridos no jogo, como se fossem o próprio personagem. Não é a toa que existia o "Nintnedo Seal of Quality", que atestava o "Método Nintendo de excelência na confecção de jogos". Bem que ela poderia voltar com esse selo...

Não podemos esquecer do mundo de Zebes. Que, aliás, era MUITO extenso. Tão extenso que o jogo se passava exclusivamente nele, com vários sub-estágios para percorrer. Aqui é um campo de discórdia: para muitos jogadores, isso é perfeito; para outros, isso tornava o jogo chato e cansativo. O motivo disso é que, em vários momentos, era necessário voltar para uma determinada sala, uam vez que algumas áreas só se tornavam acessíveis quando era coltado algum power-up para a personagem. Particularmente, acho isso ótimo, pois ajudava no clima sci-fi do jogo,além de dar uma marca ao jogo, que era a total exploração do cenário. Isso foi adotado em vários jogos que sucederam esse, sendo o mais famoso deles "Castelvania: Symphony of the Night", para PSOne.


A jogabilidade mantém o padrão de excelência dos jogos com o "Nintendo Seal os Quality". Os comandos são precisos e bastante intuitivos, contribuindo também para a imersão do jogador. E ainda temos a dificudade do jogo, dosado na medida certa, tanto em relação a exploração TOTAL do cenário (que, mesmo não sendo necessário para terminar o jogo, é muito mais prazeroso e gratificante), quanto aos chefes de fases (alguns realmente bastante complicados de se vencer).

d) A recepção: Como foi dito anteriormente, "Super Metroid" foi o jogo que garantiu em definitivo o lugar dessa série na "Tríade de Ouro" da Nintendo. Não é para menos: o jogo vendeu 1,5 milhões de unidades, o que é uma marca excelente para época. Mais do que isso: não se fala em Top de melhores jogos sem mencioná-lo. Qualquer top citado em quanquer ano desde 1994 cita "Super Metroid", normalmente nas primeiras posições. Para provar que não estou mentindo, veja o que é citado no wikipedia sobre as colocações nas mais vairadas revistas de games no mundo:
- EGM: 1º Lugar;
- IGN - 4º Lugar (na opinião dos leitores) / 3º Lugar (opinião dos editores - 2003);
- Super Play - 6º Lugar;
- Famitsu - 2º Lugar;
- Gamepro - Em uma recente reportagem, elegeu Super Metroid como "um dos 15 jogos retrô que você precisa joga no Wii (via Virtual Console);

Isso sem falar nas listas dos inúmeros blogs sobre games que temos na rede.

e) O Veredicto final: Por todas essas qualidades, recomendo a todos que conheçam (e joguem) a saga Metroid, em especial o jogo do SNES. Ao jogá-lo, presenciarão como se faz um jogo extremamente sombrio e com um enredo intrigante em 2D, sem precisar de gráficos tridimensionais para isso. Apesar de muitos conhecerem heroínas nos games apenas a partir da série "Tomb Raider", há 10 anos atrás uma caçadora de recompensas já assombrava os consoles da época, com uma saga envolvente, tendo o seu ápice nesse jogo lançado em 1994. Sendo assim, o posto de melhor personagem feminina de um game já tem uma campeã: Samus Aran!!!

9) Fotos do jogo -












sábado, 1 de março de 2008

9) P**ra!!!! P**a-que-p**iu!! Finalmente consegui terminar essa joça - Especial jogos difíceis

10º Post!!!!! Quem diria, hein???

Bom, o post dessa semana será um pouco diferente do que eu tinha planejado. Inicialmente iria voltar aos posts comentando sobre um jogo, entretanto, achei melhor guardá-lo para semana que vem. Isso, por dois motivos: primeiro, porquê o referido jogo (que, por sinal é simplesmente o MELHOR jogo do SNES) combina mais com a próxima semana, digamos assim (não falarei mais porque estragará a supresa); e segundo, porque outro assunto me veio a tona ao elaborar os dois posts anteriores: a dificuladade dos jogos antigos em comparação aos atuais...

Caso você menos de 20 anos, talvez desconheça que existiram jogos com mais 100 fases, sem continues, que precisavam de "cheats" para deixar seu personagem com 30 vidas para virar o jogo, etc. Mas esses jogos existiram! Até meados dos anos 90 (ou seja, na era 16-bits), a indústria dos games, apesar de gerar alguns adorados milhões dólares por ano, não era altamente produtiva como hoje. Além disso, não existia a preocupação de lançar um game absurdamente difícil na época (hoje em dia, a maioria das produtoras são bastante receosas de lançar um jogo difícil, por medo de que ele não vendao suficiente). Além disso, nessa época videogame ainda era coisa de crianças e adolescentes, que inegavelmente possuem muito mais tempo livre para jogar do que nós, que crescemos junto com a geração 8 e 16-bit. Isso sem falar do crescimento dos jogos e jogadores "casuais", que estão conhecendo agora esse maravilhoso mundo de divertimento eletrônico (e que, caso tivessem o seu primeiro contato com "Battletoads", com certeza não achariam a menor graça nisso). Outro fato determinante para isso é que muitos dos jogos conhecidos como difíceis vinham de dois gêneros: os shooters e os beat'em up/hack'n slash. Aliás, foi elaborando esses dois especiais que me veio a idéia de elaborar esse.

Claro que ainda temos algumas empresas que ousam colocar jogos carne-de-pescoço ("Ninja Gaiden" do XBOX é um grande exemplo), mas não se compara ao saudoso NES, conhecido por possuir o maior número de títulos difíceis.

Mas chega de papo! Vamos enumerar alguns dos jogos que fizeram vários jogadores destruir joysticks, consoles, paredes (e as mãos durante esse processo), além de contribuir em muito em calvíceis precoces para muitos. Alguns que foram citados nas duas edições anteriores com certeza entrariam no meu top 10 ou 20 de jogos carne-de-pescoço (A saber: Contra, Battletoads, Gunstar Heroes, Gradius II e Parodius), portanto, não serão citados aqui. Mas temos outros dignos de nota:


1) NES



Ghosts 'n Goblins - Também conhecido como "Ghouls 'n Ghosts", esse jogo de aventura estreou nos arcades e ganhou uma conversão bastante decente para o NES em 1986, onde, claro, se destaca a sua extrema dificuladade. Controlar Arthur (conhecido também como "O Cavaleiro de cuecas') pelas 8 fases, de onde surgem inúmeros inimigos, desviando dos obstáculos, e ainda controlando o pulo duplo (que pode ser extremamente útil, mas que requer uma grande perícia para utilizá-lo adequadamente), tudo isso para salvar a sua amada. Se você quer dificuladade, esse é o jogo certo.



The Simpsons - Bart Vs. The Space Mutants - Qualquer lista de jogos do NES não estaria completa sem esse jogo. Feito no período final de sucesso de NES, em 1991, se "aproveitando" do sucesso da primeira temporada do desenho. O jogo inclusive contou com a supervisão do criador do desenho, Matt Groening, sendo baste fiel a sua fonte original. O resultado: um jogo extremamente divertido e que, apesar de ter apenas cinco fases, foi considerado na época por várias revistas especializadas o segundo jogo mais difícil do NES, perdendo apenas para "Battletoads".



Ninja Gaiden II - O primeiro episódio da série estrelada por Ryu Hayabusa já é considerado um dos grandes jogos do NES, inclusive pela ousadia da Tecno de apresentar um conceito totalmente narrativo e cinematográfico, com várias cenas e diálogos se desenrolando ao final de cada fase. Aqui, a qualidade continua a níveis estratosféricos, a história fica mais genial ainda, prendendo o jogador até o final (que considero um dos melhores de toda a história dos videogames). Chegar ao seu final definitivamente separa os homens dos meninos, por ser uma tarefa hérculea (e que manteve a sua tradiçaõ de dificuldade na sua sequência do XBOX). Consiga esse jogo e se aventure em uma das histórias mais bem elaboradas dos games.



Mega Man III - A série Megaman é uma das mais clássicas e frutíferas dos videogames. E, apesar de marcar presenca em vários consoles, é na Nintendo que ela se identifica mais (o que me leva a uma pergunta: porquê o robôzinho azul não aparece em nenhum jogo da série "Super Smash Bros.", mas isso é uma outra história). E foi no terceiro episódio que a série se consolidou. O esquema do jogo é o mesmo desempre: oito chefes, cada qual no seu ambiente, e uma fase final onde enfrentamos o Dr. Willy. Mas temos um diferencial: nesse jogo, a ordem escolhida para derrotar os inimigos REALMENTE inporta. Caso você não escolha as armas certas para cada inimigo você simplesmente não passa de fase. Não é como os outros jogos da série que é possível derrotar os chefes de fase com a arma comum. Só isso já basta para citá-lo como "difícil".

2) SNES



Actraiser II - O primeiro da série já era extremamente original por juntar num mesmo jogo ação/plataforma e simulação, onde você é simplesmente um Deus e têm que cuidar das civilizações (nas fases de simulação) e derrotar os demônios que ameaçam as cidades (nas fases ação/plataforma). No segundo (e último) episódio da série, a parte de simulação foi suprimida ew jogo ficou um legítimo representante beat'em up. Laém disso, se o primeiro já era extremamente difícil, esse então ficou quase impossível (se vocês conhecem alguém que já zerou esse game, ou já viram algum vídeo no youtube, me avisem!). Eu mesmo não consegui passar da terceira fase (e são 13, se eu não me engano), e não sou nenhum noob nos games. Pena que a Square (que comprou a Enix, produtora do jogo) só pensa em sugar cada vezmais Final Fantasy e se esqueceu dessa pérola.



Spider-Man and Venom - Maximum Carnage - Esse foi lançado também para o Megadrive, e as versões são praticamente idênticas. Só pelo fato da trilha sonora ser assinada por uma das bandas mais legais do rock: Green Jelly, esse jogo já vale a pena. Caso vocês não a conheçam, procurem-na urgente (recomendo o álbum "Cereal Killer"). Mas vamos ao jogo: aqui, você pode escolher entre o nosso amigo da vizinhança e Venom, o brutamontes-simbionte mais adorado pelos fãs de quadrinhos, ambos com interesse em acabar com o Carnage. A jogo é inspirado na série honônima de quadrinhos de 1993, e reproduz fielmente o clima HQ, com cenários extremamente coloridos e animações bem fluidas. Mas, ao contrário dos outros jogos do aracnídeo, esse aqui é uma carne-de-pescoço da melhor (pior) espécie. As últimas fases estão entre as mais apelonas da história dos games. Tudo bem que temos algumas secret-rooms onde você pode coletar vários itens e vidas extras, mas ainda assim esses locais são complicadíssimos de acessar. Caso seja dificudade que vocêesteja procurando, pode arriscar com esse. Mas não vá jogar o controle na parede enquanto estiver jogando, hein? :)



Zombies Ate my Neighbors - Essa é uma pérola perdida na infinidade de jogos do SNES, que quase ninguém conhece. Um dos jogos mais divertidos do console, com um climão que soa como um filme de terror Z da década de 60, graças ao formidável senso de humor, a premissa totalmente absurdfa (de uma hora para outra, mortos-vivos sedentos de cérebro humano e outras criaturas típicas de filmes de terror resolvem assombrar a vizinhança e cabe a um garoto e uma garota solucionarem esse caso, além de resgatar o maior número de vizinhos possível, caso contrário, é game over), além de uma direção de arte fenomenal e de uma igualmente fantástica trilha sonora. as não é só isso: o jogo possui "apenas" 48 fases. E, como isso não bastasse, o que você faz em uma determinada fase traz consequências para a fase seguinte (caso três vizinhos tenham morrido em uma fase, na fase seguinte você terá menos três vizinhos para salvar). Isso não seria tanto problema se você não tivesse que salvar pelo menos um por fase. Um jogo obscuro que merece ser redescoberto!!

3) Megadrive



Kid Chameleon - Uma das formas de analisarmos quanto tempo perderemos para zerar um jogo é saber quantas fases o mesmo possui. Sendo assim, vejamos: Super Mario 3 possui 8 mundos, com mais de 90 fases/estágios; Super Mario World também possui 8 mundos, com 96 fases/estágios; Zombies Ate my Neighbors, como foi dito anteriormente, possui 48 fases. Nos jogos do Mario, você não precisa passar por todas as fases para chegar ao final. Agora, o que você, que entrou para o mundo dos games já na era 32-bit em diante, pensaria se te dissesse que existe um jogo possui mais de 100 fases e 1850 estágios!!??? E, para complicar ainda mais, sem saves!!??? Pois esse jogo existe e se se chama "Kid Chameleon". Pode-se dizer que ele foi a tentativa de reesposta a "Super Mario World", que assombrava na época. O interessante dele é a possibilidade de controlar 10 alter-egos diferentes do personagem (através de máscaras coletadas nas fases) e a sua história, que mesclava realidade virtual e vida real, que estava na moda.



The Adventures of Batman & Robin - A série de quadrinhos "Batman" rendeu uma série de jogos maravilhosos para a geração 8 e 16-bit. esse jogo foi lançado simultaneamente para o SNES e o Megadrive, porém com muitas diferenças. Enquanto que no console da Nintendo a história e totalmente inspirada no desenho animado, com uma ação um pouco mais clássica e algumas etapas envolvendo uma certa dose de raciocínio lógico (especialemente na fase do charada), no Megadrive o jogo se transforma num hack'n slash da melhor qualidade. Os gráficos estão entre os mais bonitos do console, e a ação aqui é tão desenfreada quanto em Gunstar heroes: milhares de inimigos surgem a cada minuto na tela, forçando você a atirar batrangs infinitos para todos os lados. O confronto com o Chapeleiro louco dá a tônica desse game: em um cenário totalmente colorido e psicodélico, você o enfrenta desviando das investidas de sua cartola gigante, além de tomar ciudado com as armadilhas do cenário, que se descola em uma velocidade alucinante. Percebeu o drama? Pois é! Mas podem ter certeza: esse é um dos jogos mais lindos do Megadrive!!!



Jurassic Park - E, para encerrar, temos o jogo de 1993 inspirado no sucesso de dois anos atrás, dirigido por Steven Spielberg. Ao contrário de boa parte dos jogos inspirados em filmes, esse aqui é muito bom. Aqui você têm a opção de jogar com o Dr. Grant (que está no parque e precisa sair vivo de lá) , ou com o velociraptor (nesse caso o objetivo é capturar e matar o Dr. Grant). Jogar com o velociraptor não é tão complicado, mas, caso você queira ser o bonzinho do filme e jogar com o Dr. Grant, você sofrerá e muito. São apenas três vidas, sem direito a encontrar nenhuma outra durante o jogo e sem check points durante as fases. E, jogando com o Dr. Grant, ainda têm o agravante de sofrer dano (ou até mesmo morrer instantaneamente) caso caia de uma altura muito grande. Isso sem contar com os dinossauros que você enfrentará, todos desejando um pedacinho seu.

Com isso terminanos (por enquanto) essa série de especiais temáticos relacionados ao mundo dos games. Semana que vem voltamos aos posts usuais. E você? Acha que ficou faltando algum jogo nessa lista? Acha que algum jogo citado não deveria estar aí? Ou quer dizer alguma ocisa sobre o blog? Não perca tempo: comente a respeito,critique, esperneie, faça-se ouvir. Vamos fazer desse fórum uma grande celebração a esse mundo maravilhoso dos games!!!

Até a próxima e bons jogos!!!!