sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

8) Sai da frente senão vou espancar todo mundo...Especial Beat'em Up

Mais uma semana está terminando, e ainda estamos aqui!!!

Estamos chegando a dois meses de blog. Isso é muito bom, pois achava que não teria paciência para postar quase que semanalmente por aqui. Mas estou gostando muito de mantê-lo, mesmo ele (aparentemente) ele não sendo tão visitado assim. Aliás, um recado para aquele que visita o blog (sim, eu sei que você existe): Deixe o seu comentário. Sem ele, não tenho como saber se os meus comentários estão agradando vocês ou se estou sendo um chato de galocha ao fazer comentários tão ridículos! :)


Bom, chega de papo, vamos ao post de hoje. Que também é especial!!!


Semana passada fiz o especial para os shooters (ou "jogos de nave", se preferir), um gênero um tanto quanto esquecido nos consoles atuais. Hoje, resolvi ser solidário e falar de outro gênero igualmente amado pelos gamers old school, mas que também foi um tanto esquecido atualmente: os beat'em up (conhecidos também como "espanca e anda" por aqui...)

  • O início do espancamento:

Os jogos Beat'em Up (também chamados de scrooling fighting games, fighting action games, ou ainda brawlers) são aqueles em que um personagem (ou um grupo de personagens) percorre várias fases espancando quem passar na sua frente até chegar no seu objetivo final. Muito dessa temática de jogo deve-se princpalmente aos filmes de luta ou de gangues, onde o personagem principal se via sempre ao redor de vários inimigos. Com os jogos beat'em up, qualquer um poderia ter essa sensação de distribuir toda a sorte de socos e pontapés nos vilões e seus capangas.

Nessa linha, ainda temos o hack'n'slash, que não é nada mais do que o beat'em up, com a diferença que o(s) personagem(ns) controlados pelo jogador portavam alguma arma.

  • A disseminação das pancadas:

Foi na década de 80 que o gênero se criou e se popularizou no mundo dos games, tendo o seu auge na segunda metade da década de 80 (com os inúmeros arcades do gênero) e no inícioda década de 90 (com a era 16-Bit - Super Nintendo e MegaDrive -também conhecido como "O Duelo do Século no Mundo Eletrônico" :) ). Com a sua jogabilidade simples, o gênero alavancou inúmeros títulos durante o seu auge, bgerando diversas fraquias de respeito.

  • A extinção dos velhos galos de briga:

Depois da era 16-bit, com o advento dos gráficos poligonais, que proporcionavam uma tridimensionalidade jamais vista dos games (não apenas em relação aos gráficos, mas também a linearidade do jogo, acrecentando mais uma dimensão para a movimentação do personagem), os gêneros existentes sofreram adaptações para aproveitar esse avanço tecnológico. Alguns conseguiram fazer essa transição muito bem (RPG's, Plataformas). Infelizmente, o beat'em up não foi feliz. Apesar de alguns jogos triunfarem (como, por exemplo, o maravilhoso Guardian Heroes, para Sega Saturn), outros não tiveram a mesma sorte (Fighting Force, para PSOne e Final Fight Streetwise e Urban Reign, para PS2, são os que eu me lembro de antemão), marcando essa época como o início da queda do gênero, até praticamente sumir nos dias atuais.

É bem verdade que nos últimos anos houve uma pequena revitalizada no gênero, graças a títulos como "Devil May Cry", "God of War" e "Ninja Gaiden" (os dois primeiros para PS2, e o último para XBOX), mas esses jogos não possuem o charme e o feeling daqueles clássicos feitos em sprites. Sendo honesto, o jogo atual que me faz lembrar com saudade daquela época e que consegue ser tão divertido quanto os clássicos do gênero é "Contra 4", do Nintendo DS, principalemnte por conservar os sprites 2D tão característicos do gênero.

  • Os Culpados pelos Hematomas

Bom, chega dessa introdução. Vamos a alguns títulso que fizeram a história do gênero. Um deles já foi comentado há algumas edições atrás (Streets of Rage III) por ser o mais representativo. Mas aqui vão outros dignos de nota:


1) NES


Contra - Um guerrelheiro armado com uma metralhadora, zilhões de combatentes para exterminar, e quinquilhões de tiros para desviar. Um tiro, morte na certa. Era assim o mundo dos hack'n'slash na década de 80. Supresos? Vocês não sabem o quanto isso era divertido e desafiador. E olha que esse não é o mais difícil da série (esse título pertence a "Contra: Hard Corps", do Megadrive), mas já é suficiente para quebrar alguns controles de raiva. Se puderem, consigam esse jogo.


Double Dragon - Se vocês mais novos só conhecem o jogo de luta (razoável) com esse nome, saibam que ele se originou do (pavoroso) filme honônimo, que, por sua vez, foi inspirado pela (maravilhosa) série beat'em up da década de 80. As versões que joguei foram esta para o NES, e outra para o Super Nintendo (chamada de "Super Double Dragon). Como a versão para SNES é apenas razoável, a clássica para o NES é a que merece a nossa atenção aqui.




Battletoads - Um dos jogos mais difíceis do NES. É com esse título que esse jogo assombrava todos que se atreveram a colocá-lo nos seus Nintendinhos e clones daqui do Brasil da década de 80. E não é que o jogo fazia jus a sua fama? Mas esse não é o único mérito do jogo. Os gráficos, como vocês podem ver pela foto, exploravam o máximo poder do NES. Quem visse pela primeira vez, poderia pensar que se tratava de um jogo da época 16-bit. Sem falar que os ambientes de fundo muitas vezes davam uma sensação de tridimensionalidade ao cenário (a fase dos hovercrafts é uma das mais impressionantes nesse ponto). Sem contar as maneiras mais absurdas e legais de detonar os inimigos (socos gigantes, cabeçadas, "enterrar" o inimigo, lançá-lo tal como uma bola de beisebol, etc...).



2) Super NES




Contra III: The Alien Wars - Normalmente não colocaria uma seqüência de uma série em uma lista dos melhores games do gênero, mas dane-se. Contra III merece estar na lista por multiplicar toda aquela sensação que tivemos ao jogar o primeiro, tudo isso acompanhado por algumas adições que vieram muito bem a calhar (a opção de carregar dois tipos de armas), além dos gráficos embasbacantes e os chefes gigantescos, além da dificuldade como nos velhos tempos do NES.





Teenage Mutant Ninja Turtles IV - Turtles in Time - Infelizmente não cheguei a jogar os primeiros da série, mas lembro com alegria do Arcade, um genuíno beat'em Up (apesar de ser fácil). E esse título do SNES transmite a mesma sensação de jogar aquele arcade, com ação variada (e um ótimo uso do chip Mode 7 em algumas fases), jogabilidade funcionando como um relógio suíço, além de um ritmo ainda mais rápido do que os beat'em Up mais tradicionais. Cowabunga!!!



Sunset Riders - Assim como um amante dos games, sou um amante também do cinema. E o western está entre os meus gêneros cinematográficso preferidos. Junte essas duas paixões e temos Sunset Riders!!!! Nunca foi tão divertido estar no Velho Oeste, distribuir tiros em todos os malfeitores, ser atropelados pelos touros na primeira fase, lançar bananas de dinamite, distribuir milhares de tiros nos chefes de fase, entrar nas tavernas da velha cidade empoeirada atrás de dinheiro, bebida e mulheres...Enfim, é a sensação de ser um daqueles pistoleiros sem-nome dos filmes de Leone transportada para um cartucho!!!



Knights of the Round - Aqui somos transportados aos tempos de capa e espada, mais precisamente para a lenda do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Além do Rei Arthur, tinhamos Lancelot e Perceval, cada qual com suas vantagens e desvantagens. O interessante desse jogo é a opção de evolução da sua arma (e da sua armadura) conforme um número determinado de pontos era alcançado, tal qual um RPG. Um jogo que faz parte da época áurea desse gênero, e que merece ser citado por aqui.

3) Megadrive


Golden Axe - Mais um exemplo de como a SEGA era mestre em conversões dos seus arcades para os consoles domésticos. Golden Axe é simplesmente o segundo melhor jogo do gênero para mim. Aliás, os três melhores são do Megadrive (e um deles já foi falado a alguams edições atrás). Golden Axe já assombrava os fliperamas no final da década de 80, e, três anos depois, assombrava na mesma proporção no Megadrive, sendo um dos carro-chefes do console. Três guerreiros (um homem, uma mulher e um anão) lutando contra a tirania de Death-Adder; feiticeiros; anões com poções, carnes, e outras iguarias apreciadas pelos personagens principais; dragões; lagartos gigantes; desfiladeiros; pontes;, tudo isso foi transportado com precisão cirúrgica para o Megadrive,fazendo desse um dos clássicos daquela época.



Gunstar Heroes - E esse completa o meu top 3 de games do gênero. Antecessor do igualmente maravilhoso Guardian Heroes, do Sega Saturn, esse jogo possui um dos rimos mais alucinantes que já presenciei. Os gráficos são extremamente coloridos e um dinamismo nos movimentos impressionante. Sem falar nos zilhões de inimigos que apareciam dasmais variadas direções, sem dar um segundo de descanso. Isso, somado com os quinquilhões de tiros desferidos pelos personagens, geravam uma imagem alucinante, chegando ao ponto de ser praticamente imossível identificar o seu personagem. E tudo isso sem slowmotions e nem queda de framerate. Um jogo que merece ser jogado!!

Bom, pessoal, é isso. Espero que os jogos "escolhidos" para serem comentados tenham agradado a todos. Se deixei algum de fora, é porque o post ficaria gigantesco. Sendo assim, aproveitem o espaço de comentários para falar de outros do gênero!! Vamos lá, comentem, critiquem, elogiem, acessem!! Vamso espalhar essa história recente dos videogames através desse blog!!!

Até o próximo post!!!

3 comentários:

Yuri disse...

Tá ótimo o blog! Os Beat'em'up foram um dos gêneros, juntamente com os shooters, que marcaram a minha e muitas infâncias. O blog tá muito nostálgico! Continue assim.

A.L.A.S. disse...

Yuri!!!!

Valeu pelos comentários, cara. E a intenção é exatamente essa: ser nostálgico, além de mostrar o quanto os videogames evoluriam tecnologicamente, mas sem esquecer o quanto os jogos mais antigos consolidaram essa posição de arte.

Luis Henrique Boaventura disse...

Cara, o blog tá fantástico! Eu fico aqui lendo sobre os jogos que fizeram parte da minha infância e me perguntando se um dia vou conseguir voltar a jogá-los, tranqüilamente, numa TV bem grande. Nunca me esqueço do frio que passava nas mãos, com as manhãs de inverno aqui no sul, nos domingos bem cedo, em que eu acordava pra jogar alguma coisa que eu tinha alugado no sábado. Muitas vezes (pois nunca cheguei a comprá-los), estes jogos eram exatamente Golden Axe e Streets of Rage.

Talvez, o Beat'em Up seja mesmo o símbolo dessa época em 16-bit, em que horas absurdamente divertidas independiam de qualquer requinte gráfico, e inclusive pelo contrário, perderiam muito do seu charme em outra plataforma. O Beat'em Up é a prova de que menos é mais, e de que games, apesar de a maioria das pessoas se esforçarem para negar os seus efeitos quase terapêuticos sobre si mesmas, também é uma forma de arte.